Marília Mendonça é a Nossa Adele… só que muito mais legal!

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Antes que algum espirito malicioso associe o título desse blog ao fato das duas cantoras e compositoras terem aspectos físicos parecidos, eu já digo: Esse é um blog de música não de fofoca, assim aspectos estéticos físicos não nos interessam por enquanto.

Hoje saiu uma longa e interessante matéria na Folha a respeito do consumo de música no Brasil e mostrou que a cantora de 22 anos Marília Mendonça é a artista mais ouvida no Brasil.

http://arte.folha.uol.com.br/ilustrada/2017/musica-muito-popular-brasileira/introducao/

Isso foi o que mostrou a pesquisa que usou dados de quantidades de visualizações do YouTube, e Marília aparece com incríveis 4,1 Bilhões de views desde setembro de 2014 (o período analisado foi de set/14 até Ago/17), seguida de perto pela dupla Henrique e Juliano com 3,8 Bi e a cantora gospel Bruna Karla com 3,5 Bi.

A matéria é legal, extensa, destrincha diversos aspectos e tenta compreender esse fenômeno se valendo dos dados, mas faltou uma conclusão, ou alguém pra dar um pitaco sobre esses números, mais ai sai do jornalismo e vira opinião.

Outra olhar enviezado é quando se compara a Audiência de Marilia com artistas com Michael Jackson, Beatles, Stones e Radiohead.

É até bobo buscar essas comparações pois são artistas pop de gerações passadas, se considerarmos que uma geração se renova de 7 em 7 anos, Michael Jackson viveu seu auge há 35 anos e morreu há quase 7.

Pra matéria ficar completa, alguém poderia escrever um bom artigo sobre um cara que tá bem por dentro desse fenômeno chamado Wander Oliveira, empresário de artistas sertanejos e que comanda as carreiras de Marília, Henrique e Juliano, Maiara & Maraisa e que vai cuidar agora de Wanessa Camargo.

Sem dúvida é um cara que deve ter muito a dizer, e jornalista com bom faro pode achar um monte de coisas sobre ele.

Enfim, a epifania veio ao ler a matéria, e a principal headline foi “A Rainha da Sofrência”, que faz referencia ao fato da cantora e compositora gostar de escrever e cantar os desamores, as vinganças contra os homens “galinhas”, a maneira despachada de lidar com o sofrimento de um relacionamento mas também não ficar muito de “mimimi” e fazer a fila andar.

Pois é exatamente com esse discurso que a Adele estourou no mundo todo com seu segundo álbum “21”. Fenômeno planetário, Adele tratava dos mesmos temas, mas tinha uma Columbia Records por tras dando suporte e chamando um time foda de produtores para transformar boas canções de “sofrência” em hits globais.

E é nessa mesma característica que residem as semelhanças entre as duas artistas e então não precisa ser nenhum gênio pra sacar que onde cai um raio, podem cair dois.

É até mais tranquilo, pois em termos de cultura global, o Brasil sempre está uns dois ou três anos atrás do resto do mundo, então o que a Adele foi há 5 anos, Marilia pode ser agora.

Nunca ouvi 1 segundo de alguma música de Marilia Mendonça, mas isso é o de menos, e honestamente, não importa.

Marília faz música popular em português e dentro dos atuais moldes de composição e linha de fabricação, o que ela canta em português, algum outro pode estar cantando em turco, espanhol, inglês, francês ou coreano.

A música pop está tão homogênea e previsível que não é mais surpresa ouvir os “featurings” que tem rolado mundo afora: Anitta e Diplo; Ivete e Criolo; Emicida e Mc Guimé, Coldplay e Rihanna.

E não será surpresa mais ver um Alok com Beyonce, Bjork com Mc Bin Laden, Anitta com  Lady Gaga, Katy Perry com Luan Santana.

Nada mais surpreende pois nada é mais tão diferente, nunca tudo foi tão igual e previsível, basta que se tenha a vontade de “bastidores” e acertar os detalhes para que seus artistas, tal qual cavalos de corrida, se associem para juntar suas “audiências” e “fan bases” e gerar milhões de likes (isso sim é moeda virtual importantíssima, fazedora de dinheiro de verdade).

Não vou julgar se isso é bom ou não, mas é um fato. A indústria do entretenimento está cada vez em menos mãos e mudando muito rápido, quem chega leva tudo e o público sempre consumirá o que for popular e o que os “parças” estiverem consumindo.

Isso é assim desde que o mundo é mundo e desde que existe indústria fonográfica.

Outra coisa que chama a atenção em relação aos artistas mais visualizados, e por conseguinte os mais tocados, os que mais ganham dinheiro e por ai vai é que eles representam 3 setores da economia mais lucrativos e mais enroscados:

Agronegócio, Igrejas e Tráfico de drogas.

Como não sou jornalista, não preciso ir atrás, mas se cavucar essa relação de consumo musical com mercado de shows e os 3 setores listados dá um samba.

Bem, samba não, que ninguém mais ouve samba…

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