Denise La Salle – Move Your Body

Gordinha sexy e quente, essa é Denise La Salle, preferida da rapaziada que gingava nos salões de dança, com os sapatos mocassins sob o talco espalhado pela pista de 3 decadas atrás.

Se bobear, deixa no chinelo as divas dance que pintaram nos anos seguintes.

Betty era o tipo de mulher que dava surra em marmanjo se precisasse, era dona do nariz e dos narizes que estivessem ao seu redor.

Esse disco é obrigatório pra qualquer Dj cujo oficio seja divertir o público e não deixa-lo imbecil.

Mais do que simplesmente uma disco music, Move Your Body tem a potencia do groove negro em sua base, saca a metaleira, saca a cozinha. Produção redondíssima e a química perfeita para botar a galera para suar enquanto dança.

E esse tapete de tigre da capa? E esse título? “The Bitch is Bad”!

Isso é ser diva também.


GG Allin – Don’t Talk To Me

Demência em forma de esqueleto, pele e rock and roll.

Lendário e estranho, G.G. Allin foi o maior porra-louca que nasceu nesse universo.

Descreve-lo, levarei linhas e linhas para citar suas estripulias, assim vai uma só para dar a ideia do figura:

Num show, em que ele entrou completamente nu, ele costumava bater o microfone em sua careca até sangrar, além de fazer o n.2 no palco e ingerir o resultado entre uma música e outra.

E pensar que hoje tem até bonequinho do GG Allin a venda nos EUA.

Mais preocupado com sua fama de mau, a galera se ligou menos no som do cara, que era um punk corretíssimo, articulado e muito legal.

É isso que faz dele um sujeito interessantíssimo musicalmente falando.

Esse é um exemplo, curte ai!


Madness – House of Fun

Britpop das antigas, do ska ao pop, o Madness é uma das melhores coisas surgidas na Inglaterra ever.

Brancos e negros se divertindo e fazendo um som, tudo bem que no Madness a cota é menor, mas a melanina sempre correu bem no groove dessa bandassa.

House of Fun é um grande exemplo do amalgama cometido por eles. A progressão dos acordes e as sequencias mágicas e curtas, fazem dessa faixa, obrigatória em qualquer set list de respeito.

Welcome to the house of fun.


Genival Lacerda – Rock do Jegue

Genival era o cara!

Popular pra caramba, querido pelo povão e hoje (acho) que virou cult, certo?

Well, que seja cult então, pra mim é a música popular verdadeiramente legal, engraçada, divertida e que não chama o seu ouvinte de débil mental.

Sivuca e Dominguinhos duelando nas sanfonas, tá bom?

Delicioso, simplesmente delicioso!

Não tem como torcer o nariz.


Wilson Simonal – Colecionador de Amigos

Mais uma da “Nostalgia”.

Muito antes do ressurgimento para a grande mídia da obra do grande Simonal, essa faixa rodava com fervura nos anos 90, as vezes a contragosto, quando o nome do cantor era revelado.

Bullshit.

Simonal foi o cantor mais “cool” que tivemos.

Entertainer de primeira, cantor com voz e feeling monumentais, essa faixa tem todos os elementos de uma baita música.

Instrumental impecável, letra cheia de ginga e irônica, pensando no momento que ele viria a passar, quando todos os seus “amigos” lhe virariam a cara e o jogariam num ostracismo criminoso e imperdoável.

O talento foi jogado pra escanteio.


Originais do Samba – Falador, Passa Mal

O grupo de samba mais legal que apareceu pelas bandas de cá.

Engraçados, sérios e competentes.

Escolher uma música dos caras é missão difícil, mas essa foi o primeiro contato que tive com o som do grupo e que me fez ouvir samba de um outro jeito.

Meio samba rock, essa track era sucesso nas festinhas de “Nostalgia”.

E ainda tinha o Mussum, tá bom?

Em tempos de samba frouxo, pasteurizado e arrumadinho é bom lembrar que esse gênero não era tão auto-referente quanto é hoje e tão sem graça quanto está.


Rezillos – Somebody Gonna Get Their Head Kicked in Tonight

Os Rezillos sempre foi uma banda sui generis. New wave e punk na medida certa. Rápida e mortal, o Rezillos é sinônimo de rock and roll em tudo que há de melhor.

Escoceses de nascença, o show deles é diversão do inicio ao fim. Tive a felicidade de ve-los em Sampa quando passaram por aqui e sai aos prantos, a alegria permaneceu na minha face por uns 10 dias.

