Menos um no Mundo… Mark E. Smith (R.I.P.)

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E nem findamos direito Janeiro e vem uma chapuletada dessas?

Logo tu, Mark?

Mais do que ser um fã do Fall (confesso que gosto muito, mas não me considero um fall maníaco), Mark E. Smith representava o tipo de atitude e visão de mundo que tenho muito na minha vida e quero ter na minha vida daqui pra frente, ou daqui até o fim dela.

Desde que surgiu, lá nos meados dos anos 70, o Fall e seu lider foram incansáveis, levando a arte, o rock e suas convicções até as ultimas consequências, quase como uma missão eclesiástica, espiritual por entre descrentes e bárbaros.

Se tem dúvida, repare no video abaixo gravado em algum momento de 2017, com um Mark severamente debilitado, porém sem fugir da raia (tem muito “artista” por ai, que bastou uma gripezinha e já sai cancelando show a torto e a direito).

A legião de fãs só comprova como o cara era f***.

John Peel, Damon Albarn, Cat Power, Pavement, Justine Frishman entre outros são só alguns artistas legais que adoram o cara.

E ai vão algumas das minhas favoritas em que o Mark dá o “tostão” da sua presença:

Elastica – How We Wrote Elástica Man : homenagem tão explicita ao Fall (a canção How I Wrote Elastic Man), ao estilo e a forma. Clássico dos nossos tempos.

Inpiral Carpets – I Want You – outra música feita quase de encomenda para homenagear Mark. Pesada, rápida e mortal. Um dos melhores rocks dos anos 90.

Gorillaz – Glitter Freeze – só alguém tão foda e tão bom quanto Damon Albarn pra fazer Mark E. Smith cantar em um album “mainstream”. Artistas grandes se respeitam.

John Peel, lendário dj da BBC também já falecido, tinha aproximadamente 35 mil LPs, mas os do Fall eram tão especiais que ficavam em local a parte.

Numa definição rasteira, o The Fall era punk na atitude, krautrock com pos-punk no som e letras que beiram o surrealismo.

Uma combinação de arte erudita e arte de rua, Mark era do asfalto, das esquinas, das mesas de pub, das noites regadas a álcool, de uma vida regada por arte e música na frente de todo o resto.

Produção praticamente regular durante mais de 40 anos de atividade, o Fall passou por incontáveis formações e mesmo assim, ouvindo um disco como Grotesque (1980) ou The Unutterable (2000), são discos que se tivessem sido lançados em anos trocados, não seriam datados, tão pouco avançados.

De uma maneira estranha, desde que o Fall surgiu, ele criou uma linha do tempo própria, que não obedeceu a modismos, outros gêneros ou modinhas pra ganhar mercado ou público. O som da banda nasceu de um jeito e nele permaneceu, mesmo agregando algo de eletrônico, batidas mais fortes, ou riffs mais modernos, tudo contribuiu para fortalecer uma sonoridade facilmente identificável a milhas de distância.

Um cara tão particular como ele fará falta. Não se repõe alguém como Mark E. Smith. O rock perde mais um artista com A maiúsculo.

Abaixo uma pequena galeria com meus momentos favoritos envolvendo esse figura:

 

 

Como disse John Peel, tudo do The Fall é bom, não dá pra escolher uma coisa só, então faça um favor a si e baixe a discografia do Fall e caia de cabeça. Não falta material online.

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3 Discos que podem animar 2018!

Lá no final do ano passado, ou seja, há um século e meio atrás, eu apostei que alguns jovens senhores poderiam tirar as poeiras de seus instrumentos e teríamos motivos para crer que coisa boa surgiria nesse modorrento e cada vez mais desértico território da música adulta comercial mundial.

Ainda não dá pra cravar 100% de certeza mas dá pra vislumbrar ali delante o morro do horizonte pop rock que se nada der muito errado, esses três artistas abaixo lançarão coisas boas em 2018 (e nem estou falando ainda do My Bloody Valentine que já prometeu disco novo esse ano… ai ai ai).

