O Melhor Festival do Mundo em 2018!

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Seguindo o estardalhaço habitual que a divulgação de line-ups de festivais costumam causar nos coraçõezinhos indie-rocker-nãorocker-hipsters-em-geral, a última fresta de emoção veio da escalação confirmada do Primavera Sound, que se realiza anualmente em Barcelona.

Comoção moderada na verdade.

Ok, tem Nick Cave, a volta do Arctic Monkeys e Bjork de headliner. Do resto, mais do mesmo, os rappers transados do momento, Lorde, e aquele bando de banda indie chata pracas…

Como quem contrata e organiza esses festivais, são basicamente as mesmas pessoas, que precisam levar para atrações basicamente os mesmos artistas sob contrato das duas maiores agências de shows do mundo, podem haver algumas diferenças aqui e ali, mas onde canta Nair, canta Nadir e onde quiserem Nadir, tem que levar Nair e Nadair.

Por isso que não sinto mais a menor empolgação com esses grandes festivais do tipo Coachella, Primavera, Reading Festival, Roskilde, Bonaro, Lollapalooza, Rock In Rio, etc.

Com a quantidade absurda de artistas por ai, cada vez mais, festivais focados em nichos vem ganhando corpo e qualidade de escalação que não se vê mais nesses festivais comerciais multi fodões milionários.

Tem pra todos os ghosts e bolsos e no geral muitos deles costumam até ser mais baratos que esses mega badalados.

Em ordem de relevância e se eu tivesse cascalho pra encarar, esses seriam os 6 festivais em que eu iria fácil:

  1. Desertfest (Londres – Inglaterra)

Quando: 04 a 06 de Maio

Principais atrações: Monster Magnet / High On Wire / Hawkwind / Napalm Death / Nebula.

Festival mais voltado pra linha Stoner, metal viajandão, já valeria pra ver o Monster Magnet e o Nebula. Como dizia Gastão Moreira, só porrada na orelha!

 

  1. M’era Luna (Hildesheim – Alemanha)

Quando: 11 e 12 de Agosto

A turma: Prodigy / Front 242 / Ministry / Clam of Xmox / Atari Teenage Riot.

Onde os neo-goticos e fãs de synthpop e industrial fazem a festa. Um verdadeiro carnaval de gente muito branca, maquiada com pó de arroz, regado a eletrônico pesado, industrial e ótimas bandas.

 

  1. The Cure – 40th anniversary tour (só nas Europa)

Quando: verão europeu.

Quem acompanha a Cura:  Interpol / Slowdive / Goldfrapp / Ride / Editors

Já não bastasse o The Cure na sua turnê de 40 anos de existência, de leva traz na garupa algumas das melhores bandas de guitar rock da virada dos 80’s pros 90’s (Ride e Slowdive) e alguns dos melhores do século XXI (Interpol e Goldfrapp). E zefini…

 

  1. Sonic Mania (Tokio – Japão)

Quando: 17 de Agosto

Quem: Nine Inch Nails e My Bloody Valentine

Se fizer uma lista das 5 melhores bandas pra se ver no mundo hoje, duas delas estão ai. Sem mais.

 

  1. Levitation (Austin – Tx)

Quando: 26 a 29 de Abril

Quem toca: Dead Meadow / Ty Segall / Parquet Courts / Ministry / Brian Jonestown Massacre / Slowdive / The Black Angels / Oh Sees / Wooden Shjips

Segundo melhor festival do mundo: dedicado a bandas novas e velhas, mas com propostas roqueiras, psicodélicas e avançadas. Só listei as que conheço e tenho vontade de ver em ação, mas as bandas pequenas também costumam ser grandes pedradas ao vivo. Ótima curadoria e shows pequenos. Quase perfeito.

 

  1. Rebellion Music (Blackpool – Inglaterra)

Quando: 2 a 5 de Agosto

Quem é o cantor: P.I.L. / Stiff Little Fingers / Buzzcocks / The Exploited / The Adicts / Dickies / Peter Hook & The Lights / Cockney Rejects / Discharge / Uk Subs / Idles / GBH / The Weirdos / Anti Nowhere League / D.R.I. / The Boys / Jah Wooble / Chron Gen (só listei as que eu gosto muito ou tenho disco).

Sem sombra de dúvida, o lugar que eu mais quero estar nesse ano. Não é todo o dia que a nata do punk rock mundial se junta num festival dessa envergadura: O Rebellion já acontece há alguns anos e se especializou em juntar algumas bandas veteranas do punk rock junto a bandas novas que aparecem de vez em quando pra fazer a alegria de quem ama punk, pop punk, new wave, hardcore entre outras.

Escolha seu festival, quebre o cofrinho das economias e caia na estrada. Se não rolar, pelo menos sonhe… não custa nada.

 

 

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Quem Rouba ladrão tem…??

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No mundo da ultra velocidade das informações e do multitelar, polêmicas e indignações nascem e morrem com a mesma velocidade da vida de uma borboleta.

A última ou a penúltima ou a antepenúltima do mundo pop dito “adulto”, foi a noticia de que o Radiohead entraria com um processo por plágio contra a cantora Lana Del Rey.

