Ben E. King – Don`t Play That Song (You Lied)
Publicado; 23/04/2013 Arquivado em: Música Deixe um comentárioPensa num interprete pra lá de cool. Esse cara foi Ben E. King, que infelizmente ficou marcado e conhecido somente por um hit em sua bela e obscura carreira, o mega sucesso “Stand By Me”.
Tudo bem que é uma música conhecida em qualquer pais que tenha o mínimo de civilização existente.
Não ha quem não nutra o mínimo de simpatia pela interpretação emotiva e forte de King.
O que pegou é que ele sempre foi o bom moco de gravadora, que tocava e gravava o que mandavam, e quando ele foi descartado pela indústria e começou a fazer uma carreira mais interessante, parecia que ninguém estava mais lá pra escuta-lo.
Uma pena, pois Ben foi um grande interprete do soul e da alma negra americana.
Simpático e competente, escolhi essa versão que ele fez para o clássico da Aretha Franklin, preenchendo de citações a ele próprio e a outros artistas.
A linha de baixo que cita a sua Stand By Me, os backing vocais que citam Supremes e uma vocalização a la Ronettes.
Enfim, deu mais esperança a uma das mais inspiradas e tristes canções da genial Aretha.
Dica de segunda, pra começar no sapatinho.
Thin Lizzy – Dancing in the Moonlight
Publicado; 22/04/2013 Arquivado em: Música | Tags: bad reputation, dancing in the moonlight, thin lizzy Deixe um comentário
O Thin Lizzy é uma das bandas mais fodas que já surgiram. Ponto.
Coloca no bolso quase todas as outras bandas de hard rock que surgiram nos anos 70.
A combinação das guitarras com a presença de Phil Lynnot é magnética e inescapável.
O homem tinha carisma na voz, na presença, na condução do baixo e na construção da imagem da banda irlandesa mais macha da história.
Poucos discos, mas um melhor que o outro.
Bad Reputation não é o melhor disco deles, mas essa Dancing In The Moonlight é tão iluminada que ofusca por completo o resto do disco. Sai do Hard Rock direto para uma levada safada e simples, mas eficiente. Divertida como nenhuma outra, tem lugar especial entre essas músicas pra se chamar de sua.
Guilherme Arantes – Rolo Compressor
Publicado; 19/04/2013 Arquivado em: Música | Tags: guilherme arantes, lou reed, peter gabriel, robert plant Deixe um comentárioAqui nao vai nenhum tratado sobre influencia, estética ou o que quer que seja.
É amor puro, amor que não se escolhe e não se perde. Amor por algo que lhe faz bem, independente de sua idade, época, estado mental e espiritual.
Adoro música pop em todas as suas nuances e essa dica de hoje pode não fazer sentido para 99,9% do mundo.
Mas pra mim fez e ainda faz.
Foi a minha porta de entrada para o mundo pop, que seria escancarada depois por Peter Gabriel, Beatles, Robert Plant, Lou Reed e Talking Heads.
Mas foi com Guilherme Arantes e exatamente essa música que tudo começou.
Ao mestre, obrigado!
The Shangri-las – What is Love
Publicado; 18/04/2013 Arquivado em: Música Deixe um comentárioShangri-las é a minha banda pop feminina.
Sempre foi, sempre será.
Fórmula perfeita:
3 minas espertas, descoladas e gatinhas. Uma líder e duas backing vocals de mini-saias.
Fórmula repetida em toda a música pop até hoje.
Mas as Shangri-las tinha um trunfo: George “Shadow” Morton.
Produtor e compositor, Morton foi a cabeça por trás do grupo e não só as músicas são fantásticas, mas vieram embarcadas em uma produção ousada, arrojada e cheia de invenções.
Isso faz toda a diferença quando se fala de música pop e arrojo na produçnao transforma bobagens descartáveis em obras-primas eternas.
As Shangri-las e Morton tem uma porção delas, mas What Is Love melhora em cada audição, mesmo com o som mono, consigo encontrar detalhes não percebidos antes.
Ou seja, é uma delicia em cada nova ouvida.
Obra de gênio.
Them – I Can Only Give You Everything
Publicado; 16/04/2013 Arquivado em: Música Deixe um comentárioJá diziam os sábios, dar tudo ainda não será o bastante.
O Them que o diga, graças a eles a Irlanda entrou no mapa da música, sem eles, ninguém teria tido espaço pra crescer e aparecer.
Ninguém mesmo: nem Thin Lizzy, nem Pogues, nem U2, nem Stiff Little Fingers.
O Them ainda será sempre o mais espetacular representante do rock irlandes de pub.
R&b nervoso, tocado com o maximo de paudurescencia que se viu com um cantor que nascerá de nunca em nunca. Emoção a flor da corda da guitarra e na batida irritada da bateria que não alivia no pulso.
Obra de gênio! Viva o Them.
Eles nos deram tudo.