O que dizer desse petardo? Tem alguma coisa errada nela? Peso com guitarra, bateria ali no quadrado e vocal rasgado de quem não sabe lá cantar muito bem.

Espanta mal-olhado e joga a tristeza pro lado escuro da lua.

Obra-prima!


Bobby Fuller Four – Let Her Dance

Enfatizam muito a qualidade do Quentin Tarantino em escolher músicas incríveis para seus filmes. Fato, o cara tem ouvido de nerd musical para salpicar e fazer miséria.

Mas tão bom quanto o Tarantino e menos famoso por essa qualidade é o também diretor americano Wes Anderson, que consegue sempre colocar músicas de cunho absolutamente pessoais em seus filmes.

Esse é o caso dessa beleza do rock americano que encerra o pirado “Fantastic Mr. Fox”.

Resgatando Bobby  Fuller do ostracismo, Bobby foi uma tentativa de resposta americana aos Beatles, infelizmente não deu certo, mas é de Bobby um dos maiores clássicos do rock and roll, eternizada pelo Clash “I Fought The Law”, faixa título do seu primeiro disco.

“Let Her Dance” está no segundo e talvez ultimo registro de Bobby, e é uma bela escolha de timbres das guitarras, ecos das vozes, bateria aberta e incessante e tudo acontecendo muito rápido e em cada compasso com mais elementos que só vão deixando a música mais brilhante e divertida.

Lição de um mestre do rock que poucos ouviram.


Huey Lewis And the News – The Power Of Love

É isso, já apelei na segunda, porque essa música sempre foi e sempre será legal pra caralho!

Tudo que vem em torno é legal! É escutar e automaticamente se lembrar de um dos filmes mais sensacionais já feitos na história do cinema comercial hollywoodiano, é escutar e um sorriso secreto surgir em sua mente e em seu coração.

Pra cima, pro alto e gol!

Essa música é uma aula de como fazer uma “bridge” crescente e espetacular escalar para um refrão simples e curto com 4 palavras curtas. Ouvindo a música inteira, percebe-se que ela não é realmente uma canção pop tão óbvia quanto parece: guitarra limpa blueseira, teclado levando o riff e a voz rouca e pigarrenta de Huey Lewis.

Dá vontade de largar tudo e voltar a ver Sessão da Tarde!


um disco não tá com nada… minimalismo é a palavra de ordem!

 

Dando a fita!

 

Just one song…. have you heard it?

 

Muito bem amiguinhos, chega de Discos!

Quer saber, o mundo já acabou de um jeito ou de outro e o ano de 2012 então nem se fala, já virou areia.

Muita música requer muita atenção, muito zelo… essas coisas de velho. Nada a ver com a nossa “linda” era de Aquarius que vivemos, certo?

Daqui pra frente, vai ser só uma música, uma única e mísera música por dia!

Fica fácil de assimilar, fácil de baixar e turbinar seu celularzinho com alguma coisa nova e diferente todo o dia.

A internet é essa benção, onde tudo pode ser achado, encontrado e baixado, então não tem desculpa.

O que vai entrar nesse blog é uma seleção diária (espero) com pelo menos 1 música comentada e explicada por que ela é legal e por que você deveria perder seus preciosos microssegundos para ouvi-la.

Vou propositalmente evitar os grandes hits, a não ser que esse grande hit já tenha sido esquecido ou armazenado na quinta gaveta esquerda do seu cérebro e você não se lembre mais que ela existia.

Aqui só vai rolar música legal, que muitas vezes é diferente de “música importante”,  então esqueçam The Doors, The Beatles, Nirvana, Chico Buarque, Beethoven e Amy Winehouse. Talvez até rolem, mas em momentos muito, muito especiais.

Here we go!

26/03/13:

 

Faith, Hope And Charity – Let’s Go To The Disco

 

Música legal precisa ser legal nos primeiros 30 segundos e essa faixa do FHC (olha que sigla!), segue a cartilha básica.

Disco music das boas, já chama o refrão e o chamamento pra pista nas primeiras frases e ai é só deixar o movimento dos quadris e dos ombros fazer o resto.

Irresistível!

Achar esse disco é missão difícil, vale uma nota preta no mercado informal e tão legal quanto essa faixa.

A banda fez relativo sucesso, mas como tudo o que é muito bom nessa vida, sumiu.

Então, faça o que as meninas da música te dizem: bote seu sapato de dança e vai dançar!