Vamos as apostas:

Eels – The Desconstruction

O álbum deve sair em 06 de abril e será o 15o de uma carreira regada de momentos quase populares e outros nem tanto, mas de inacreditável regularidade e qualidade. Nada que o “geniozinho” E. (é uma banda de um homem só), faça que não fique bom. A vida e a carreira dele poderiam te-lo transformado em um artista mais popular do que ele é pelo menos para a geração indie (e ele fez por merecer esse reconhecimento), seus primeiros 4 albuns são clássicos e ele sempre manda bem ao vivo. A música nova “The Desconstruction” mostra a grande capacidade de produzir lindas harmonias com simplicidade, personalidade e de maneira inimitável e por aqui estou só esperando coisa ótima vindo da cabeça doida de E..

 

Ministry – AmeriKKKant

A nova paulada do Ministry sai em 08 de março. Nem tanto pro metal, nem tanto pro industrial, mas ali na fronteira entre os dois gêneros mas não menos raivoso. A considerar a cacetada “Antifa” que já saiu em dezembro, “AmeriKKKant” tem tudo pra ser um dos melhores discos da banda em anos. Aproveitando a confusão moral e estética em que os EUA se enfiaram é bom ressurgir um pouco de degeneração a la 80s pra dar um tapa sonoro na monótona cena rock mundial.

 

The Decemberists – I’ll Be Your Girl

Parece que foi ontem que eu descobri essa banda folk jóia, mas já são 16 anos de carreira discográfica e depois desse tempo todo, eles resolveram chutar o balde e lançar um disco a la Human League, Gary Numan ou tecnopop 80s I’ll Be Your Girl será o 10o álbum da banda e confesso que eu não ficava empolgado com um lançamento deles desde bastante tempo. Fresco e revigorado, se o disco seguir a vibe de “Severed” primeira música lançada do novo play, pode cravar que será um dos melhores discos do ano. Adoraria ouvir isso ao vivo ao lado do Future Islands e outros eletro pop heroes do momento.

 

E como bônus, trago boas novas: o ótimo trio Sunflower Bean chega com seu segundo album em 23 de março. Barulhinho com estilo, seu segundo álbum “Twentytwo in Blue” tem tudo pra ser aquele disco de roquinho indie pra gente nova e velha poder dançar, se esbarrar e gostar. Eu já tinha gostado muito do primeiro single desse play “I Was a Fool”, mas gostei mais dessa nova que saiu há uns dias atrás: “Crisis Fest”. Torcendo por um disco bom de rock feito por alguém com menos de 35 anos.


Só surubinha não phode?

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A última do momento é a polêmica em torno do funk “Só Surubinha De Leve” do Mc Diguinho.

O funk tem sido alvo de diversos grupos feministas, simpatizantes e indignados em geral com o teor da letra e tem sido acusada de fazer apologia ao estupro.

O barulho foi tanto, que a música hoje foi banida de praticamente todas as plataformas de streaming (Deezer, Spotify, etc) e também do YouTube, ou seja, não dá pra escutar a “obra” e ter uma posição mais clara a respeito.

Não vou entrar na questão de analise de texto, contexto ou qual trecho faz apologia a estupro propriamente dito (eu diria que é o refrão).

Evidente que a letra é uma baixaria horrenda, no nível mais ralo imaginável, próximo a um estágio anterior ao do Homo Sapiens, desrespeitoso com mulheres, com homens, com trans e com qualquer pessoa que tenha olhos e ouvidos em funcionamento mínimo pra conseguir ler e ouvir essa “canção”.

Que o seu autor, que por sinal é também responsável por outras perolas como “Catucada”, “Sou Brabo na Catucada” e “Passa a Lingua e Lambe” não mereceria minha atenção, nem a sua e nem a de ninguém que tenha mínimo entendimento do processo civilizatório e da evolução da espécie humana.

