Paulo Moura – Fibra (1971)

Paulo Moura foi um monstro.

Dono de um estilo próprio e rigorosamente aberto, Paulo desfilou tal qual Raul de Souza, tal qual Pixinguinha, tal qual qualquer outro grande músico craque no sopro brazuca.

Para nossa não alegria, quase nada dele existe em catalogo, em especial os primeiros trabalhos solo e mais em especial ainda este discasso lançado quase 10 apos Paulo subir ao palco do Carnegie Hall em 1962 para a noite da Bossa Nova arranjada por Ronaldo Boscoli e que escalou Tom Jobim e Sérgio Mendes com o chegado.

Se isso não é estar bem acompanhado…. porra!

Em Fibra, devidamente fixado na gringa, Paulo desfila suas preferencias estilísticas habituais e chega a acrescentar a sua hard bossa swingada, mais jazz, lounge e até um surpreendente numero de “folk-rock setentista”? é, escute “Tema dos Deuses” e comprove se não estou doido.

Enfim, tudo isso pra dizer que Paulo Moura foi um dos maiores monstros da Musica Instrumental brasileira, reconhecido nos círculos, respeitado por todos e se americano fosse, estaria entre os maiores do jazz.

Alias, ele já está nesse panteão.

Sempre esteve.

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