L7 – Hungry For Stink (1994)

Bricks Are Heavy (92) foi um dos discos mais certeiros da história recente do rock (era o disco certo, no momento certo com as músicas certas).

No começo da MTV no Brasil, cansei de ver todos os clipes que saíram deste álbum. Só músicas legais e clipes bacanas: Pretend, We´re Dead; Monster, Shitlist… que disco!

Grupo de meninas iradas, nervosas e legais!

Ai veio o disco que deveria manter a peteca lá em cima e infelizmente não aconteceu.

Adoro tentar entender essas catástrofes…

Hungry é muito mais pesado que Bricks, ouvindo hoje, ainda é um ótimo álbum, mas passou despercebido porque o “Zeitgeist” tinha passado e o grunge que era moda em 92, ficaria ultrapassado em 94.

Culpa do Britpop.

Elas lancaram um petardo errado, na hora errada, mas não por culpa delas.

O L7 sempre foi esporrento, barulhento e tosco, basta revisitar os dois primeiros discos delas para perceber isso e Hungry retoma essa barulheira que elas inteligentemente e intencionalmente deixaram de lado em Bricks para conseguir o tal e malfadado sucesso e reconhecimento.

A custa claro, de uma aliviada na barulheira e uma acomodação dos sons em um formato mais palatável (nenhum problema nisso, uma das qualidades do produtor Butch Vig é justamente essa, manter o peso mas aliviar nos ruídos).

Hungry tem ótimos esporros: Andres, que abre o disco é L7 dos melhores, ainda tem The Bomb e Fuel My Fire (faixa que seria tocada pelo Prodigy em seu “clássico” The Fat Of The Land).

Enfim, foi injusto o fracasso que o álbum e as meninas tiveram nos anos seguintes.

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