Mas….

Aí vem o mas…

Acreditando piamente na democracia como um estado de direito, coberto das mais amplas liberdades por todos os lados, seguido de responsabilidades e deveres e na existência plena de dissonâncias vindas de todas as áreas e todos os setores da sociedade (política, cultural, comportamental, etc) e que a convivência das diferenças (gênero, sexualidade, religião, opinião, gosto musical, etc.) e o respeito absoluto a todas elas é que fortalecem a democracia não como algo imposto por um governo, arbitrado pelo estado, mas emanado da “polix”, entendido e praticado em qualquer esquina do Oiapoque ao Chui é que vejo com maus olhos esse tipo de cerceamento de liberdades.

Quem são essas empresas ou pessoas pra definir o que pode e o que não pode em suas plataformas? Como se define isso? Não é uma questão comercial? Se tá bombando e trazendo novos ouvintes e gerando receita, tá tudo certo, aí quando o barco vira e “pode” começar a pegar mal pra “marca/Branding”, tira do ar?

Eu só queria ouvir essa porcaria pra saber o quão lixo essa música é e não ouvi-la pra sair por ai com uma “validação” pra sair estuprando pessoas.

Estupradores de verdade não precisam de uma música pra isso: Woody Allen, Harvey Weinstein, Brett Ratner e mais milhões de anônimos que abusam e cometem crimes contra mulheres adultas ou crianças não precisam de trilha sonora alguma pra cometer seus abusos.

Agora estão estuprando a liberdade de expressão e nesse caso, ganha aplausos e claquete.

Fight fire, with fire… ou no do outro pode.

Quem se sentiu ofendido com a música tem também todo o direito e espaço pra protestar, xingar, mandar pro inferno, escrutinar, etc.

Não estou aqui defendendo a letra ou o conteúdo do Mc Diguinho (já escrevi o que penso no começo do texto), estou aqui defendendo a liberdade de se poder cantar ou falar sobre qualquer assunto, mesmo sendo contra o que acredito e gosto.

Uma das minhas músicas favoritas da minha juventude é “Cop Killer” do Body Count, que na época também foi censurada, perseguida, etc , mas que venceu essa barreira e foi mantida, dá pra se ouvir por ai e narra a história de um cara que sai por ai se vangloriando de ser um “matador de policiais”.

Como um legalista, defensor das instituições, acredito que “matar policiais” não é solução pra nada e repugno quem pensa o contrário, mas a música é boa pra cacete e eu adoro.

Dá pra listar diversas músicas com conteúdo impróprios e que adoro também (se for pro mundo do Rap dá umas 20 páginas de músicas desrespeitosas e ofensivas).

Por outro lado, se eu listar temas que acredito e respeito (amor, amizade, conhecimento, lealdade, etc) e músicas que versam sobre esses temas e eu pudesse banir do planeta, 95% do que foi gravado no mundo não existiria.

O crescimento e aprendizado de cada um se dá do entendimento dessas dissonâncias, da reflexão que pode ser colhida até em coisas pavorosas e que arte é representação da realidade, não a realidade em si.

Assim como tá errado Museu ceder a pressão de moralistas de plantão contra exposições “polêmicas”, tá errado igualmente banir uma canção por conta de seu tema.

Quer gostem ou não, liberdade de expressão é pra todos.

Abaixo a letra do Mc Diguinho:

Pega a visão, pega a visão
Pega a visão, pega a visão

Aquele pique, óh!
É o Selminho que tá mandando
Anda, chama!
É o Diguinho que tá mandando
Anda, chama!

