Love Ritual – Al Green (1989)

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Eita semana danada, tempo foi uma coisa que não sobrou pro papai aqui, assim as atualizações do nosso ritual blogistico em prol dos bons sons aqui de casa ficaram temporariamente congelados.

Mas hoje é segunda-feira, nova semana e a promessa é de uma semana menos conturbada, será?

Esperamos que sim.

Assim sendo continuamos como começamos a semana anterior.

Embalados por Al Green.

Delicia…

Bem, esse play de hoje eu comprei no século passado, quando comecei a me aventurar pelos sons blacks e me falaram que eu tinha que conhecer esse cara. Botei fé no conselho e fui atrás.

Love Ritual foi pinçado lá no centro de São Caetano do Sul em um sebo dentro de uma galeria comercial que já não deve existir mais e desde sempre, agradeço por ter achado esse LP nessa época (acho que foi por 1993 ou 1994) e Love Ritual acabou por se tornar uma fonte importante para adentrar nesse maravilhoso mundo da Soul Music, pois combinou duas coisas que adoro conscientemente e inconscientemente:

  • Lados B ou faixas não lançadas comercialmente:
  • Black Music.

Virou uma tonica na minha vida buscar os discos que não deram certo, ou os obscuros em quase todos os gêneros, mas dar de cara com faixas não lançadas desse gênio mexeram com meus sentidos na época.

Love Ritual tem lugar guardado como porta de entrada para novas aventuras sonoras na minha vida e aqui o Al está tão solto e descontraído e ao mesmo tempo cool e sereno que fica difícil falar mais do que isso de sua persona e do que ele canta por aqui.

A produção, como sempre, estava a cargo de Green e Mitchell, que no comando, nunca teve erro.

Dizer os highlights desse LP é sacanagem, mas vamos lá:

Strong As Death é forte e suave, com uma baita letra e seriedades sem limites, Surprise Attack/Highway To Heaven é definitivamente a minha favorita desse Play, começa na cabeça quase como uma vinheta para uma virada funk muito certeira.

Love Is Real é um balanço dos bons, com uma guitarrinha marota que faz cosquinhas nos ouvidos.

E Ride Sally Ride? É um standard soul, pra querer fazer qualquer um virar soul maníaco.

E ainda tem uma versão muito correta e limpa de I Want To Hold Your Hand. Simples, rápida e boa pra quem tava começando, como era o caso do então novato Al, em 1968.

Tudo em Love Ritual é pra lá de ótimo, soul music confortável para qualquer ouvido.

Fez-me e ainda me faz muito bem!

A alma vai descansar muito agradecida.

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