Iggy & The Stooges – Raw Power (1973)

Raw Power é o meu disco de rock favorito.

Há muito tempo o é.

E muito tempo ainda será.

É o antidoto antimonotonia perfeito para essa geração musical medíocre e certinha demais.

Meio rejeitado, Raw Power foi o patinho feio do Stooges, foi a tentativa de livrar a cara de uma banda que já estava numa rota erradissima de auto-destruição, loucura e viagens erradas que findou em bagunça, clinicas de reabilitação e desprezo de publico e critica.

Vou fugir das polêmicas pentelhas sobre a produção tosca e ruim de David Bowie, como ele é gênio, sei que tinha uma razão, mesmo sem saber direito qual, mas como eu sou um doido por esse álbum, tenho a edição original com o primeiro mix do Bowie, bem como a reedição que saiu nos anos 90, com uma nova masterização mais suja, supervisionada pelo próprio Iggy e pra falar a verdade, difícil escolher qual a melhor.

Pouco tempo depois do lançamento, Iggy decretaria seu fim quando encontrou exemplares de Raw Power nas bancas de promoções das lojas.

Aquilo foi demais.

Algumas décadas passadas e Raw Power teve finalmente seu valor reconhecido por fãs, músicos e público e hoje é tido como um dos mais raivosos e desctruidores álbuns da história do rock.

Pra mim foi o disco mais poderoso que já escutei, tem tudo o que um bom disco de rock precisa: violência sônica, sexualidade a flor da pele, peso, barulhento do começo ao fim, aquele clima de desespero e demência em que tudo pode acontecer e a urgência que tudo pode acabar, seja o mundo, seja sua vida, seja seu pais.

Tudo nesse disco nos leva a crer que um futuro nebuloso se abaterá sobre nossas cabeças e nada mais mais nascerá no planeta.

Não meu filho, não é o fim do mundo, é só o fim dos tempos e inicio de uma nova Era, mais despojada, mais niilista, mais perdida e com mais vontades que a dos seus pais.

Raw Power ainda me inspira como nenhum outro, é minha dose de nitrogênio, meu álcool, minha droga mais eficiente e que me dá sempre os melhores efeitos.


Nirvana – Bleach (1989)

Putz, cada vez que ouco Bleach, melhor ele fica.

Já faz um tempo que virou meu disco predileto do Nirvana e depois que a magnânima, incrível e devastadora edição comemorativa em Vinil duplo aterrizou em casa essa semana, corro sério e real risco de fura-lo, pois está sendo executado até a exaustão, em especial o segundo disco que é uma gravação ao vivo em 1989, curta, destruidora e imbatível.

Complementa como uma luva o álbum barulhento, ambicioso e cheio de grandes ideias que na miúda, mexeu com um monte de gente nas ultimas duas décadas.

A força de Bleach está na guitarra demolidora, raivosa e espinhenta de Kurt. Tocada com alma, coração, desilusão e uma vontade gigantesca de cuspir na cara da sociedade que o relegou a condição de White Trash Boy, o disco traz uma radiografia interessante de um fim de uma geração roqueira, que tal qual o personagem Benjamim Button, que ao envelhecer vai ficando com aspecto mais jovem, encontra no jovem Kurt, esse espirito punk velho que nasceu lá em Leadbelly, passou por outras almas atormentadas como Charlie Feathers, Tav Falco, Jeffrey Lee Pierce, Gram Parsons, Greg Ginn e outros até chegar no doente Kurt Cobain e fechar essa linda historia de devoção destruidora ao rock.

A lenda começou em Nevermind e toda a história pós já tá bem documentada, agora esse antes diz muito sobre o que viria a acontecer depois.

School, Floyd The Barber, Negative Creep, Blew… violência como se ouviu poucas vezes em um disco. Tudo isso tem um preço e Kurt pagou por essa virulência 5 anos depois.

