10 Músicas Horríveis que eu Amo!

Sem medo de ser feliz!

Muitas dessas músicas listadas tem a única razão de serem canções feitas para “entreter” ou “vender”.

São superficiais, muitas delas pobres em rima, em ritmo e em harmonia.

Quase todas são simplórias, bobas, idiotas e devem ter sido gravadas tão rapidamente que sequer passaram por alguma melhoria técnica ou conceitual.

Mas quer saber, amo elas!

Fazem parte de um certo círculo que todo mundo viciado em música tem que são os “Guilty Pleasures”. Sem vergonha nenhuma, apresento abaixo uma lista pra deixar qualquer ambiente feliz e esses ai são os meus:

 

  1. High – Lightouse Family

A dupla inglesa foi um dos maiores “hitmakers” dos anos 90. Seguindo a linha pop eletrônico “sofisticado” pero no mucho, fizeram baladas soporosas e musiquinhas pra se dançar sem derramar uma gota da bebida. Tudo meio sem sal, mas eu adoro essa música, em especial o refrão com os backing vocals, dá aquela sensação confortante de um porto seguro para os ouvidos.

 

  1. For Your Babies – Simply Red

Só o fato de incluir o Simply Red em qualquer lista de melhores “qualquer coisa” já é culpa pra carai… e dizer que eu acho essa música incrível? Ela tem todos os clichês possíveis de uma canção pop superficial. Solo de violão ruim, bateria quase inexistente, cantado no máximo da burocracia do “soft soul White” do SR, mas tenho uma ligação de “amizade afetiva” por ela.

 

  1. Love Is In The Air – John Paul Young

O cantor australiano cometeu um dos mais belos “one hit Wonders” ever, refrão grudento e emocionante, impossível não se deixar contagiar pelo otimismo inocente exageradamente açucarado e bobo.

 

  1. The Sign – Ace Of Base

Poderia facilmente ser All That She Wants, mas ai iria contra o espirito do tema de hoje, afinal All.. é uma canção pop perfeita, não se encaixa nesse tema. The Sign é deliciosa, mas é uma porcaria, convenhamos…

 

  1. Live To Tell – Madonna

A Madonna tem ótimos sucessos, quase tudo o que virou hit é hoje meio “clássico”, mas os fãs não vão muito com a cara de Live to Tell, por que é uma balada bem da “ruim”. Pretensiosa, super produzida, mas insipida, a canção ganhou destino certo nas rádios “adultas” ou de “musica de velho” e me embalou pra dormir algumas vezes quando eu era projeto de adolescente.

 

  1. Sonhos – Jane Duboc

A Jane foi a minha primeira paixão platônica, primeira musa! Amava as bochechas e a calça “bag”, muito em moda na década de 80. Jane tem passado de respeito, cantou numa das primeiras bandas de “rock progressivo” nos anos 70, o Bacamarte, mas pra sobreviver, caiu no pop “Sullivan e Massadas” e fez alguns hits nos 80s. Sonhos é bem marcada, cafona e tem o refrão mais paiero, maravilhoso do pop radiofônico brasileiro.

 

  1. Harry Houdini – Kon Kan

Kon-Kan não vale uma nota falsa de 3 dolares canadenses, mas o disco Move To Move é um dos poucos “intocáveis” da minha discoteca. Tem músicas ótimas e que nem considero “guilty”, mas Harry é bem da vagaba. Teclados toscos, voz fanha, mas quem liga pra esses detalhes, não é?

 

  1. Perigo – Zizi Possi

Virou cantora séria cedo demais e quer saber, Sullivan e Massadas no final das contas não eram tão FDPs assim. Como não amar o clipe de Zizi e Didi? Obra-prima da breguice!

 

  1. Bring Me Edelweiss – Edelweiss

Essa é outra disgrama que dá vergonha compartilhar, mas eu gosto tanto que tenho a pachorra de guardar na coleção um 12’’ desse compacto. House ítalo, batidão “popero” e refrão surrupiado do ABBA. Irresistível.

 

  1. Conquista – Claudinho e Buchecha

Contra o espirito da lista, estou longe de achar essa música horrível. Injustamente, essa canção passou a sua vida toda sendo tratada como “porcaria”. Preconceito enorme, pois ela é genial em forma e conteúdo. Primeiro: tem uma linha de baixo eletrônico bem desenhada e incrivelmente bem executada. Segundo: o vocal é preciso, te direciona claramente para o sentimento que a música lhe proporciona. Terceiro: refrão ótimo, alto e contagiante. Canção pop perfeita.

