Faust – Faust IV (1973)

O “Krautrock” ganhou verbete especial dentro dos corações e mentes de todos os fãs de rock há alguns anos, e tem sido reforçado em cada nova geração de músicos que ousem inventar moda, fazer vanguarda e experimentações.

Uma hora ou outra, todos voltam seus ouvidos para essas maravilhas alemãs.

Neu!, Kraftwerk, Can e Faust são as portas de entrada para esse mundo incrível de possibilidades, que a cada nova audição, sempre se encontra algo muito bom.

O Faust nunca teve ai para a hora do Brasil, da Alemanha e de lugar algum. Faziam música e discos para eles mesmos e quem acompanhasse ótimo, senão também tudo bem.

Menos experimental que seus primeiros discos, Faust IV chega quase a ser convencional em alguns momentos, o que não é nada mal, além de ser muito, muito bom. Foram extremamente influentes para a No-Wave do final da década, para o alternativo que floraria nos anos 80 e para o pós-punk inglês.

As viagens experimentais estão todas lá também e já na abertura do álbum: Krautrock com seus quase 12 minutos e Picnic On a Frozen River são bons exemplos do bom krautrock alemão em seu explendor, mas são nas faixas mais “pop”, quer dizer mais curtas que o Faust surpreendeu e cometeu verdadeiras gemas: The Sad Skinhead é quase um pré-Talking Heads, pré-Devo, sei lá. Clássico.

Clássico também é Jennifer e seu clima sombrio e sinistro.

Resumo, Faust não é para qualquer ouvido, demanda um tempo de apreensão maior, mas vale a pena.

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