Black Sabbath – Sabotage (1975)

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Tem muito doido que acha esse o melhor Sabbath, e olha que ouvindo na sequencia do Vol. 4 chego a cogitar que ele talvez esteja hoje na frente do petardo de 1971.

Hole In The Sky é de arrebentar, a guitarra de Iommi parece uma serra cortando a música pelo meio e dando direto na cara do ouvinte.

Se o grave demolidor que ele tirou em Master Of Reality não é mais tão evidente em Sabotage, o grave desse Sabotage é mais apetitoso, mais abrasivo e parece que mais “quentinho”, e isso fica claro em Sympton Of The Universe, com um guitarra espetacular, um som de bateria inacreditável e o vocal do Ozzy mais Ozzy que se ouviu até então.

E o final? O final de Sympton resumiria em 1 minuto toda a carreira e tudo o que o Jane’s Addiction quis fazer mais de uma década depois desse play, que é misturar balanço com peso.

Megalomania termina o lado A ambiciosa, gigante mas meio maleta e dá um pouco da deixa do que viria a se tornar o Sabbath nos anos seguintes. Mais conceito, menos loucura e uma certa preguiça e conforto num lugar padrão que eles se colocariam e manteriam até o fim dos seus dias.

Sabotage é um disco pra se ouvir sem pressa, fazendo cafuné na bichana e tomar um whisky.

O lado B é mais elaborado, mais chique, mais metido a besta o que fez os fãs de um rock mais cabeça gostarem muito e os fãs mais toscos ficaram meio sem entender e acharam que isso é evolução, Supertzar chega a lembrar o Queen, com suas operísticas e The Thrill Of It All tem outra velocidade, outra proposta e também vai numa direção mais sofisticada que até então não existia no som do grupo.

Am I Looking Insane (Radio) também é outro tipo de som que beira o psicodelismo britânico tardio, ouvindo hoje acho que lembra um pouco um Stones na fase Their Satanic Majestic Request só que mais pesado.

E fechamos a conta com The Writ, outra psicodelia metal sensacional, som que deve ter servido de base de 10 entre 10 bandas que hoje fazem som pesado a la Earthless, Red Fang e alguns progers-metal-psicodelicos devem tudo a The Writ.

Sabotage é o de longe um dos discos mais influentes do rock moderno, cada faixa e cada pedaço de música desse disco parece ter influenciado artistas diferentes em diferentes épocas. Alguns ali na mesma época já surfaram no que esse disco oferecia como alternativas, outras foram beber dessa fonte décadas mais tarde, mas todo o mundo que fez rock pesado nas décadas seguintes bebericou até não poder mais nesse play.

E nóis gosta!

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