Alexander – Alexander (2011)

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Do que eu tenho colocado aqui no blog, vi que esse é o disco mais recente que tem na letra A e isso poderia dizer basicamente o seguinte:

  1. Que eu tenho pouca paciência pra música nova;
  2. Que eu tenho pouca paciência pra consumir música nova;
  3. Ou que tem muito mais coisa legal no século passado que desse modorrento século XXI

Bem, pode ser uma combinação das 3 coisas, mas não radicalmente.

Esse Alexander é exceção dessas regras pra entrar numa discoteca dissonante e cheia de imperfeições.

Cheguei a esse play graças a Breaking Bad.

Como quase todo mundo, eu também sou fã de Breaking Bad, mas como parte desse todo o mundo, eu pirei mesmo foi na brilhante escolha de músicas para enfeitar a historia ao longo das 5 temporadas e num dos momentos cruciais da série, tocou a canção Truth, que parecia algo vindo da mesma fonte de um Nick Drake ou Tim Buckley, e descobri que na verdade era uma música recém lançada do tal Alexander. Aí eu achei esse disco baratinho no local onde trabalho e trouxe pra casa essa belezinha.

Alexander é nascido e batizado Alex Ebert, um baita compositor que transita com fluência pelo antigo e pelo novo e consegue fazer música muito boa reunindo timbres antigos, boas ideias e ainda assim ser “quase moderno”.

Esse cara tem uma banda bem boa e que acompanho com curiosidade e atenção que é o Edward Sharpe & The Magnetic Zeros, que pode ser considerado uma banda “neo-hippie”, na mesma praia do Fleet Foxes, só que muito melhor.

Enfim, esse disco solo foi um projeto em que ele tocou todos os instrumentos e o concebeu enquanto sua banda principal dava um tempo.

Puta disco!

Me lembra muito o espirito empreendedor e criador de outro gênio, Edgard Scandurra, quando num dado momento no fim dos anos 80 ele, num momento de folga do Ira, fez um álbum monstruoso chamado Amigos Invisiveis (chegarei nele quando passarmos pela letra E).

A pegada desse Alexander é bem anos 60 (muito de Dylan, algo de Simon & Garfunkel e muito das bandas americanas sessentistas que brincavam com folk, country e rock).

O LP é de uma boniteza e fofura gigantes e imprecisas, decente com ótimos silêncios entre as canções e composições muito inspiradas, diferente das fofuras escrotas que hoje impregnam o tal indie e se fazem passar por folk.

Não tem uma faixa ruim ou fraca nesse trabalho.

É coisa de gente que trampa com muito esmero, cuidado e não tá muito ai pro que acontece no mundo. Muito melhor que seus pares do “neo-folk-hippie-moderno”, Alexander Ebert ainda tem muito pra fazer pois ele detem a destreza e a birutice nas medidas incertas, assim o desequilíbrio das duas forças aparecem lindamente ao longo do álbum.

Procure saber por ai… vale a pena e dar aquele fiado de esperança que a música ainda tem boas mãos produzindo e em atividade.

Vida longa ao Alexander e ao Edward Sharpe.

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