Ao lado dessa demência genial, pintava About a Girl, pop bobo a la Beatles que só um sujeito que olha lá pra frente poderia conceber também, afinal ele podia ser doido, viciado e auto-destrutivo, mas também era esperto o suficiente para saber o que precisava fazer para chegar lá e fazer seu strike.

Reescutar Bleach em toda a sua plenitude sonora foi um reencontro pra lá de especial e só reforçou na minha memoria, os bons tempos dos quas a música do Nirvana fez parte na minha adolescência.

Eu sei que fui feliz, mesmo quando tudo dizia que ia dar errado.


T.Rex – Electric Warrior (1971)

Um velho amigo me disse certa vez, The Slider tem as melhores músicas do T.Rex, mas no geral, Electric Warrior é melhor.

Verdade quase irretocável.

Pra falar a verdade, ambos são sensacionais e optar entre um ou outro é muita maldade, pra não dizer, uma puta falta de sacanagem.

Marc Bolan resolveu que ia virar rock star, assim ele começou a se portar como tal e fazer musica que o levasse a tal condição, então ele deu adeus ao violão com bongô, abraçou a Gibson Les Paul, a purpurina e uma banda maior e mais polpuda para acompanhar seu então glam rock ou rock para animar festinhas regadas a birita, fumaça e pozinhos…

Glam foi talvez o primeiro sub gênero gay na historia do Rock, ou o primeiro a libertar mais fácil a sexualidade enrustida das pessoas e tira-las da angústia e da solidão de suas incertezas.

Deixando a sociologia para os sociólogos, T-Rex foi gay antes dos New York Dolls posarem para uma capa de álbum vestidos de mulher, seu som exalava sexo e sexualidade, seja lá com quem você quisesse sensualizar, cada um escolhe seu cacho.

Fato relevante é: Marc curtia um riff grudento e aqui ele perpetuou alguns hinos riffentos: Bang a Gong e Jeepster já seriam suficientes, mas ainda tem The Motivator e Monolith… tá bom?

Ainda tem mais, uma das melhores baladas de Bolan: Lifes A Gas, em que o velho cantor de folk com citaras e meio hipongo se encontra com a purpurina setentista para uma viagem ao mundo encantado do doce.

Mas a minha favorita sempre foi e sempre será Rip Off… que andamento estranho, que bateria, que riff torto… coisa de gênio.

Carismatico e magnético, Bolan foi um espirito de luz que durou pouco entre os mortais e deixou um legado glorioso e invejável.


Bob Marley & The Wailers – Catch a Fire (1972)

Demorei para gostar de Bob Marley e seus comparsas.

E esquecam as piadinhas sobre cannabis e afins…

Demorou para eu gostar de Reggae, porque nunca fui precoce nas coisas.

Assim como demorei a entender e gostar de musica clássica, dub, country e afro-beat…

Mas depois que vem… não sai mais…

Foi o caso desse álbum.

Ouvir esse álbum, depois de tudo que já havia escutado e aprendido, caiu como nunca havia caído antes.

A delicadeza e o rude equilíbrio entre as composições de Bob, que ainda tangenciavam a soul music americana, mas já trazia a tona o reggae roots característico que seria sua marca registrada, no bojo, vinham as letras inteligentes, bem sacadas e politizadas, executadas com a maestria mantrica que só os Wailers sabiam imprimir nas bolachas.

Sem Lee Perry no comando da mesa, Marley assumiu a produção executiva ao lado do poderoso chefão da Island Record Chris Blackwell.

Resultado: menos dub, mais reggae. Menos brincadeira, mais seriedade. Menos pedrado, mais suave.

A fumaça tá toda lá…

Ainda sim, Catch a Fire é talvez a melhor pedrada que Marley e companhia colocaram no mundo.

Peter Tosh ainda está na trupe nessa época, e empunhando sua Gibson, é dele as mais lindas notas de guitarra que se ouviram em um álbum de Reggae, principalmente na definitiva “Stir it Up”.