Johnny Quest intro
Publicado; 16/04/2013 Arquivado em: Música | Tags: desenho animado, johnny quest Deixe um comentárioTrilha sonora de desenho animado normalmente é muito subestimado pelo publico em geral, mas é uma das artes mais difíceis de se fazer.
Primeiro porque tudo é cronometrado e curto. Não dá pra fazer trilha de desenho longa.
Segundo, porque precisa ajudar a contar a historia ou gerar a expectativa para uma história e nesse ponto, algumas obras primas foram concebidas.
Graças ao amigo Eric Lovric, concluímos que essa intro do Johnny Quest é a mais foda dentre as trilhas fodas de animação.
Música grandiosa, pomposa, misteriosa, que induz a aventuras além mar e além de nossas imaginações.
Ideal para mentes infantis em busca do futuro.
Se nunca ouviste essa com atenção, essa é uma boa oportunidade de se reparar com uma maravilha da natureza.
Fitz and the Tantruns – MoneyGrabber
Publicado; 14/04/2013 Arquivado em: Música Deixe um comentárioNeo-Soul pra dar um belo chute na bunda gorda da chatinha da Adele, empurrar o pseudo cult Mayer Hawthorne e assoprar as cinzada da Amy Winehouse pra longe.
Se tem uma banda pop/soul mais sensacional que essa em atividade, eu não conheço, ou melhor nem existe mesmo.
Chegando perto talvez os Dap-Kings e Charles Bradley e asseclas.
Gente que bebeu tudo o que podia no soul e no pop negro americano das décadas passadas e conseguiram traduzir perfeitamente para esses tempos bicudos atuais a classe e a virilidade desse pop tocado com raça, vontade e estilo.
Em estúdio, parece contido, mas ao vivo eles são destruidores.
Impossível ficar imune a sua pericia em agitar públicos diversos, o Fitz and The Tantruns tem pouco tempo de carreira discográfica mas tem tudo para finalmente alçar voos maiores e agregar públicos mais distantes de sua ensolarada Califórnia.
Procure saber, é a banda pop que deveria estar acontecendo se o mundo fosse um lugar justo.
Leo Jaime – Solange
Publicado; 11/04/2013 Arquivado em: Música Deixe um comentárioJá escrevi nesse mesmo blog há algum tempo, que o Leo Jaime é um gênio.
Repito: o homem é um gênio.
Escrever fácil como ele escrevia e com a profundidade que poucos alcançaram na música brasileira, não era para qualquer um.
Admiro muito quem consegue compor pop e rock em português, sem cometer papelões, por que a língua não ajuda na fluidez do idioma rock.
Poucos realmente conseguiram: Roger (Ultraje a Rigor), Arnaldo Baptista, Herbert Vianna, Mulheres Negras e mais uns dois ou três.
Solange é uma bem humorada versão de “So Lonely” do grupo The Police, e conta uma historinha cheia de sub-texto, que seria um recado direto a uma funcionaria do escritório responsável pela Censura de projetos áudio visuais do antigo órgão governamental.
Grande música da nossa new wave torta.
Bruce Daigrepont – Disco Et Fais Do-Do
Publicado; 10/04/2013 Arquivado em: Música Deixe um comentárioBruce Daigrepont é um cara pouco conhecido da rapaziada e eu mesmo não fazia a menor ideia de quem era ele até o ano passado, quando uma pesquisa errada no youtube me fez cair no som dele.
Lendo um pouco sobre ele e vendo que ele conseguiu fazer Cajun e Zydeco music no anos 80 e não ter ficado datado com o tempo é no minimo louvável.
Cajum e Zydeco? Falei grego?
Vai pro google e pesquisa.
Cajun e Zydeco são ritmos típicos da música de New Orleans.
Blues, Jazz, Country e música francesa numa levada mais safada baseado no vai e vem da sanfona.
Delicia, delicia… assim você me mata!
Inspiral Carpets feat. Mark E. Smith – I Want You
Publicado; 09/04/2013 Arquivado em: Música Deixe um comentárioOs Inspiral Carpets estavam naquela tal cena de Manchester, lembra?
Final dos anos 80, começo dos 90 e aquele monte de gente incrível vindo de lá: Stone Roses, Charlatans, Happy Mondays e os Carpets.
Menos famosos e menos hypados, seguiram trilha mais sorrateira, com médios hits nas college rádios sem voos altos.
Até que num álbum que passaria batido por quase todo mundo, eles fizeram essa parceria com o irracivel e irritado Mark E. Smith para criar uma das guitar songs mais raivosas dos anos 90.
I Want You tem guitarras frenéticas, vocais entrecortados berrados e falados em 3 minutos de esporrenta e maravilhosa barulheira que nenhuma banda daquela época conseguiu fazer, porque banda de rock mesmo só os Carpets é que eram.
Por isso que essa música entra nessa seleta lista de músicas legais, porque é legal pra caceta!
E quando alguém dizer, “Vamos fazer barulho”, lembre-se dessa música e grite pro pretenso franjinha cheio de frescura realmente fazer barulho.