How To Be A Zillionaire – ABC (1985)

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O ABC sempre foi uma banda chabi e charmosa.

Um dos melhores exemplos do “new romantic” oitentista aquele negócio que tanto gostamos de ouvir escondido (hoje nem tanto) e tanto gostamos menosprezar.

Tinha muita merda, mas também tiveram discos maravilhosos como esse do ABC, lançado já no final do movimento de new romantic, e que ainda sim foi um grande hit na época.

Influenciado por Bowie e Roxy Music, o ABC que começou como um quarteto e nessa época virara uma dupla, tinha no seu dna a vontade feladaputa de ser pop e conseguiu sem vergonha alguma atingir esse propósito e por mais datado que possa parecer o álbum, a sonoridade e os timbres, ainda sim é um disco ótimo.

Houve um revival nos anos 2000, com a volta inclusive do próprio ABC.

How To Be…traz o saudosismo de uma época dura, de perrengues políticos, sociais e econômicos e fala muito bem aos ingleses da Era Thatcher, cheia de desilusões, angustias e vontades.

Discasso.


Roxy Music – Siren (1975)

Se o Roxy Music merecesse um único adjetivo, CLASSUDO seria-o.

Poucas bandas foram tão classudas, estilosas e competentes como o Roxy foi em sua existência.

Todo mundo circulava nos panos, nas purpurinas e cercados de belas mulheres nas capas, nas festas e onde elas fossem convidadas.

Bom gosto, isso era o que o Roxy Music cultivou ao longo de sua carreira.

Quem prestar atenção aos seus discos, vai encontrar uma fusão irresistível de pop setentista, rock com um tiquinho de jazz, experimentos eletrônicos e uma seleção de sons que não deixam dúvida, as preocupações dos caras estavam concentrados no que realmente interessava:

Festas, drogas, mulheres, álcool e beleza.

Tudo muito chique, o Roxy produziu 5 discos perfeitos nos 5 primeiros anos de atividade da banda, ai eu pergunto: Quem conseguiu tal feito? Nem Beatles, nem Led Zeppelin, talvez Kinks e talvez Clash.

Uma das minhas bandas favoritas all-time, em Siren (que hoje é o meu favorito), abre com a perfeita: Love Is The Drug, com seu clima putanheiro de luxo, segue para End Of The Line, descrição de uma alma mundana perdida em busca de paz mas que sua vida pregressa já não comporta mais. Uma das musicas mais bonitas do Roxy, com Brian Ferry cantando como nunca numa balada arrepiante.

Mas nada superará She Sells. Tudo é perfeito, um dos rocks movido a piano mais fodas já feitos e pronto. Não me canso de ouvir, coloco pelo menos 5 vezes em cada escutada. Se eu tivesse uma cartola, seria a música que eu usaria para dançar e jogar a cartola no público.

Muito chique, muito fino…

Bandassa.