Por que Anitta e Pabllo Vittar serão as novas rainhas do Pop? Ou, os melhores produtos de exportação brasileiros desde Neymar e Gabriel Jesus.

Voce já deve ter sido uma das 26 milhões de pessoas que visualizaram o clipe Sua Cara, do Major Lazer com a participação da cantora Anitta e do cantor Pablo Vittar que foi lançado mundialmente neste domingo ultimo, dia 30 de julho de 2017.

Eu ainda não estava na estatística, mas cumpri o dever cívico há 10 minutos atras.

Os personagens dessa track são conhecidos por quase todo o mundo (menos eu): Major Lazer (trio de produtores que não tem umas caras tão conhecidas mas tem o Diplo como dono da bagaça e está por trás de 9 entre 10 produças pop de paradas de sucesso, de Justin Bieber a Major Lazer (rs.)); Anitta (cantora de “funk” ou mais justamente “Brazilian Electronic Music” tá mais onipresente que o Trump e Pabllo Vittar (Cantor e Drag personalidade lacrada do universo online, onde resido pouco, assim não tenho muito mais a acrescentar sobre o figura).

A música em si, não é nada de diferente de outras 15.000 canções do mesmo estilo lançadas mundo afora, mas a combinação das duas “divas”, em cenário do deserto do Marrocos e clima de “Hollywood”, mais a altíssima popularidade de todos os envolvidos, botou o clipe para arrebentar e em menos de 2 dias já é um dos mais visualizados da historia do Youtube.

Mérito de quem trabalha muito e está em perfeita sintonia com seu tempo e pode escrever ai que essa turma não para um segundo. São os novos “business Man and Woman” do Showbizz.

Gente focada na carreira, que busca parcerias medidas pela quantidade de seguidores no Insta ou no Face e que buscará a todo o momento oportunidades em todos os cantos para aparecer e ser visto, gerando likes, compartilhamentos, buzz e essa “Data” toda.

Explicando o titulo do artigo, o Brasil sofre desde sempre de complexo de vira-lata, assim, ao mesmo tempo que morre de inveja, o povão adora ver compatriotas fazendo bonito no estrangeiro e esfregar talento na cara da gringolandia e poder soltar um “é nóis!” “Soooou sou brasileiro! Com muito orgulho.. etc”, em qualquer área que apareça um herói desse quilate.

Se pinta uma animação Lado B brazuca indicada ao Oscar, corre todo o mundo pra assistir e torcer, se tem judoca que ninguém sabia quem era com chance de medalha de ouro, bora dá um google pra saber quem é e torcer como se não houvesse amanhã.

Quando pinta empresário na lista dos mais ricos da Forbes, todo a gente se curva e baba ovo pra ele… alguém ai lembra do Eike… Batista?

Anitta tem trabalhado muito, redirecionou sua carreira há uns dois ou três anos e desponta pra ser a maior estrela em ascensão do pop atual, pelo menos da cota “Latin”, e provavelmente substituirá a linda Shakira nesse trono, já que a diva hoje divide a carreira com filhos, marido, vida de casal, morar em Barcelona e cuidar da bufunfa merecidamente ganha.

Depois de uma “estrondosa” participação no programa do Jimmy Fallon ao lado de Iggy Azalea (estrela que tenta voltar ao topo), a musa carioca agora bota caras, bocas e todo o resto no clipe/musica que deverá infestar o universo pop nos próximos dias, meses, sabe-se lá por quanto tempo.

Anitta e Pabllo tem aquilo que os novos tempos mais adora: “storytelling”, trajetórias de batalhadores, que vieram de situações de desigualdade e dificuldades sociais, mas que ascenderam e hoje despontam a caminho de uma fama mundial

Ascensão social através de meios lícitos, justos e honestos é pra poucos, fazer tudo isso no campo das artes é pra pouquíssimos, dentro da música então, pra poucos e com alta competitividade entre as “divas” e os “Musos”.

Independente do seu gosto musical, Anitta e Pabllo são ótimos produtos brasileiros, assim como Pelé e Senna já foram um dia e Neymar ainda é. Ambos vem vencendo com esforço, talento, sorte e representam bem uma sociedade brasileira como tal ela é, compensando a falta de oportunidades em educação e usando as armas que dispõem para tal: tecnologia e internet + sex appeal latino, alem da música como meio de expressão atingindo em cheio os principais públicos consumidores da Pop Culture de hoje (Mulheres, jovens e gays).

Goste ou não, o mundo não é mais tão “americano” assim, senão não existiriam fenômenos culturais e globais tão poderosos como Psy e todo o K-Pop (J-Pop incluso), Michel Teló, Shakira e atualmente o improvável “Despacito” dos veteranos Luis Fonsi e Daddy Yankee e outros que vão tocando para plateias que cada vez mais não tem sentido necessidade de entender a mensagem, mas de senti-la. Língua não é mais um problema e em muitos casos, pode ser o “diferencial”.

Letra de música é coisa do passado, alguns poucos viventes ligam pra isso, o resto quer é farra, zueira e sarrafo no ar.

Nesse contexto de Brasil e mundo, Anitta e Pabllo podem se gabar de estar no Topo dessa cadeia, ou bem próximos a ele e quem sabe, terão vida longa dentro deste ultra competitivo e perverso universo pop mundial, que pode ser a duração da vida de uma borboleta.

Esse é o novo mundo da música onde reinam Ed Sheeran, Justin Bieber, Demi Lovato, Katy Perry e que deverá ter Anitta ombreando com eles logo logo.

Não é motivo de lamentação e nem de alegria. É só um fato.

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