Olhar – 30 anos depois… e ainda nada cansados… 27/08/16 – Serralheria Espaço Cultural (SP)

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Já escrevi por aqui nesse blog que o Metrô é uma das minhas bandas favoritas do pop rock tupiniquim?

Lembro que tá em algum lugar, como dou um google no meu blog bagunçado?

Bem, volto a falar do quinteto New Wave brasileiro oitentista por aqui, pois no ultimo sábado dia 27/08 tive o privilegio de ser uma das testemunhas de um dos primeiros shows de sua “volta triunfal”.

E bota triunfal nisso.

A reedição remasterizada e repleta de extras bacanas do álbum Olhar (edição caprichada, dupla, com extras e o escambau) chegou ao mercado brasileiro e pasmem! Esgotou a primeira tiragem?

O que?

Disco de Platina?

Não é pra tanto, mas qualquer Cd que ainda é lançado em 2016 e tem sua tiragem inicial esgotada em tão pouco tempo significa que tinha mais gente esperando esse CD também.

http://www.livrariacultura.com.br/p/metro-olhar-edicao-comemorativa-30-anos-46333215

O show aconteceu no simpático, acolhedor e aguerrido Serralheria, casa que recebe músicos que ainda tem algo a dizer e oferecem estrutura adequada para pequenas e seletas plateias.

Pareço pouco parcial até agora né?

Pois é, vai ficar menos ainda daqui pra frente!

O show foi sensacional, quase 30 anos passados e a essência criativa, brincalhona e leve continua lá.

Mais do que uma obrigação profissional, a banda parece muito QUERER estar lá tocando o que eles estão tocando!

Energia boa e despretensiosa saindo em alto e bom som!

Impecáveis na comunicação com o público (sim, o Metrô sabe se comunicar com o público, coisa que 98% dos artistas de rock, mpb e quetais não sabem), o show alternou algumas faixas menos conhecidas de seu repertório, como Deja Vu (canção da sua primeira volta nos anos 2000) com o big hit TiTiTi, abertura da novela de mesmo nome.

O que dominou o repertório do show foi o álbum Olhar, tocado na sua integra (eu acho) e é absolutamente reconfortante e encantador poder ver no palco esses caras tocando clássicos do pop brazuca como Johnny Love, Sandalo de Dandi, e Cenas Obscenas.

Dizer que me diverti muito é pouco, fico imaginando um show deles lá nos inferninhos paulistanos nos anos 80, com muito menos caretice, mais fumaça de cigarro na pista, menos luz funcionando, PA’s meio desajustados dando choque.

Vi um pedaço desse rolê, mas não tinha idade pra entender o todo.

Obrigado Metrô, fizestes um sujeito adulto intencionalmente voltar a ter hormônios bagunçados por algumas horas.

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