Ministry – Psalm 69 (1992)

Resolvi me dar um mimo essa semana.

A edição 180 gramas de Psalm 69 para botar no prato, girar o volume para o talo e ouvi-lo todinho, com todo o peso, velocidade, insanidade que nunca achei em nenhum outro álbum desde que me conheço por gente.

Não quer dizer que não tenham melhores, mais pesados ou tão insanos, mas Psalm teve o timing perfeito, saiu na época certa, nem um mês antes, nem um mês depois, cravado no incrível ano de 1992, no ano em que o bom rock tomava de assalto as paradas com os grunges de plantão, abrindo espaço que artistas como o Ministry, que já tinham batido na trave pudessem dessa vez acertar um sem-pulo no angulo como poucas vezes se ouviu.

Não sei como vai ser o juízo final, mas se existir um juízo final de verdade, como descrito no “Bom Livro” e existir alguma sonorização que represente a ruina, o pavor e a catástrofe, esse álbum certamente poderia preencher esse vazio.

Galgando entre o Industrial e o Heavy Metal, o Ministry sempre foi inclassificável e seus mentores: Al Jourgensen e Paul Baker fazem o contraponto da insanidade com o rigor de caxias, suficientes e eficazes para transformar a fúria em uma produção expansiva, mecânica e milimetricamente calculada em cada uma de suas explosões.

Resumo. Doido, mas friamente planejado.

Assim como o fim do mundo.

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