Betty Davis – Is It Love Or Desire (1975) (2009)

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Com um nome desses, Betty Davis já nasceu para ter poder.

Betty foi a mulher que melhor cantou o funk nos anos 70 e olha que estamos falando de Funk e anos 70 na mesma frase, e de quebra foi a mulher que envenenou a bebidinha e a vida de Miles Davis e colocou o maridão em uma trilha sem volta pelo rock e pelo funk e foi peça fundamental na virada musical de Miles no final dos anos 60, onde o trompetista acabou inventando o jazz-rock ou fusion.

Assim, de tabela a mulher ajudou a mudar a cara da música negra por duas vezes.

Isso não é pra qualquer um, ainda mais pra qualquer uma.

Com 70 anos completados há pouco tempo, Betty foi de tudo um pouco em sua vida. Começou aos 16 anos como modelo aos anos 60, de beleza selvagem e inteligente, daquelas de assustar e atrair uma legião de fãs, se enturmou com a turma malucoide da época e se enveredou pro lado da música, tocou com os Chamber Brothers antes de seguir carreira solo, fez 3 discassos de funk e esse que vos introduzo enquanto batuco o teclado foi gravado em 1975, mas só lançado em 2009 e trata-se daqueles discos com som tão pesado que machuca o ar.

O que dizer das dedadas ouvidas no contrabaixo em Crashin From Passion? Minha mãe, é muita covardia. E a ultra moderna, pesada e indestrutível It’s So Good? E o Funk de breque puxado em Bottom Of The Barrel?

Ficar descrevendo as porradas que cada faixa te dá na orelha é perda de tempo, pois até quando o disco fica mais sossegado como na faixa When Romance Says Goodbye, você fica imaginando que todo mundo vai entrar com todos os instrumentos a toda e arrebentar com tudo. Isso não acontece, tudo fica na sugestão, no sapatinho, mas no fio da navalha.

Betty é uma interprete que tem um registro de voz que por vezes lembra um homem de voz fina cantando, tipo um Prince em inicio de carreira. Raçuda e vibrante, Betty é aquele tipo de cometa artístico que aparece de vez em quando no mundo, zoa com tudo a sua volta e sai andando, deixando a bagunça para os homens limparem ou tentarem entender seu legado.

Já falei que amo funk americano, assim como 9 entre 9 apreciadores de música, mas tem alguns casos que amor é pouco e Betty Davis é uma delas, ou uma das poucas na verdade.

Diva absoluta.

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