The Blue Nile – Hats (1989)

Tecnopop e synthpop sempre vão bem com um tempo gelado, cinza e boring, acompanha bem um conhaquinho e um edredon.

Na Escocia, o tempo é assim o tempo todo.

Por isso que de lá saíram tantas bandas soturnas e atmosféricas.

Depois que a trilha do filme “Drive”, genial e maravilhosa, comoveu corações e mentes, o tecnopop dos anos 80 voltou com tudo pro mapa da música e artistas novos copiam estilo, jeito, som e timbres que estavam lá nos anos 80 e nos últimos revivals alguém esqueceu deles.

O Blue Nile é uma banda de um homem só: Paul Buchanan e teve uma vida útil bem expassada, lançando discos de vez em quando, com intervalos gigantescos e preguiçosos (em mais de 20 anos, só 4 albuns), mas cada um deles é especial e bonito.

Meu favorito é esse de 89, que ele levou quatro anos pra fazer e fez bem feito. Romantic pop composto 100% a base de sintetizadores, baterias eletrônicas, teclados, synth bases e climas bonitos de cabaré em fim de noite, completamente e devotamente influenciado por Roxy Music e Brian Ferry.

Lindo de morrer, Hats é leve, rico, atmosférico e cheio de climas que só um maníaco perfeccionista poderia ter concebido.

Dá pra perceber que teve muito trampo pra chegar no resultado final.

O que prova que inspiração sem paciência e edição é só inspiração desperdiçada.

O labor na música é importante e Hats é um ótimo exemplo disso.

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