Link Wray – Mr. Guitar (1995)

Link Wray foi o meu guitarrista favorito.

Meio índio, meio branco, morreu na Suécia, país que escolheu para asilo cultural e foi o primeiro cara a tocar guitarra distorcida na música.

Inquieto, o guitarrista produziu singles de rock instrumental que flertavam com a surf music, rockabilly, country e outras coisas.

Foi o primeiro cara na face da terra a fazer barulho com a guitarra.

Antes de Hendrix e todos os outros.

Pouco se sabe sobre ele, como ele não cantava e não tinha muita vontade de ficar pagando de gatinho na cena, ficou na margem durante toda sua carreira e possivelmente morreria com reconhecimento próximo de zero, até que Quentin Tarantino lancou o filme Pulp Fiction e jogou luz não só pra Wray, mas para Dick Dale, Dusty Springfield e porque não: Kool And The Gang.

A faixa “Rubble” que explode os falantes de qualquer som decente, foi o primeiro som distorcido que se ouviu de uma guitarra. Obra do mestre Wray, que pegou uma esferográfica e rasgou o falante do amplificador do estúdio em que ele estava gravando e assim, inventou moda, tendência e todo um modo de ser.

Este Cd duplo compilou heroicamente todos os compactos que Wray lancou nos anos 50 e 60 pelo obscuro selo Swan Records.

São 62 lições de música que deveriam ser ouvidos incessantemente por qualquer cara que pretensamente queria se utilizar da guitarra elétrica como instrumento de expressão e de oficio.

Tipo do disco que eu não trocaria por nada nessa vida.

Só se alguém for muito louco e lança-lo em um vinil 200 gramas.

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