Pode vim sem dinheiro
Mas traz uma piranha, aí!
(Pode vim sem dinheiro) (chama, chama)
(Mas traz uma piranha, aí!) (chama, chama)

Brota e convoca as puta
Brota e convoca as puta
Mais tarde tem fervo
Hoje vai rolar suruba

Só uma surubinha de leve, surubinha de leve
Com essas filha da puta
Taca a bebida, depois taca a pica
E abandona na rua

Só uma surubinha de leve, surubinha de leve
Com essas filha da puta
Taca a bebida, depois taca a pica
E abandona na rua

Taca a bebida, depois taca a pica
Taca a bebida, depois taca a pica
Ta-taca a bebida, depois taca a pica
E abandona na rua

O ritmo do Diguinho é esse aqui, óh
Pega a visão, pega a visão
O ritmo do Selminho é esse aqui, óh
Aquele-aquele pique, óh

Só uma surubinha de leve, surubinha de leve
Com essas filha da puta
Taca a bebida, depois taca a pica
E abandona na rua

Só uma surubinha de leve, surubinha de leve
Com essas filha da puta
Taca a bebida, depois taca a pica
E abandona na rua

Taca a bebida, depois taca a pica
Taca a bebida, depois taca a pica
Ta-taca a bebida, depois taca a pica
E abandona na rua

É o Selminho que tá mandando
Anda, chama!
É o Diguinho que tá mandando
Anda, chama!

Pode vim sem dinheiro
Mas traz uma piranha, aí!
(Pode vim sem dinheiro) (chama, chama)
(Mas traz uma piranha, aí!) (chama, chama)

Brota e convoca as puta
Brota e convoca as puta
Mais tarde tem fervo
Hoje vai rolar suruba

Só uma surubinha de leve, surubinha de leve
Com essas filha da puta
Taca a bebida, depois taca a pica
E abandona na rua

Só uma surubinha de leve, surubinha de leve
Com essas filha da puta
Taca a bebida, depois taca a pica
E abandona na rua

Taca a bebida, depois taca a pica
Taca a bebida, depois taca a pica
Ta-taca a bebida, depois taca a pica
E abandona na rua

O ritmo do Diguinho é esse aqui, óh
Pega a visão, pega a visão
O ritmo do Selminho é esse aqui, óh
Aquele-aquele pique, óh

Só uma surubinha de leve, surubinha de leve
Com essas filha da puta
Taca a bebida, depois taca a pica
E abandona na rua

Só uma surubinha de leve, surubinha de leve
Com essas filha da puta
Taca a bebida, depois taca a pica
E abandona na rua

Taca a bebida, depois taca a pica
Taca a bebida, depois taca a pica
Ta-taca a bebida, depois taca a pica
E abandona na rua


Quem Rouba ladrão tem…??

Unknown-4

No mundo da ultra velocidade das informações e do multitelar, polêmicas e indignações nascem e morrem com a mesma velocidade da vida de uma borboleta.

A última ou a penúltima ou a antepenúltima do mundo pop dito “adulto”, foi a noticia de que o Radiohead entraria com um processo por plágio contra a cantora Lana Del Rey.

A rebordosa está na canção “Get Free”, faixa do ultimo álbum da cantora, chamado Lust For Life.

Toda a levada e estrutura de Get Free “lembra” pra não dizer que é “completamente chupada” de Creep. Logo, o maior hit da banda.

Difícil não concordar com o time jurídico da banda, a canção da moça, que teve outros 2 autores é muito, mas muito parecida em clima, em “mood” e nos acordes, são pelo menos 2 minutos praticamente iguais ao hit dos ingleses.

A banda pede 100% do royalties e Lana tava disposta a dar 40%, agora o kiprocó vai pra júri e normalmente esse tipo de processo quem ganha é quem acusa.

Curioso que Creep sofreu o mesmo problema quando foi lançada em 1993, dois compositores da banda sessentista The Hollies alegaram plágio e acabaram ganhando, foram incluídos como co-autores do maior hit do Cabeca de Radio por conta da música “The Air That I Breathe”.

Honestamente, a turma do Hollies ganhou por conta do respeito, pois Creep chupinha com um pouco mais de disfarce. O clima lembra, faz referência mas não é tão na caruda como no caso de Laninha e suas blue caps.