Não dá pra fugir do óbvio, você pode ter ouvido um milhão de vezes essa música, mas ela sempre continua linda, preciosa e emocionante.

Simples e direta. Sem comparação.

To perto de dizer que esse é o meu álbum de reggae favorito, mas como ainda não descobri todos os rascunhos e notas bibliográficas desse gênero no seu todo, por enquanto Catch a Fire é o meu álbum de reggae favorito.

Até segunda ordem!


Vários Artistas – Furacão 2000 (1982)

Se teve um disco que me influenciou definitivamente em favor do funk e da discoteque negra dos anos 70 e 80 foi essa coletânea expetacular da série Furacão 2000, uma das mais tradicionais e deliciosas corporações em favor da diversão sem culpa inventadas no Brasil e no Rio de Janeiro.

Ganhei de um amigo “metaleiro”, que com sua sapiência esquizofrênica, me fez ver que funk e metal podiam conviver pacificamente num mesmo ambiente.

Ou seja: Anthrax e Gap Band juntos ok!

A Festa Furacão 2000 Já passou por muitas fases, mas sempre teve como ponta de lança e missão primordial tocar o que tivesse de mais moderno e avançado em termos de música para “dançar” e em 1982, a festa deve ter sido muito boa.

No repertório, funk e disco eletrônica do começo da década de 70 e 80: Taana Garder, Vernon Burch, Chicaco Gangsters, Lonnie Smith e mais um monte de artistas que assim como apareceram e cresceram, também desapareceram.

Mas cada um a seu cada qual, filé de primeira… música pra se divertir sem vergonha e com muita classe.

Pop na sua essência, diversão garantida ou seus 3 litros de suor de volta!

 


The Cure – Join The Dots (2004)

Tudo o que o mundo conhecia de The Cure até sair essa caixa era literalmente a ponta e a cabecinha do Iceberg.

Confesso que nunca fui um obcecado e fanático por Cure, gostava praticamente das mesmas coisas que todo o mundo, Pornography, Disintegration, Standing on The Beach e por ai vai…

Mas tudo isso mudou depois que saiu essa caixa em 2004.

Um outro The Cure foi revelado e exposto a quem não era necessariamente fanático pela banda.

Join The Dots juntou b-sides e raridades que a banda gravou entre 1978 e 2001 e acredite, tudo é absolutamente espetacular e mostra muito bem as distintas fases que a banda de Robert Smith passou ao longo desse longos e bem vividos anos de carreira. Do gótico depressivo, até sua fase mais expansiva e pop, nos flertes com pós-punk e até dance music, dá pra fazer um mapa emotivo da década de 80 só com essa caixa, além de cobrir bem os anos 90 com a visão de alguém que já não pertencia mais a ela, mas que ainda tinha uma ou outra coisinha a dizer.

Impossivel não ficar fanático por The Cure depois dessa experiência sonora.

E pensar em tudo que a banda não colocou em seus discos oficiais… misericórdia!

Simplesmente não consegui achar uma faixa nessa caixa que não fosse no mínimo boa.

Inacreditavel, espetacular… é só em adjetivo superlativo e elogioso que consigo me referir a esse box. Até na fase menos querida e mais criticada pelos seus fãs xiitas, periodo entre 1986 e 1987, onde o The Cure queria ser feliz e pop, não dá pra negar que os B-sides eram melhores dos que os álbuns oficiais, ou poderiam estar tranquilamente nos álbuns lancados nessa época e a história poderia até ser outra.

Mas nada disso aconteceu e graças a Deus essa caixa ainda por ai… fazendo nossa alegria e a de todo mundo que curte os eighties em sua essência, afinal, não dá pra desgrudar o Cure da década.

Arrume um exemplar, roube se preciso for, junte dinheiro.

Não sou fã de Boxes, mas esse fica num lugar bem especial no meu coração roqueiro.


