Beastie Boys – Check Your Head (1992)

Quebro a sequencia do pianinho por uma razão justa, justíssima!

Adam “MCA” Yauch deixou o mundo nessa sexta-feira, dia 04 e se você não conhece o figura, pelamordedeus… vai filho, usa essa internet e vai atrás!

O Beastie Boys é uma das minhas bandas favoritas all-time pelo simples motivo deles serem uma banda no melhor sentido da palavra: leais um ao outro, unidos, sinérgicos, que só foram o que foram porque eram uma força musical de 3 cabeças sintonizadas que cresceram se apoiando e apoiando outros artistas e principalmente, fazendo discos do caralho.

Difícil escolher um para comentar, pois todos os discos deles são bons.

Em 25 anos de carreira, eles foram os pioneiros do hip-hop moderno e os primeiros a flertar não só com o rock, mas com jazz, samba, música africana, sons eletrônicos, rumba, country, hardcore e tudo o mais que passasse pelos toca-discos dos caras.

A absoluta ausência de preconceitos dos caras, somado a talento e instintos musicais apurados, fizeram com que os bestiais suplantassem o gênero e fizessem história.

Check Your Head foi meu primeiro contato com o som deles e levei um tempo para entender o que tudo aquilo significava, afinal, estávamos em 1992 e tinha muita coisa acontecendo e muita coisa para assimilar: grunge no seu Top, Ministry, indie rock barulhento cheio de guitarras por todos os lados, Helmet e por ai vai.

Ai vem os Beastie Boys com esse caldeirão sonoro rico, impregnado de samplers maneros, rap com eletrônico, hardcore, levadas sonoras viajantes e zoa tudo (no bom sentido)…

Esse álbum é pouco citado, mas foi em Check Your Head que os Beastie Boys consolidaram sua carreira, ganharam a moral que precisavam depois do genial, mas mal aceito Paul’s Boutique (1989), álbum muito “avançado” para a época, que vendeu mal e só ganhou a alcunha de obra-prima anos depois, desta forma, Check Your Head ajudou a garantir longevidade ao trio e garantiu também a possibilidade de álbuns monstruosos como Ill Communication (1994) e Hello Nasty (1998) que vieram na sequencia e são irretocáveis também.

O repertório do disco é de tirar o folego: Jimmy James, Gratitude (um baita groove pesadão onde os 3 BB mostram que são músicos fudidos), Finger Lickin Good e So Whatcha Want estão entre as melhores do grupo. Time For Livin é hardcore skatista como poucos e lá pro final o grupo reserva suas experiências relaxadas e deliciosas como In 3’s e Groove Holmes.

Ainda por cima, o álbum foi a porta de entrada para o tecladista Money Mark mostrar seu talento, bem como o produtor brazuca radicado nos EUA Mario Caldato Jr.

Em 1995, os caras passaram por Sampa e fizeram um dos melhores shows que meus olhos e ouvidos já viram e ouviram em toda a existência dessa pessoinha e guardo no fundo da memória e do coração com carinho e saudade esse baita momento.

Poucas vezes me lembro de ter saído de um show com a alma tão lavada quanto nesse dia.

Citando a faixa que fecha esse album: Namasté MCA!

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