Tentando amar Indie Cindy

 

O Pixies durante muitos anos foi a minha banda do coração.

Eles fizeram tudo o que queria e gostava como músico e guitarrista:

Barulho;

Ruido;

Melodias poderosas e curtas jogadas estrategicamente no meio de maremotos guitarristicos matematicamente calculados para causar os efeitos que causaram e ainda causam aos ouvintes menos atentos e menos exigentes.

Não restam dúvidas sobre a importância e relevância da banda na música moderna dos ultimos 20 anos. Talvez os últimos respiros de criatividade no rock tenham emergido de suas guitarras e seus discos.

Ainda me espanto com Surfer Rosa e coloca-lo pra escutar é como escutar as palavras ancestrais de Deus vindas diretamente D’Ele.

Estranho, bizarro, barulhento… Surfer Rosa não é só o meu disco favorito dos Pixies, como talvez o disco que mais escutei na vida!

E não dá pra dizer que ele ficaram só nisso…

Foram 4 anos de carreira discográfica simplesmente imbativeis!

Surfer Rosa é de 1988, Doolitle veio na sequencia em 1989, Bossanova em 1990 e o canto de cisne Trompe Le Monde em 1991.

Convido a quem ainda não teve essa experiencia, por favor escutem esses 4 discos na sequencia e todo o final dos anos 80 e começo dos 90 farão sentido.

Mas o assunto aqui é a morumbática volta dos Pixies aos palcos e ao disco.

Vi o show deles no ultimo Lollapalooza e foi tão modorrento que tive vontade de rever o VHS que tenho de um show em 1991 e tentar entender o que aquela banda foda ainda tinha de igual com a burocracia que foi esse show de menos de um mês atras.

E ai vem Indie Cindy…

O disco está longe de ser ruim. É até melhor do que as primeiras músicas dava a entender.

Tem muito do que o Pixies sempre pregou… as guitarras milimétricas de Joey Santiago continuam a produzir ótimos momentos, as nuances melódicas aparecem aqui e ali e a voz do Frank Black continua igual (não quer dizer que ela seja boa, mas ainda cabe muito bem).

O começo do disco não empolga, mas o fino fica para as finais… ali dá pra lembrar vagamente que o Pixies ainda é uma banda com boas ideias e furia, mesmo que de maneira palida, mas Snakes e principalmente Jaime Bravo mostram a assinatura de quem fez o disco e que ainda tem alguma coisa pra lembrar a banda que mais invejei na vida.

Ainda estou tentando amar Indie Cindy, mas já estou gostando ao invés de odiar.

Isso já é um passo.

 

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