Buzzcocks – Single Going Steady (1979)

Não sei descrever o quanto esse disco me faz bem.

Ouvi-lo de cabo a rabo toda a vez que estou mal, é como tomar um tônico revigorante que imediatamente me joga pra cima, me preenche o vazio espiritual e faz a vida valer a pena.

Toda a vez que bate alguma duvida sobre o que fazer, o que ser e o que eu preciso, basta colocar esse disco pra tocar e as ideias se clareiam, tudo fica mais fácil e mais esperançoso.

A vida poderia ser resumida nas letras e nos temas que os Buzzcocks se fizeram valer para fazer esse álbum.

Canções diretas e poderosas como Orgasm Addict, Just Lust e Why Can’t I Touch It? são células libertarias de sexualidade em sua forma mais simples e sem rodeios, já Ever Fallen In Love? pode ser a pergunta mais importante já feita em um titulo de música e traz sentimentos que não estavam tão em voga na efevercencia do movimento punk, mas como Pete Shelley é gênio, daquela mesma estirpe de onde nascem caras como Ray Davies ou Paul Weller, ele conseguiu capturar no meio da bagunça, quais as bagunças que realmente mexem com cada um de nós em seu foro intimo.

E I Don’t Mind, meu pai!

Oh Shit!, Noise Annoys, Harmony in My Head… só petardo.

Enfim, pra começar e terminar qualquer discussão sobre a importância do punk rock na música, a audição atenta e constante desse álbum é argumento contra qualquer torcida de nariz.

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