O Show perfeito que nunca existiu do Rei…

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Outro dia, voltava eu, acompanhado da minha gata, de um show do Del Rey, sim, aquela banda de covers maneira do Roberto Carlos, composta por integrantes do Mombojó e pelo cantor e apresentador China e filosofando cá com meus botões a respeito da experiência de assistir ao repertório rico que o nosso Rei tem, cheguei a inegável conclusão que um show de uma hora e trinta do Roberto Carlos seria pouco, mas suficiente pra caber todas as músicas que eu gostaria de ver num show dele.

Pra um cara como eu, que curte o lado “misfits” e “outsiders” do mundo, Roberto Carlos é prato cheio no quesito canções e se pudesse sonhar com algo que nunca vai acontecer, que seria um show do Roberto só com lados B ou canções menos manjadas, trata-se de um show/sonho que não assistirei nessa vida com certeza.

Por que?

Simples: caras como ele não fazem mais shows (ou nunca fizeram) procurando atingir o particular de cada um, mas por força da simplicidade e da genialidade de suas músicas e pela quantidade astronômica que foram geradas, ele conseguiu atingir sensibilidades tão intimas com tantas canções, que me causam aquelas sensações que tenho por exemplo com as canções menos conhecidas de John Lennon em que parecia que o cara escreveu somente pra você, entende?

Acho que hoje só tem 3 artistas no mundo capazes de fazer um show só de lados B e que arrebentariam: Stones, Macca e RC (talvez um quarto cara o ainda “Jovem Neil”, you know?)

Voltando ao gênio do pop brazuca, RC é um paradoxo, bicho. Gênio, genioso, cuzão, compositor de algumas das mais inspiradas e bonitas músicas da língua portuguesa, interprete de primeira, hoje tem usado o seu tempo e fama pra, em troca de muito dinheiro, queimar o filme de um jeito que nem ele tem noção, mas nada disso importa pra mim.

Tudo que ele precisava ter dito ou feito, ele fez cantando e compondo com a simplicidade que só gente que está acima de nós, ou tocado por algo realmente extraordinário poderia fazer, e escrever canções que causam aperto tão grande ao coração ou nos abrem portas tão poderosas para algo além terra tem um custo emocional que só ele sabe qual é.

Há muito o Rei não faz um show inesquecível, assim, exercitei a imagination e os miolos em busca do que seria um show irrealizável e único do cantor.

Imagina agora um show começando só com as pedradas, umas 6 ou 7 da fase funk (Al Green, James Brown style, 70s), uma sequencia com as baladas mais tristes e bonitas, um trechinho em homenagem ao parça Erasmo e finalizando com aquelas duas que não podem faltar em nenhum show dele que vocês certamente sabem quais são?

Sacou a vibe desse show?

Inspirado por esse novo despertar robertocarliano que baixou nessa criatura que vos escreve, deixo aqui um serviço de utilidade publica pra mim e com certeza para muitos fãs de carteirinha do Rei, o Setlist perfeito (ou quase) do que seria um show perfeito (ou quase) do mais importante compositor/interprete da nossa música e que graças as artimanhas da tecnologia digital, está abaixo numa Setlist bonitinha via Spotify:

https://open.spotify.com/user/12156174974/playlist/1cGbtss21JUEUNFaUClSu8

Aproveitem enquanto estamos vivos…

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