Tv On The Radio – Desperate Youth, Blood Thirsty Babes (2004)

A década de 2000 valeu pouco para a música.

Vimos gêneros musicais desaparecerem, e até aqueles que ganharam em publico, visibilidade e artistas, também morreu.

Esse é o caso do Indie Rock ou Alternativo.

O que começou como uma grande ideia, cheia de frescor, esperança, excelentes artistas e bandas terminou num amontoado de clichês, e artistas que poderiam ser a banda de apoio do Justin Bieber, do One Direction, da Carly Rae Jaspen ou do Foster The People.

Não existe mais diferença nenhuma, seja ela estética ou musical.

Uma das poucas bandas que conseguiram furar esse bloqueio, pelo menos no começo de sua carreira foi o TOTR.

Hoje em dia, já não é lá grandes coisas, mas teve seu valor pelo menos até Dear Science.

Meu favorito ainda é esse álbum espetacular em que eles explodiram em possibilidades com seu cruzamento de pós-punk, eletrônico experimental e vocais doo-wop a la “Barber Shop”, produzindo resultados sensacionais e que nem eles conseguiriam reproduzir em sua carreira.

A sintonia das harmonias vocais com os ruídos produzidos foi certeiro, bom de ouvir em casa como em festas moderninhas. Filhos da revolução silenciosa produzida pela matriz musical do TOTR, o senhor Brian Eno.

Eno é o pai de praticamente toda essa geração de rock art ou pós-pós-rock.

O respaldo ainda acompanha o Tv On The Radio, mas esse Desperate Youth ainda fica na minha memoria com muito espanto, incredulidade e esperança que a década podia ser boa.

Expectativas não cumpridas, mas o disco é espetacular e ainda vai durar muito.


Jon Spencer Blues Explosion – Orange (1994)

Um herói, é isso que Jon Spencer é pra mim:

Se existe inveja positiva, ta ai um cara a quem reservo esse sentimento.

Ele esteve quase uma década na frente de todas as bandas e artistas que voltaram a fazer rock/blues nos anos 2000, seja White Stripes ou Black Keys e essa gente esnobe toda.

Jon e sua trupe produziram alguns dos melhores discos de Rock/Blues experimentais e contemporâneos dos últimos 20 anos, mas nunca conseguiram ultrapassar a barreira que separa os muito populares dos muito respeitados. Eles sempre ficaram na segunda condição.

Não havia um critico de música no planeta ou um músico influente que não gostasse do Blues Explosion, infelizmente o grande público não foi conquistado, por que a banda nunca apelou para um hit fácil ou nunca abriu mão de sua fé inquebrantável na capacidade de sua audiência em compreender o poder de uma música sem concessões, porém ultra acessível e na inteligência de seus interlocutores.

É admirável, mas Jon e companhia estavam errados. O publico precisa de algo popular, facil, elementar com que seja facil se identificar, se projetar e cantar no chuveiro ou no trânsito.

Esse foi o único e crucial erro da carreira do Blues Explosion. Ou não?

Prova é Orange, assim como poderíamos falar sobre Extra Width, que saiu dois anos antes e colocou a banda no mapa, ou sobre o espetacular Now I Got Worry, lançado em 1996, o que temos nessa ordem é uma sucessão de três discassos que ficaram restritos a públicos pequenos e festivais descolados, porque não tiveram esse hit redentor e que tornaria a vida deles e a nossa muita mais facil.

Orange é uma trombada arrasadora de blues, rock, indie, soul, rap old school, levadas eletrônicas, rock de garagem e toda a música norte americana que tenha passado pelo liquidificador decodificador de Jon, Judah Bauer (seu segundo guitarrista) e Russell Simins (bateria).

A modernidade deve muito a eles, faca um favor e escute esse disco incrível.