A sequencia harmonica não é 100% a mesma, mas as vocalizações são muito parecidas e numa época em que a indústria tinha dinheiro de sobra (anos 90), apaziguaram a coisa dando crédito aos dois e o enterro seguiu.

Só na época do Britpop, Blur, Oasis, Pulp e Radiohead se fartaram em copiar quem veio antes: Bowie, Kinks, Beatles, etc.

Não é o primeiro, nem vai ser o último caso de “gatunagem” criativa, assim, resolvi listar alguns “plágios” clássicos do pop pra mostrar que até “gênio” passa umas rasteiras pra ganhar aquele dinheirinho.

Sam Smith X Tom Petty – Stay With Me…

O cantor inglês surrupiou quase toda a estrutura de I Wont Back Down, de Tom Petty. Sam e seu time alegou que foi um “acidente musical” e no acordo o nome de Petty foi incluído nos créditos. Faltou um pouco mais de óleo de peroba do inglesinho cara de bolacha!

 

The Beatles X Chuck Berry – Come Together.

É, até eles! A base do famoso clássico que abre o famoso disco da “faixa de segurança” é You Cant Catch Me, de Chuck Berry. A alegação foi a levada vocal e os primeiros versos que tem sua semelhança em Come Together. Tudo foi resolvido extra-judicialmente e foi tão de boa que até juntos eles tocariam depois, alem de ter rendido até uma versão do ex-beatle em seu discos de covers. Meio falsineide, mas John Lennon e Chuck Berry juntos é de tremer…

 

The Verve X The Rolling Stones – Bitter Sweet Symphony

A levada orquestral que permeia a música, foi “inspirada” em The Last Time, canção dos Rolling Stones, em uma versão orquestrada por Andrew Oldham Orchestra. Não dá pra negar… o seu cabelo despenteado tá lá nos Stones também.

 

Elastica x Wire – Connection

Plágio ou homenagem explicita? O fato é que o maior hit da carreira da fodastica banda inglesa é chupadissima de um clássico do pós-punk inglês Wire, na canção Three Girl Rumba, gravada em 1977. O caso de amor de Justine Frischmann (Elástica) com o Wire é tão grande que outras músicas do grupo guardam semelhanças com outras faixas do Wire. Alguém fez o favor de compilar tudo e botar no youtube pra gente.

 

Tom Jobim X Irwing Berlin – Samba de Uma Nota Só.

Até os gênios dão aquela lambidinha e nesse caso, o nosso maestro máximo tomou emprestado o jeitãozinho suave e “monótono” de Mr. Monotony, de Irwing Berlin. Como gênio que foi, Jobim se apropriou um tiquinho, o suficiente pra que nenhuma acusação de plágio fosse formalizada, além de que, Jobim deu um “upgrade” no “ragtime de uma nota só” de Berlin.

 

Os brazucas anos 80 chuparam os gringos até não poder mais (no bom sentido), acho que o The Cure foi de longe, a mais imitada (Legião, Biquini Cavadão, Zero, Plebe Rude, Ultraje), levantar todas as semelhanças de The Cure com o Brock ia dar um trabalho desnecessário e do cão, mas deixo aqui uma palhinha, peguem só o comecinho das duas músicas:

Ou essa aqui? Menos descarada mas no mesmo “clima”, especialmente nas introduções.

 

Não vou nem citar os históricos plágios de Rod Stewart com Jorge Ben, Raul Seixas com The Byrds ou Tim Maia com Booker T., mas uma ultima que me chamou a atenção logo no final desse texto, foi uma que apareceu na minha timeline e não pude deixar de compartilhar, que é tão imitado de Aquele Abraço do Gilberto Gil que é quase uma versão não autorizada.

 

Quer se divertir um pouquinho mais, abaixo tem um link em que alguém com muito tempo livre e paciência resolveu botar lado a lado copiador e copiado.