A rebordosa está na canção “Get Free”, faixa do ultimo álbum da cantora, chamado Lust For Life.

Toda a levada e estrutura de Get Free “lembra” pra não dizer que é “completamente chupada” de Creep. Logo, o maior hit da banda.

Difícil não concordar com o time jurídico da banda, a canção da moça, que teve outros 2 autores é muito, mas muito parecida em clima, em “mood” e nos acordes, são pelo menos 2 minutos praticamente iguais ao hit dos ingleses.

A banda pede 100% do royalties e Lana tava disposta a dar 40%, agora o kiprocó vai pra júri e normalmente esse tipo de processo quem ganha é quem acusa.

Curioso que Creep sofreu o mesmo problema quando foi lançada em 1993, dois compositores da banda sessentista The Hollies alegaram plágio e acabaram ganhando, foram incluídos como co-autores do maior hit do Cabeca de Radio por conta da música “The Air That I Breathe”.

Honestamente, a turma do Hollies ganhou por conta do respeito, pois Creep chupinha com um pouco mais de disfarce. O clima lembra, faz referência mas não é tão na caruda como no caso de Laninha e suas blue caps.

A sequencia harmonica não é 100% a mesma, mas as vocalizações são muito parecidas e numa época em que a indústria tinha dinheiro de sobra (anos 90), apaziguaram a coisa dando crédito aos dois e o enterro seguiu.

Só na época do Britpop, Blur, Oasis, Pulp e Radiohead se fartaram em copiar quem veio antes: Bowie, Kinks, Beatles, etc.

Não é o primeiro, nem vai ser o último caso de “gatunagem” criativa, assim, resolvi listar alguns “plágios” clássicos do pop pra mostrar que até “gênio” passa umas rasteiras pra ganhar aquele dinheirinho.

Sam Smith X Tom Petty – Stay With Me…

O cantor inglês surrupiou quase toda a estrutura de I Wont Back Down, de Tom Petty. Sam e seu time alegou que foi um “acidente musical” e no acordo o nome de Petty foi incluído nos créditos. Faltou um pouco mais de óleo de peroba do inglesinho cara de bolacha!

 

The Beatles X Chuck Berry – Come Together.

É, até eles! A base do famoso clássico que abre o famoso disco da “faixa de segurança” é You Cant Catch Me, de Chuck Berry. A alegação foi a levada vocal e os primeiros versos que tem sua semelhança em Come Together. Tudo foi resolvido extra-judicialmente e foi tão de boa que até juntos eles tocariam depois, alem de ter rendido até uma versão do ex-beatle em seu discos de covers. Meio falsineide, mas John Lennon e Chuck Berry juntos é de tremer…

 

The Verve X The Rolling Stones – Bitter Sweet Symphony

A levada orquestral que permeia a música, foi “inspirada” em The Last Time, canção dos Rolling Stones, em uma versão orquestrada por Andrew Oldham Orchestra. Não dá pra negar… o seu cabelo despenteado tá lá nos Stones também.

 

Elastica x Wire – Connection

Plágio ou homenagem explicita? O fato é que o maior hit da carreira da fodastica banda inglesa é chupadissima de um clássico do pós-punk inglês Wire, na canção Three Girl Rumba, gravada em 1977. O caso de amor de Justine Frischmann (Elástica) com o Wire é tão grande que outras músicas do grupo guardam semelhanças com outras faixas do Wire. Alguém fez o favor de compilar tudo e botar no youtube pra gente.

 

Tom Jobim X Irwing Berlin – Samba de Uma Nota Só.

Até os gênios dão aquela lambidinha e nesse caso, o nosso maestro máximo tomou emprestado o jeitãozinho suave e “monótono” de Mr. Monotony, de Irwing Berlin. Como gênio que foi, Jobim se apropriou um tiquinho, o suficiente pra que nenhuma acusação de plágio fosse formalizada, além de que, Jobim deu um “upgrade” no “ragtime de uma nota só” de Berlin.

 

Os brazucas anos 80 chuparam os gringos até não poder mais (no bom sentido), acho que o The Cure foi de longe, a mais imitada (Legião, Biquini Cavadão, Zero, Plebe Rude, Ultraje), levantar todas as semelhanças de The Cure com o Brock ia dar um trabalho desnecessário e do cão, mas deixo aqui uma palhinha, peguem só o comecinho das duas músicas:

Ou essa aqui? Menos descarada mas no mesmo “clima”, especialmente nas introduções.

 

Não vou nem citar os históricos plágios de Rod Stewart com Jorge Ben, Raul Seixas com The Byrds ou Tim Maia com Booker T., mas uma ultima que me chamou a atenção logo no final desse texto, foi uma que apareceu na minha timeline e não pude deixar de compartilhar, que é tão imitado de Aquele Abraço do Gilberto Gil que é quase uma versão não autorizada.

 

Quer se divertir um pouquinho mais, abaixo tem um link em que alguém com muito tempo livre e paciência resolveu botar lado a lado copiador e copiado.