Blue Velvet (O.S.T.) – Angelo Badalamenti (1986)

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Hoje a trilha do blog tá bem esnobe.

Esse play de hoje eu comprei na ainda resistente Merci Discos lá no Rudge Ramos (local que eu frequentei com certa frequência na minha tenra idade).

Agora o que eu não me lembro bem é quando eu comprei esse disco… acho que foi mais pro fim dos anos 80, começo dos 90.

Diferente da maioria dos meus contemporâneos, não sou um big fã do David Lynch, acho que gosto mais da sua atitude e coragem perante uma indústria cada vez mais retrograda e que nos anos 80 regrediu a um estagio quase de infantilização absoluta da humanidade.

Essa indústria é a do Cinema.

E nesse reinado de ruindade, David Lynch se sobressaiu e fez sua fama com filmes estranhos e uma série que marcou época na TV mundial (Twin Peaks).

Blue Velvet é de 1986 e tinha Isabella Rossellini, Dennis Hopper, Laura Dern entre outros no elenco.

Hoje em dia é o filme que eu mais gosto dele, que alias tá na hora de rever, vi Blue Velvet há uns 20 anos quando passou num dia de semana a noite na TV Bandeirantes (por incrivel que pareça, passou legendado).

Se os seus filmes não são uma unanimidade aqui em casa, não posso dizer o mesmo das trilhas.

É uma melhor que a outra, em especial as que foram compostas pelo nova-iorquino Angelo Badalamenti e é o caso desse Blue Velvet. Aliás, eu tava lendo que esse foi o primeiro trampo dele, nessa época, Angelo estava com 49 anos… o que quer dizer o seguinte: nunca é tarde pra começar!

O Lado A é musica incidental pura e simples, que acompanha o enredo do filme e é bem creepy e misteriosa como todo o filme o é.

Mas o Lado B consegue ser mais sinistro ainda, e é onde estão os momentos mais sensacionais dessa trilha, que se alternam temas inéditos com músicas antigas muito bem pinçadas.

Tudo é muito fino, cool e gelado.

A distância que a música impõe ao ouvinte no lado A é um contraste com as escolhas que Angelo fez a segunda metade do Lado B, que faz o oposto, pois são canções românticas lindas e estranhas são abrasivas e assustadores que trazem o ouvindo pra perto de novo pela curiosidade e pela sua beleza.

Fora que de quebra, o disco tem duas das minhas faixas favoritas de todo o sempre: Love Letters com Ketty Lester e Mysteries of Love da sempre incrível Julee Cruise, presença constante também quando o assunto é Lynch e Badalamenti.

Infelizmente, em vinil essa é a única coisa que eu tenho que ligue a dupla Badalamenti-Lynch. Ainda estou caçando por ai a trilha de Twin Peaks a um preço razoável.

Foi bom re-escutar esse álbum depois de tantos anos. Ele continua ótimo! Sinistro e ótimo!

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