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Katy Perry, deixa de ser chata e volta pro Pop!

 

Semana passada, na madrugada de 14 para 15 de julho, a cantora e compositora Katy Perry colocou no mundo sua nova música, Rise, tema da rede americana NBC para a cobertura dos jogos olímpicos que acontecerão no RJ.

Seguindo a linha do seu ultimo álbum lançado há três anos, o fraco Prism, Katy tenta ser algo que ela não é, mas que seu publico virou.

Chata! Chatissima!

Katy quer que sua música cresça, fique adulta e se comunique com seu público atual: gente meio adulta-meio criança cheia de marra, cheio de certezas e de boas intenções.

Ou membros de “minorias”, que no fim hoje formam a maioria de seu público: gays, gordinhas, sardentas, meninas que usam aparelhos, pessoas que passaram por algum trauma ou pseudo trauma, doentes terminais, adolescentes de 25 anos e até brancos católicos.

No fim, ela quer se comunicar com todo o mundo, (cantora pop faz isso, certo?). Pura matemática.

Nada de mal e absolutamente nada de imoral ou errado nisso, ok? É só uma constatação.

Pura tática milimetricamente planejada pelo seu time para incluir todo mundo e fazer com que fã/seguidor se sinta especial e único, com uma mensagem de auto-ajuda a gente chata que não vai ser nada além do que já é: um bando de zé ninguém como todos nós somos.

Deixando o público consumidor de lado, Katy vem tentado dar um passo maior que suas pernas, e como todas as cantoras brancas, negras, amarelas que fazem música pop atualmente, tenta seguir os passos da matriarca absoluta desse business.

Sim, é de Madonna que estou falando.

Tal qual Madonna, Katy tem tentado se adaptar ao mundo confuso de hoje (Madonna parece ter desistido/cansado), mas há uma diferença que sobrava em Madonna e falta em Katy que é o plano real, a carta na manga, o “Ás de Paus”.

Madonna já tinha o seu desde o começo: sexo, libertinagem/liberdade, inclusão radical de uma turma de excluídos (gays, trans e etc.) nessa dança e um belo peteleco no caretismo do mundo de outrora.

Madonna executou o plano com estilo e coragem: com o fantástico e bem sucedido álbum Like a Prayer (1989), nos singles de Vogue e Justify My Love (1990) (dois clássicos absolutos) e fechando com o escancarado e primoroso Erótica (1992), ela parece ter botado no mundo o que tinha em mente desde o inicio e o que veio depois disso foi só gozo.

Até chegar lá, Madonna fez discos pop competentíssimos e amadureceu a arte da provocação com precaução, esperando o momento da dar o bote.

Katy é esperta, mas tá tentando amadurecer antes do seu tempo e pior, sem o estofo pra isso, e nesse mundo ultra ansioso, qualquer queimada de etapas numa carreira tão calculadinha e bem feita como tem sido a dela, pode ser ruim no futuro.

Perto das Beyonces, Rihannas e Lady Gagas da vida, ela está muito na frente por que justamente foi a única de todas elas a fazer dois discos pop sensacionais que são a cara e o cerne dessa geração: One Of The Boys, de 2008 e principalmente Teenage Dream, de 2010, pra mim, um dos melhores discos dos anos 10 e álbum com pelo menos 3 ou 4 músicas que caberiam facil num album pop de um Blondie, só pra citar uma referência “vaca sagrada”.

 

Depois disso ela resolveu virar adulta chata e cantar hinos de superação perfeitos para aberturas de Apple Stores, lojas de sapatos com trufas e claro, abertura de eventos esportivos de massa e chatos.

O mundo pop é uma disputa perversa e injusta, Katy parece ser realmente do bem, mas precisa voltar a ser mais “sapeca” e “malandrinha” pra não ficar pra tras já que ela é a moça certinha que só sabe das sacanagenzinhas mas faz suas orações antes de subir ao palco e dormir.

E não, ela não tem o estofo da Madonna e nem parece ter um plano tão bom assim, mas musica pop é feito por e consumido por jovens, ela já tá virando veterana então é bom arrumar um bom plano agora para não ser esquecida ano que vem.