Pepeu Gomes Um Raio Laser (1982)

Era uma modorrenta terça-feira (o dia internacional do Nada a Acontecer), tava eu todo pimpão dando expediente no office quando chega uma informação via email que o honorável guitarrista, cantor, compositor e baiano Pepeu Gomes, teria grande parte de sua obra solo relançada em CD.

Munido dessa informação, me perguntei: Why?

Munido dessa mesma informação,  consultei os  botões da camiseta: Quem a essa altura do campeonato iria parar sua vida e comprar um disco de Pepeu?

Muito intrigado e muito curioso, fui atrás pra saber o que sairia, afinal, vai que…. né?

Fui lá eu pesquisar um pouquinho e não é que eu descobri que tinha um monte de gente querendo botar as mãos nesses discos!!! Vá entender, pensei comigo novamente.

Pesquisando a fundo, não é que tem uns discos bons esse danado de Pepeu?

Pepeu sempre foi um guitar hero terceiro-mundista muito bem quisto em todas as praças musicais mundo afora, agora… se ele tinha feito alguma coisa que preste… era outra conversa…

Entonces, capturei esse Um Raio Laser no meio de outros e a bizarrice da capa, que mostra nosso Hendrix tupiniquim com um cabelo e uma mexa verde de dar inveja aos astros do forró eletrônico nowadays, só é superada pela contra capa suprema desse mesmo quitute, com o astro de corpo inteiro soltando um raio laser tosco de sua guitarra “blade-runneriana”.

Coragem irmão, felizmente a bizarrice acaba no campo estético, porque o disco é bom, espantosamente bom.

Pode parecer viagem, mas dá para sacar uma forte presença de Prince circa 1999 ou Around The World In A Day nos momentos mais pops desse álbum. Não era facil escapar da influencia do senhor “púrpura” nos early eighties.

Funk e swingue oitentista de primeira se unem a uma guitarra aguda e frenética para compor este belíssimo exemplar de pop nordestino legitimo e redondo. Um Raio Laser é uma bobagem ensolarada muito bem informada musicalmente e que sobreviveu bem ao tempo.

Tirando os discos ao vivo, que eu não pego bem de jeito nenhum, o relançamento dessa discografia foi deveras oportuna e serve para jogar luz a um momento obscuro do pop brazuca: O pop dos anos 80 feito por artistas com mais de 30 anos. Há mais nessa cumbuca para revirar, mas bateu uma preguiça e eu vou é dar uma espreguiçada…

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