Luan, o meteoro do Metal!

luanrock

Essa semana o mundo da música brasileira recebeu a noticia mais chocante da semana (não, os Tribalistas estão todos bem seus apartamentos luxuosos).

O cantor Luan Santana anunciou em sua conta no Twitter que depois de 10 anos no Sertanejo, vai se arriscar no estilo que realmente “ama”: O Heavy Metal!

Luan deve ser um dos 5 ou 6 artistas que mais faturam com música no Brasil, assim uma noticia dessas deve deixar os contratantes mais preocupados do que os fãs do cantor ou os “poucos” especialistas em música que sobraram por ai.

Isso não é novo, muitos artistas já optaram por esse caminho em algum momento de suas carreiras, alguns se deram bem, outros nem tanto.

Se vai o caso do nosso astro pop, eu não sei, espero que ele escute os discos certos de metal e não os que vieram no RiR para criar sua carreira “metaleira”.

Segue abaixo para nosso deleite, alguns desses casos positivos e as “derrapadas”.

Metaaaaaaaaalll!

Pat Boone – In a Metal Mood: No More Mr. Nice Guy (1997)

Pat sempre foi o crooner da “família norte-americana”, mas em 1997 já com idade avançada, ele resolveu fazer um curiosíssimo álbum de “jazz e swing” com covers de clássicos do Hard e do Heavy Metal. Ouvi isso muito e dei muita risada também. Não sei afirmar se isso deu um up em sua carreira, mas foi divertido.

 

Luiz Caldas – Castelo de Gelo (2010)

Luiz é um dos mais versáteis e talentosos guitarristas e cantores do pais. Fez sucesso estrondoso na época da lambada (final dos anos 80), mas já fez discos de bossa nova, tango, jazz, e em 2010 fez um ambicioso projeto de 10 cds cada um num estilo (até disco em Tupi ele gravou). Castelo de Gelo é o disco dedicado ao rock e que passa pelo Heavy Metal em algumas faixas. E quer saber, é bom demais!

 

Odair José – Dia 16 (2015)

Outro gênio. Conhecido erroneamente como o compositor de “música brega”, Odair é talentoso e multifacetado e em sua carreira já deixou isso muito claro. Já fez disco de folk rock, no álbum Assim Sou Eu (1972) e até uma “ópera-rock” conceitual no incrível Filho de José e Maria (1977). Aí um belo dia, ele resolve fazer um disco puxado pro “Hard Rock” e acerta na mosca. Dia 16 traz o artista aos quase 67 anos com um disco de fazer inveja a quem tem menos da metade de sua idade.

Glória – (Re)Nascido (2012)

O que já era ruim, sempre pode piorar. Depois de anos tentando ser uma banda de punk pop e só conseguindo ser uma banda de punk hardcore pop bem meia boca, eles decidiram tomar o rumo do “metal” em 2012. Não colou! Os caras até tocam bem, mas não convence nem o mais otimista fã de Def Leppard.

 

Robertinho do Recife – Metal Mania (1984).

Guitarrista versátil, já tocou com quase todo o mundo e emprestou seus serviços para Alceu Valença, Fagner, Amelinha, Geraldo Azevedo e ganhou fama e fortuna quando montou a banda Yahoo nos anos 80. Seguindo a linha de “Hair-Metal”, fez sucesso e com isso gravou seus discos solo (o mais legal é Ah, Robertinho do Recife). Metal Mania é disco pra colocar no mesmo patamar de Quiet Riot, Warrant, Motley Crue e outros (se é que isso é bom, mas é…)

John Zorn / Naked City – Torture Garden (1990)

Não sei nem se dá pra chamar uma escapadela de Zorn para o Metal extremo (no caso desse álbum, para o grindcore) como algo diferente em sua carreira. O saxofonista e compositor já transitou pelo jazz-fusion, clássico contemporâneo, ambiente, eletrônico e blues. Violento, Zorn fez um dos mais radicais álbuns de sua carreira e isso ainda nem é tudo.

Vanusa – What To Do (faixa do álbum Vanusa 1973).

A cantora cometeu pelo menos 3 discassos no começo dos anos 70, cercada de ótimos produtores e num momento propicio para a inventividade, Vanusa deu asas a criatividade e se permitiu cantar um “hard rock”, que poderia ter influenciado o Black Sabbath em seu “Sabbath Bloody Sabbath”. Pode não ser verdade, mas tá bem perto!

The Cult – Sonic Temple (1988)

Ninguém se atreve a falar mal do The Cult, mas vamos combinar que a carreira discográfica da banda, mesmo com muitos acertos sempre foi um “samba do crioulo doido”, passaram do gótico (Dreaming) para o hard rock (Electric) e caíram num metal farofa em 1988. Da fase 80’s da banda, é o álbum mais irregular e também o pior que eles fizeram nesse período (nada como algumas décadas passada para tudo ser perdoado).

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