O Fim da Guitarra Está Chegando!

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Não, não se trata de uma apologia catastrófica a la fim do mundo.

Isso é real, está rolando!

Assim como o Aquecimento Global, a imbecilização coletiva e a politização de qualquer coisa que se faça no mundo, a guitarra está com os dias contados!

Noticias ruins surgem a todo instante para corroborar essa tese:

Recentemente saiu um dado assustador sobre a queda do número de vendas de guitarras no Brasil, chegando a quase 80% de queda. Quem mora em São Paulo e por um acaso passar ali pela Rua Teodoro Sampaio, outrora meca dos instrumentos musicais, hoje encontra cada vez menos lojas oferecendo instrumentos.

https://m.cbn.globoradio.globo.com/amp/media/audio/160807/queda-nas-vendas-o-futuro-incerto-da-guitarra.htm?__twitter_impression=true

O que isso quer dizer?

Sem guitarra sem rock and roll, of course.

Se já não eramos uma nação lá muito roqueira, com o crescente desinteresse das novas gerações pelo gênero, a tendência é que só assistamos rock no Brasil em Museus, séries de TV ou no Youtube.

Se fosse uma tendência só no Brasa, beleza, mas isso está bem longe de ser verdade também.

Essa semana a famosa e icônica fabrica de Guitarras Gibson anunciou que está a um fio de declarar falência (tudo graças a baixa procura por seus instrumentos e grande queda de vendas no mercado Norteamericano).

https://news.sky.com/story/iconic-guitar-company-gibson-could-be-facing-bankruptcy-11257323

Somando isso ao fato de que rock and roll hoje em dia virou música de tiozinho, o futuro do rock é um belo dum ostracismo.

Assista ao vídeo abaixo do AC/DC no Grammy 2015 e veja o tipo de gente que tá lá “vibrando” com a banda.

Ano passado eu participei de uma feira de Lps em Botucatu (cidade no interior de SP) e troquei algumas palavras com o Ricardo Vignini, violonista da dupla Moda de Rock (duo especializado em fazer versões de rock em viola caipira) e ele soltou uma grande verdade sobre esse tema: “… o ultimo grande vendedor de guitarra no mundo foi o Slash, depois dele, acabou…”

Não precisa nem ser um grande fã de Guns e cia pra concordar que o cara tá certo.

Lá pelos anos 90 até pintou uma modinha por Fender Jaguar por causa do Nirvana e que depois o Los Hermanos transformou em cavaquinho, mas na real, por mais que a década de 90 e mesmo nos 2000 tenham tido bons guitarristas, ela deixou de ganhar importância no processo de composição e na própria estrutura das bandas e mesmo um Jack White hoje é muito mais ligado ao mercado de LPS do que no de guitarras e olha que ele talvez sim, tenha sido o ultimo grande guitarrista que poderia fazer algum moleque pegar o instrumento e tirar um som.

Enfim, como diria aquele outro grande guitarrista “…sad but true…”

 

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O Melhor Festival do Mundo em 2018!

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Seguindo o estardalhaço habitual que a divulgação de line-ups de festivais costumam causar nos coraçõezinhos indie-rocker-nãorocker-hipsters-em-geral, a última fresta de emoção veio da escalação confirmada do Primavera Sound, que se realiza anualmente em Barcelona.

Comoção moderada na verdade.

Ok, tem Nick Cave, a volta do Arctic Monkeys e Bjork de headliner. Do resto, mais do mesmo, os rappers transados do momento, Lorde, e aquele bando de banda indie chata pracas…

Como quem contrata e organiza esses festivais, são basicamente as mesmas pessoas, que precisam levar para atrações basicamente os mesmos artistas sob contrato das duas maiores agências de shows do mundo, podem haver algumas diferenças aqui e ali, mas onde canta Nair, canta Nadir e onde quiserem Nadir, tem que levar Nair e Nadair.

Por isso que não sinto mais a menor empolgação com esses grandes festivais do tipo Coachella, Primavera, Reading Festival, Roskilde, Bonaro, Lollapalooza, Rock In Rio, etc.

Com a quantidade absurda de artistas por ai, cada vez mais, festivais focados em nichos vem ganhando corpo e qualidade de escalação que não se vê mais nesses festivais comerciais multi fodões milionários.

Tem pra todos os ghosts e bolsos e no geral muitos deles costumam até ser mais baratos que esses mega badalados.

Em ordem de relevância e se eu tivesse cascalho pra encarar, esses seriam os 6 festivais em que eu iria fácil:

  1. Desertfest (Londres – Inglaterra)

Quando: 04 a 06 de Maio

Principais atrações: Monster Magnet / High On Wire / Hawkwind / Napalm Death / Nebula.

Festival mais voltado pra linha Stoner, metal viajandão, já valeria pra ver o Monster Magnet e o Nebula. Como dizia Gastão Moreira, só porrada na orelha!

 

  1. M’era Luna (Hildesheim – Alemanha)

Quando: 11 e 12 de Agosto

A turma: Prodigy / Front 242 / Ministry / Clam of Xmox / Atari Teenage Riot.

Onde os neo-goticos e fãs de synthpop e industrial fazem a festa. Um verdadeiro carnaval de gente muito branca, maquiada com pó de arroz, regado a eletrônico pesado, industrial e ótimas bandas.

 

  1. The Cure – 40th anniversary tour (só nas Europa)

Quando: verão europeu.

Quem acompanha a Cura:  Interpol / Slowdive / Goldfrapp / Ride / Editors

Já não bastasse o The Cure na sua turnê de 40 anos de existência, de leva traz na garupa algumas das melhores bandas de guitar rock da virada dos 80’s pros 90’s (Ride e Slowdive) e alguns dos melhores do século XXI (Interpol e Goldfrapp). E zefini…

 

  1. Sonic Mania (Tokio – Japão)

Quando: 17 de Agosto

Quem: Nine Inch Nails e My Bloody Valentine

Se fizer uma lista das 5 melhores bandas pra se ver no mundo hoje, duas delas estão ai. Sem mais.

 

  1. Levitation (Austin – Tx)

Quando: 26 a 29 de Abril

Quem toca: Dead Meadow / Ty Segall / Parquet Courts / Ministry / Brian Jonestown Massacre / Slowdive / The Black Angels / Oh Sees / Wooden Shjips

Segundo melhor festival do mundo: dedicado a bandas novas e velhas, mas com propostas roqueiras, psicodélicas e avançadas. Só listei as que conheço e tenho vontade de ver em ação, mas as bandas pequenas também costumam ser grandes pedradas ao vivo. Ótima curadoria e shows pequenos. Quase perfeito.

 

  1. Rebellion Music (Blackpool – Inglaterra)

Quando: 2 a 5 de Agosto

Quem é o cantor: P.I.L. / Stiff Little Fingers / Buzzcocks / The Exploited / The Adicts / Dickies / Peter Hook & The Lights / Cockney Rejects / Discharge / Uk Subs / Idles / GBH / The Weirdos / Anti Nowhere League / D.R.I. / The Boys / Jah Wooble / Chron Gen (só listei as que eu gosto muito ou tenho disco).

Sem sombra de dúvida, o lugar que eu mais quero estar nesse ano. Não é todo o dia que a nata do punk rock mundial se junta num festival dessa envergadura: O Rebellion já acontece há alguns anos e se especializou em juntar algumas bandas veteranas do punk rock junto a bandas novas que aparecem de vez em quando pra fazer a alegria de quem ama punk, pop punk, new wave, hardcore entre outras.

Escolha seu festival, quebre o cofrinho das economias e caia na estrada. Se não rolar, pelo menos sonhe… não custa nada.