MG14 ou De Profundis!
Publicado; 30/09/2014 Arquivado em: Música Deixe um comentárioMais um programa no ar!
Repleto de belezas e estranhezas de praxe. Nick Cave foi o mentor espiritual dessa edição. Enjoy it, antes que o mundo acabe!
Set:
Nick Cave and the Bad Seeds – Let Love In
The Flower Children – Mini Skirt Blues
Ornette Coleman – Check Out Time (Alternative version)
Paulo Bagunça e a Tropa Maldita – Grinfa Louca
PJ Harvey – No Girl So Sweet
Dorival Caymmi – Noite de Temporal
EPMD – Strictly Business
Miles Davis – My Ship
Elliott Smith – A distorted Reality Is Now A Necessity To Be Free
John & Beverly Martyn – The Ocean
Birhtday Party – Big Jesus Trash Can
Nina Simone – Dont Take All Night
Ike Turner – You’ve Got To Lose
Nick Cave & PJ Harvey – Henry Lee
Musica Gostosa 4 no ar.
Publicado; 28/05/2014 Arquivado em: Música Deixe um comentárioMais uma viagem pelos bons sons no ar…
https://soundcloud.com/jp-bueno/musica-gostosa-v4
Set List de hoje:
The Jesus and mary chain – Some Candy Talking
The Jesus and mary chain – Never Understand (altenative take)
Incredible Bongo Band – Apache
Norma e Nornam – Menina
Seun Kuti – IMF
Brian Eno and Carl Hyde – Daddys Car
C & K Vocal – Dockyards, Railroads, shoes and Hunger
Os Ipanemas – Berimbau
Siouxsie & The Banshees – Candyman
Delgados – Witness
Nicole Willis & The Soul Investigators – Feeling Free
Tentando amar Indie Cindy
Publicado; 17/05/2014 Arquivado em: Discos, Música Deixe um comentário
O Pixies durante muitos anos foi a minha banda do coração.
Eles fizeram tudo o que queria e gostava como músico e guitarrista:
Barulho;
Ruido;
Melodias poderosas e curtas jogadas estrategicamente no meio de maremotos guitarristicos matematicamente calculados para causar os efeitos que causaram e ainda causam aos ouvintes menos atentos e menos exigentes.
Não restam dúvidas sobre a importância e relevância da banda na música moderna dos ultimos 20 anos. Talvez os últimos respiros de criatividade no rock tenham emergido de suas guitarras e seus discos.
Ainda me espanto com Surfer Rosa e coloca-lo pra escutar é como escutar as palavras ancestrais de Deus vindas diretamente D’Ele.
Estranho, bizarro, barulhento… Surfer Rosa não é só o meu disco favorito dos Pixies, como talvez o disco que mais escutei na vida!
E não dá pra dizer que ele ficaram só nisso…
Foram 4 anos de carreira discográfica simplesmente imbativeis!
Surfer Rosa é de 1988, Doolitle veio na sequencia em 1989, Bossanova em 1990 e o canto de cisne Trompe Le Monde em 1991.
Convido a quem ainda não teve essa experiencia, por favor escutem esses 4 discos na sequencia e todo o final dos anos 80 e começo dos 90 farão sentido.
Mas o assunto aqui é a morumbática volta dos Pixies aos palcos e ao disco.
Vi o show deles no ultimo Lollapalooza e foi tão modorrento que tive vontade de rever o VHS que tenho de um show em 1991 e tentar entender o que aquela banda foda ainda tinha de igual com a burocracia que foi esse show de menos de um mês atras.
E ai vem Indie Cindy…
O disco está longe de ser ruim. É até melhor do que as primeiras músicas dava a entender.
Tem muito do que o Pixies sempre pregou… as guitarras milimétricas de Joey Santiago continuam a produzir ótimos momentos, as nuances melódicas aparecem aqui e ali e a voz do Frank Black continua igual (não quer dizer que ela seja boa, mas ainda cabe muito bem).
O começo do disco não empolga, mas o fino fica para as finais… ali dá pra lembrar vagamente que o Pixies ainda é uma banda com boas ideias e furia, mesmo que de maneira palida, mas Snakes e principalmente Jaime Bravo mostram a assinatura de quem fez o disco e que ainda tem alguma coisa pra lembrar a banda que mais invejei na vida.
