Thin Lizzy – Dancing in the Moonlight

 

O Thin Lizzy é uma das bandas mais fodas que já surgiram. Ponto.

Coloca no bolso quase todas as outras bandas de hard rock que surgiram nos anos 70.

A combinação das guitarras com a presença de Phil Lynnot é magnética e inescapável.

O homem tinha carisma na voz, na presença, na condução do baixo e na construção da imagem da banda irlandesa mais macha da história.

Poucos discos, mas um melhor que o outro.

Bad Reputation não é o melhor disco deles, mas essa Dancing In The Moonlight é tão iluminada que ofusca por completo o resto do disco. Sai do Hard Rock direto para uma levada safada e simples, mas eficiente. Divertida como nenhuma outra, tem lugar especial entre essas músicas pra se chamar de sua.

 


Taste – On The Boards (1970)

Cada cavucada no passado obscuro do rock and roll e sempre se acha uma potencial banda favorita da semana, do mês ou do ano…

As vezes, até da vida.

Esse foi o caso do Taste, banda de blues-rock irlandesa da virada dos 60 pros 70 e que botou no mundo dois discassos, Taste (1969) e On The Boards (1970).

O Taste não fez historia, mas foi a banda onde o incrível guitarrista Rory Gallagher surgiu, fato esse mais do que suficiente para colocar o Taste em lugar de destaque diante das zilhões de outras bandas de blues rock que pipocaram naquele período.

Por ser um trio, tinha menos frescura, solos mais econômicos, punch, riffs, cozinha pesada e aquele tcham que artistas irlandeses possuem, principalmente quando estão com sede e fome de música.

Continuando de onde o Them começou e dando as deixas para que o Thin Lizzy seguisse na trilha mais pesada, o Taste foi o meio desse caminho. Meio R&B com o peso do Hard Rock e o Blues ali no recheio, a banda foi um desses achados que por acaso aparecerem pela minha vida nos últimos anos e que vão permanecer para sempre.

Recomendado se você gosta de Cream também.

Ou seja, tudo em casa.