Technotronic – The Album (1989)

Armações musicais que fazem mais do que simplesmente ganhar dinheiro, sempre me interessaram e o Technotronic foi mais um dos tantos que pintaram nesse período áureo da Dance Music, em especial, a Dance Music europeia.

Por incrível que pareça, o Technotronic foi um projeto gerado na Belgica com uma cantora-rapper americana e uma expertíssima seleção que fez história e tanta história que seu primeiro single Pump Up The Jam, acabou virando gênero, ou você nunca ouviu falar do “pumperô”?

Pois é, ainda jovenzinho, ouvi esse termo e separei na minha cabeça que “pumperô” era som de playboy e rock era a minha.

Mas ai, eu tava confuso, porque achava as músicas desse álbum simplesmente do caralho, mas tinha o lance de rock x eletrônico e ouvia escondido canções espetaculares como: Get Up ou Move This, que tem um dos melhores riffs do pop mundial.

E em algum momento, os irmãos Reid (sim, eles mesmos, do Jesus & MC), em 1989 declarou amor ao som e as propostas sonoras que a rapaziada do Technotronic colocou na pratica nesse álbum.

Infelizmente, a armação não foi adiante, porque coisa maior estava vindo por ai e restou ao Technotronic o papel de ponta de lança aposentado precocemente.

Mas no coração de quem tem 30 e poucos, o Technotronic vai viver pra sempre.

Pelo menos no meu.


The Klf – The White Room (1991)

Eu me lembro de ter comprado esse disco quase na época em que ele foi lançado, ou algum tempo depois…

Mesmo quando o mundo só falava em grunge e indie rock e eu era um entusiasta de ambos, confesso que ouvia esse disco escondido, sem entender direito o que me atraia nele, afinal era um disco de “pumpero”.

Até ai, eu também adorava o Pet Shop Boys e o Technotronic.

O fato é: só o tempo pode dar a ele a profundidade histórica necessária para torna-lo um dos mais importantes discos da primeira metade dos anos 90, e um dos hinos do fresco e fundamental movimento de música eletrônica que assolaria o mundo alguns anos mais tarde.

O Klf deflagrou o movimento de clubs e raves que na Inglaterra era uma febre e The White Room é certamente o pé na porta e a conclusão dessa viagem muito louca que tinha começado em algum momento nos anos 80, e vinha diretamente da cultura de discoteca, com o acrescimento de ácido, extase e outras bolinhas que tiverem a mão.

Algumas das mais emblemáticas músicas que faziam a galera perder o chão e se esbaldar eram: 3 A.M. Eternal, Last Train To Trancentral e claro What Time is Love?

The White Room é uma obra-prima, música de festa estranha, com uma combinacão única de Garage, House, Trance e Tecno de Detroit.

Quem foi jovem nessa época e pode dançar essas músicas como a coisa mais moderna deve ter lembranças muito boas.

Ou, se a festa foi muito boa, as lembranças podem ter se esvaído..

Melhor assim…