Ainda estou tentando amar Indie Cindy, mas já estou gostando ao invés de odiar.
Isso já é um passo.
Música Gostosa, V.2 no ar…
Publicado; 12/05/2014 Arquivado em: Música Deixe um comentárioMais um para vosso deleite ou não…
Homenagem ao dia das mães e algumas modernidades para eu não ser chamado de velho rabugento…
Tem a nova do Tricky e tem punk e tem Jesus & Mary Chain ao vivo e tem Jair Rodrigues…
https://soundcloud.com/jp-bueno/musica-gostosa-v2
Agora tá no ar…
Publicado; 07/05/2014 Arquivado em: Música Deixe um comentárioPois é, sempre tem uma primeira pra tudo nessa vida…
Primeiro podcast ao ar a gente nunca esquece, quem quiser seguir nessa viagem, seja bem-vindo!
E não reparem a bagunça e a tosquice… tudo tem um porque…
https://soundcloud.com/jp-bueno/musica-gostosa-v1
Set list:
Arthur Conley – Sweet Soul Music
The Earons – Standing Room Only
The Smiths x É O Tcham – Esse Nego Charmoso
Freda Payne – The Unhooked Generation
Garnet Mimms – As Long As I Have You
Warpaint – Love Is To Die (live)
Os Incríveis – O Vendedor de Bananas
Jackie Mittoo – Guetto Organ
Sebadoh – Sister
Paulo Mamedi – Meu Santo É Forte
10cc – I’m Not In Love
Discos e Cervejas.
Publicado; 04/05/2014 Arquivado em: Discos, Música, records | Tags: joni mitchell Deixe um comentárioSábado a tarde, 03 de Maio de 2014 e muitas boas experiências sonoras e sensoriais.
Regado a boas cervejas, tive a honra de mostrar para duas crianças como se ouve música de verdade!
Com dois toca discos, elas ficaram fascinadas com a altíssima tecnologia empenhada em escutar música em LPS.
Segurando a música em suas mãos! Tocando a capa e segurando com firmeza e delicadeza o acetato, tomando conhecimento que esse pedaço de música, se bem cuidado e tratado, existirá por muito mais tempo que todos nós!
Espero ter ajudado a abrir um novo mundo para esses dois futuros homens.
Que sensação gloriosa!
Esse foi mais ou menos o repertório do Set que fiz harmonizando com o ambiente, o Sol e com o pequeno mas muito atento e simpático público que lá esteve.
Que mais dias assim se sucedam!
Joni Mitchell – Talk To Me
Marios Group – Borungku Si Derita
John Fahey – Impressions Of Susan
Sonny Rollins – Stone Rode
Calexico – Black Heart
Delfonics – Ready Or Not Here I Come
Os Ipanemas – Nanã
Kurt Vile – Jesus Fever
Roxy Music – Virginia Plan
J.J. Cale – Cajun Moon
New Orleans Sweet Emma and Her Preservation Hall Jazz Band – Clarinet Marmalade
Fagner – A Palo Seco
Prince – Starfish & Coffee
Aretha Franklin – Two Sides Of Love
Jorge Ben – Cosa Nostra
Ike & Tina Turner – She Came In Through The Bathroom Window
Emilio Santiago – Bananeira
Oswado Nunes and The Pops – Tá Tudo Aí
The Supremes – You Can’t Hurry Love
Joe Cocker – Woman To Woman
Roy Ayers Ubiquity – He’s a Superstar
Dee Felice Trio – O Happy Day
Showaddy Waddy – Chain Gang
Os Nucleares – Apolo 0
Fabian – Gimme a Little Kiss
Syl Johnson – Different Strokes
J.B. Pickers – Freedom of Expression
Wreckless Eric – Waiting On The Surface of The Moon
Dee Dee Sharp – Seven Day Weekend
Nelson Riddle – The Untouchables
The Replacements – Alex Chilton
The Headboys – My Favourite DJ
The Byrds – All I Really Want To Do
João Ricardo – Salve-se Quem Puder
Eumir Deodato – Whole Lotta Love
Woody Guthrie – Oregon Trail
The Zombies – Tell Her No
Los Bravos – Black Is Black
The Wailers – Beat Guitar
Gene Rambo and the Flames – My Little Mama
Orchestre Kanaga De Mopti – N’do n’do
Triston Palma – The First Time
5 filmes pra lembrar de Philip Seymour Hoffman
Publicado; 03/02/2014 Arquivado em: Música | Tags: David Mamet Deixe um comentárioPutz, que tristeza… E lá se foi mais um dos grandes…
Relembro com pesar 5 grandes filmes desse cara…
5. Capote – Bennett Miller: Momento de sublime e mediunica interpretação do afetado, pretensioso, mesquinho e sensacional escritor norte americano Truman Capote. Pra dar vida a um sujeito tão polêmico como Truman, só o Philip. Ganhou Oscar, mas poderia ter sido o primeiro de vários.