Vários Artistas – Black Box – WaxTrax! Records: The Firts 13 years (1994)

Morei quase a vida inteira no ABC Paulista, talvez isso explique por que eu gosto de rock industrial (e olha que tem uma galera nervosa por aqui que pega bem também).

Lembro que no final dos anos 90 eu conheci um dj especialista no gênero e que achava o Nine Inch Nails frouxo e a banda de coração dele era o Skinny Puppy… broca né?

Enfim, em um momento no final dos anos 90, achei essa caixa espetacular contendo raridades, gravações especiais e essenciais do principal selo de industrial de todos os tempos, a gigantesca Wax Trax, de Chicago.

Mais do que uma gravadora de gênero, seus fundadores Dannie Flescher e Jim Nash saíram de Colorado para pirar o cabeçao na Inglaterra dos anos 70 e voltaram cheio de vontade de fazer coisas estranhas. Música sem preconceitos, sem amarras e absolutamente livre. Esse foi o espirito e no meio desse caminho muitos artistas influentes e interessantes passaram pela WaxTrax:

Ministry, KMFDM, My Life With The Trhill Kill Kult Klf, Laibach, Meat Beat Manifesto e Revolting Cocks estão entre os mais “famosos”, mas o selo teve uma infinidade de bandas poderosas e que ficaram restritas a nichos como Foetus, A Split Second, Acid Horse, Front Line Assembly, Sister Machine Gun e outras bandas poderosas que inventaram o eletrônico pesado, o industrial, com pinceladas fortes de tintas góticas, melancolia e vontade foder com as coisas.

Venha para o lado escuro da música e conheça um pouquinho de industrial. Mas só um pouquinho, porque tem muita coisa chatinha também.

Como é uma caixa tripla, vale por 3 dias!


Echo & The Bunnymen – Ocean Rain (1984)

Ocean Rain é o disco de rock mais bonito já feito.

Não houve nada igual e não existirá nada melhor.

9 faixas que se ligam através do belo, do sutil, do ambicioso e do sublime.

Como compositor, tenho uma inveja fela de um monte de gente, mas tenho uma inveja particular do Echo e em especial, com algumas faixas desse álbum.

Não dá pra fazer um disco tão lindo como esse e não sair impune.

Ocean Rain foi o ápice de uma carreira sensacional, que não ficaria pior depois, diga-se de passagem.

Neo-Psicodelismo, Pós-Punk melódico, Pop Ingles com pitadas góticas? O Echo é inclassificável. Ouvindo-se atentamente, não dá pra rotula-los com nada.

Em Ocean Rain, toda a verve messiânica de Ian McCullouch chegam ao auge e a banda cresceu toda. Os arranjos mais abertos, com produção mais arejada, projeta o som intimista do grupo para salões maiores e maiores audiências, subindo o volume das cordas, enfeitando as canções com violinos e violoncelos em uma dinâmica muito arrojada, que fez toda a diferença no resultado final.

Impossivel não se emocionar com Silver, Crystal Days, Seven Seas… canções simplonas absolutamente maravilhosas. The Killing Moon é batida, todo mundo conhece, ou deveria conhecer, mas mesmo assim, ainda é uma surpresa em cada nova audição e fica mais bonita em cada uma delas.

Agora, covardia é a faixa que fecha o disco. Ocean Rain é magnânima como poucas musicas o são, e o fato desta ser a faixa que encerra o álbum é pura ironia, pois pouca importância se dá para a ultima musica do disco e poucos são os grande álbuns em que a última é a melhor do disco… sem pesquisar nada lembro de alguns: Day In The Life, dos Beatles; Torn Curtain, do Television; Ohm Sweet Ohm, do Kraftwerk e Thats How i Escaped My Certain Fate, do Mission of Burma.

Pesquisando, acha-se mais coisas, mas vocês já entenderam, certo?

Sempre faltarão palavras para resumir o Echo e Ocean Rain, então não vou mais caçar palavras para ele.