O melhor de 2016 até agora…

E finalmente achei um disco em 2016 pra chamar de meu!

Depois de algumas bolas na trave (como tem sido nos últimos 10 anos para o universo rock-indie seja lá o que você queira chamar), um disco realmente bom surgiu do lodo pra mostrar que rock ainda pode incomodar um pouco os ouvidos e mesmo assim ser muito bom!

Trata-se do terceiro álbum da banda de metal norueguesa Kvelertak, chamado Nattesferd.

A banda só havia gravado por selos noruegueses e esse é o primeiro por um selo maior, a gigante do metal Roadrunner e agora a carreira da banda deve expandir além dos fjords gelados da terra do Bacalhau, do A-ha e dos queimadores de igrejas.

Graças a esse álbum, cheguei a conclusão que alguns dos discos mais legais de 2016 vieram do metal. Basta ouvir outros ótimos plays lançados esse ano como o novo do Gojira “Magma”, o ultra bizarro Ustalost “The Spoor of Vipers”, as inclassificáveis Baby Metal com”Metal Resistance” (será assunto de outro post) ou até mesmo o novo Megadeth “Dystopia” pra ter certeza que essa safra do rock pesado está bem boa.

O Kvelertak tem um pé no Hard rock oitentista, algo de punk ali dos 80 e vocais de black metal. Parece que nada se casa, mas a banda e a produção mandaram muito bem e tudo fica bem “amalgamado” graças a escolha corretíssima dos timbres, ficando entre o retro e o novo, mas com dinâmica que faz o som do álbum cair gostoso no ouvido sem aquele bode natural que dá quando se escuta um disco de metal por mais de 15 minutos.

O disco só não leva a taça Jules Rimet “Joinha” por que eles ainda insistem em músicas longas demais para minha paciência curta.

As faixas tem média de 5 minutos, o que para alguns padrões metaleiros chega a ser curto, mas para quem tem os padrões de qualidade baseados no punk rock, no rock de garagem e no R&B, você precisa dizer tudo o que se precisa em até 2 minutos e 40 segundos.

Mesmo assim, Nattesferd é um discasso, daqueles em que o Beavis & Butthead poderiam naturalmente balançar as cabeças durante toda a audição.

Destaques naturais para 1985, faixa sensacional que nos remete diretamente a um tempo longínquo, possivelmente a referencia do ano da faixa, época essa em que as bandas de metal pareciam se divertir tocando; Bersekr é outra maravilha rápida muito convincente com um riff muito bom, simples e com o recado na ponta da língua.

Outra das minhas favoritas desse play é a faixa que abre: Dendrofil for Yggdrasil.

Resumo da ópera: o disco está no Spotify pra quem quiser, mas se algúem estiver passando pela Noruega e puder trazer um exemplar pra mim, agradeço!

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