Echo & The Bunnymen – Ocean Rain (1984)

Ocean Rain é o disco de rock mais bonito já feito.

Não houve nada igual e não existirá nada melhor.

9 faixas que se ligam através do belo, do sutil, do ambicioso e do sublime.

Como compositor, tenho uma inveja fela de um monte de gente, mas tenho uma inveja particular do Echo e em especial, com algumas faixas desse álbum.

Não dá pra fazer um disco tão lindo como esse e não sair impune.

Ocean Rain foi o ápice de uma carreira sensacional, que não ficaria pior depois, diga-se de passagem.

Neo-Psicodelismo, Pós-Punk melódico, Pop Ingles com pitadas góticas? O Echo é inclassificável. Ouvindo-se atentamente, não dá pra rotula-los com nada.

Em Ocean Rain, toda a verve messiânica de Ian McCullouch chegam ao auge e a banda cresceu toda. Os arranjos mais abertos, com produção mais arejada, projeta o som intimista do grupo para salões maiores e maiores audiências, subindo o volume das cordas, enfeitando as canções com violinos e violoncelos em uma dinâmica muito arrojada, que fez toda a diferença no resultado final.

Impossivel não se emocionar com Silver, Crystal Days, Seven Seas… canções simplonas absolutamente maravilhosas. The Killing Moon é batida, todo mundo conhece, ou deveria conhecer, mas mesmo assim, ainda é uma surpresa em cada nova audição e fica mais bonita em cada uma delas.

Agora, covardia é a faixa que fecha o disco. Ocean Rain é magnânima como poucas musicas o são, e o fato desta ser a faixa que encerra o álbum é pura ironia, pois pouca importância se dá para a ultima musica do disco e poucos são os grande álbuns em que a última é a melhor do disco… sem pesquisar nada lembro de alguns: Day In The Life, dos Beatles; Torn Curtain, do Television; Ohm Sweet Ohm, do Kraftwerk e Thats How i Escaped My Certain Fate, do Mission of Burma.

Pesquisando, acha-se mais coisas, mas vocês já entenderam, certo?

Sempre faltarão palavras para resumir o Echo e Ocean Rain, então não vou mais caçar palavras para ele.