Paul McCartney – Ram (1971)

O dizer mais de um cara que em qualquer lista séria de músicos pegaria os seguintes rankings:

Maiores baixistas de todos os tempos: estaria entre os 5.

Maiores compositores do rock e pop: top 3

Guitarrista ou pianista: top 20

Cantor: top 5.

Os Beatles foram os artistas mais importantes dos Seculo XX.

Isso vale para qualquer campo artístico.

Foram maiores que Stravinski, Elvis Presley, Pablo Picasso, Alfred Hitchcock, Hemigway, Orson Welles, Sinatra, Miles Davis, Billie Holiday, Marlon Brando, Bob Dylan, Salvador Dali, Cartier-Bresson, Andy Warhol, Kurosawa, etc…

Chegaram a mais cabeças e corações que qualquer um dos acima citados jamais sonharia atingir, e sua abrangência e influencia é tão forte e tão importante, que dá pra afirmar que toda a música pop que se conheceu desde que eles apareceram simplesmente não existiria se não houvessem os Beatles.

Beales é uma coisa, goste ou não, essa é a real… podemos discorrer com mais profundidade sobre isso, mas o assunto é o único disco realmente decente da carreira de Paul McCartney pós-Beatles.

Na real, a carreira de Paul fora dos Beatles estaria num estágio intermediário um pouco acima do Billie Joel e uns 8 degraus abaixo do Elton John.

E o que cobrar de um cara que fez tudo o que ele fez?

As constatações são só pra lembrar que o Paul mais amado é o Beatle e não o cantor solo de álbuns irregulares, ex-lider dos Wings, ativista eco-vega chatão, homem família, defensor da maconha, pai, avô e que fez mais discos ruins do que bons.

McCartney I, Chaos And Creation in the Backyard e Flaming Pie são os discos bons de Macca, mas Ram é disparado o melhor.

Menos desleixado, mas não menos relaxado, o álbum foi feito em casa e reza a lenda, com fundamental apoio e participação de sua falecida esposa Linda McCartney, mostra o Paul artesão, redator de melodias e linhas harmônicas executadas com uma perfeição e maestria que só um homem conhecedor de tudo e mais um pouco na música seria capaz de fazer.

Brincou-se que Macca poderia fazer música sobre qualquer assunto, em qualquer velocidade e em qualquer hora. Não sei, mas em Ram ele está particularmente feliz, e o disco não tem fluência mas tem uma cadencia de uma viagem de charrete, com direito a paradas, aceleradas, retornos e umas surpresinhas no caminho.

Reencontrar esse lindo álbum remasterizado duplo em Vinil com um inteiro só de sobras é coisa linda de Deus. A edição em Cd também é legal, mas fica mesmo “pequena” perto do Vinil.

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