Black Sabbath – Master of Reality (1971)

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Por uma breve fração de segundo fiquei em dúvida quanto ao meu julgamento se esse é o melhor disco do Sabbath, mas quando entra a segunda faixa, After Forever, minhas duvidas acabam.

Master Of Reality é o meu favorito do Sabbath.

Pelo menos por hoje.

Sou fã do Sabbath desde que escutei o Paranoid numa edição meio vagaba lançada por aqui nos anos 90 pelo selo Castle (não era uma edição tão boa, talvez por isso que Paranoid foi um disco que escutei pouco e como sou avesso a greatest hits, acabei deixando de lado nessa longa estrada da vida).

Dos primeiros discos do Sabbath, o ultimo que tive contato foi o Master Of Reality e hoje é o que mais escuto e cada vez gosto mais.

O som desse play é absurdo, a guitarra de Iommi ajudou a levar adiante as ousadas ideias que brotaram dos dois primeiros, e que só agora surgiram com mais apetite pelo bizarro e pela vontade de criar riffs que andassem por ai como fantasmas ou demônios com pés e vida própria.

O som desse é dark, potente, grave e tem uma sequencia que pelamordedeus, não deixa pedra sobre pedra… Sweet Leaf, After Forever e Children of The Grave, só com isso dá pra resumir prum marciano o que é o Rock Pesado e com isso basicamente bastaria. Se toda a história do Heavy Metal ficasse restrito só ao lado A desse play, o Heavy Metal já deveria ser objeto de estudo e culto pra entender o que esses caras tinha na cabeça pra tocar algo tão furioso, soturno e pesado quanto isso…

E estamos em 1971!

Sem folego e estupefato, somos jogados aos porões no assustador lado B que começa com Lord Of This World, lenta, arrastada e evocando o mal com um senso de humor bizarro e sinistro. Mantendo o clima de mistério e bizarrice, Solitude, lenta e malvada, parece vinda de um encontro de Satã com a heroína, num momento de sol entre nuvens de um solstício infernal.

E ai termina com Into The Void e a redefinição do mal em forma de música se encarna em todo o seu esplendor e beleza. A forma como os riffs de Iommi vão engatinhando e se encontram com a cavalgada do baixo e um vocal que mais parece uma criatura curva e misteriosa na voz de Ozzy, fecham esse play dando medo e causando um novo tipo de sensação que é a de sedução pelo mal.

Que gravação! Que produção! Tudo nesse disco é perfeito!

Na minha opinião não tem rival pra esse disco! Nem o Volume 4, nem o primeiro chegam perto em termos de massa sonora e qualidade (menos é mais, 6 faixas inteiras que valem por 260 faixas de outros artistas semelhantes).

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