4. Deu A Louca Nos Astros – David Mamet: Comédia deliciosa e pouco vista do Mamet sobre uma trupe de Hollywood que vai ocupar uma pequena cidade americana para rodar um filme e situações de todo o tipo acontecem nessa estadia. Philip mostra um lado cômico muito fino que poderia ter sido melhor aproveitado em outras comédias, vivendo o roterista dessa embrulhada que tenta salvar seu texto e o filme. Elenco de primeira capitaneado por William H. Macy.
3. Antes Que O Diabo Saiba Que Você Morreu – Sidney Lumet: Um dos últimos filmes dirigidos por Lumet, encontra uma história bizarra e amarga de dois irmãos que armam um assalto na própria loja dos pais e vêm tudo dar completamente errado. Philip faz o irmão mais velho e mentor do golpe. Destaque absoluto para a primeira cena do filme, uma das mais violentas cenas de sexo já mostradas no cinema. Coisa muito corajosa de fazer e de filmar. Filmaço!
2. O Mestre – Paul Thomas Anderson: Outra interpretação de gala. Dificil saber quem é o protagonista! Aqui, ele interpreta uma espécie de lider de uma seita não religiosa, mas que aplica religião, ciência e plr que encanta a elite americana, mas que se revela uma enorme farsa intelectual. Livremente inspirado na vida de Ron. Hubbard, um dos criadores da Cientologia. Filme primoroso com grandes tintas kubrickianas.
1. Almost Famous – Cameron Crowe: Já que o blog é de música, puxei sardinha pro meu lado e lembro com muito carinho o gigantesco papel de Hoffman na pele do lendário e incendiário Lester Bangs (um dos meus heróis musicais), crítico de música que figura no filme como o mentor do jovem jornalista musical.
A Hipocrisia da Hipocrisia ou porque ninguém se lembrará de nenhuma música do Nelson Ned
Publicado; 07/01/2014 Arquivado em: Música | Tags: música, meios de comunicação, Nelson Ned Deixe um comentárioEu queria escrever mais longamente sobre Nelson Ned, sobre seu legado, sua influência e tudo o mais, mas não vou ser hipócrita: Se eu escutei 4 músicas dele foi muito, então não vou perder tempo inventando lorota pra encher linguiça.
O gênero romântico, ultra romântico que ele representava (e o fazia com maestria) não era bem o que eu procurava quando comecei a escutar música e mesmo depois de velho, ainda não me deixei encantar pelo gênero.
E tentando fugir da hipocrisia, não é porque o cara morreu que ele virou santo e Deus e vou correr atras da obra dele.
Numa busca rápida pelo YouTube, principalmente em vídeos com suas musicas em espanhol, a quantidade de pessoas de outros países desejando condolências e homenagens nas mensagens é tocante.
Assim, o que mais me espanta é a pálida reação dos meios de comunicação e dos próprios colegas músicos brasileiros que não abriram um “a” sobre ele.
E estamos falando de um caso único na história da música popular mundial!
Quantos anões brasileiros cantavam como ele cantou? Ok, pra fugir do caricato e inusitado, pergunto: Quantos artstas brasileiros lotaram um Carneggie Hall em Nova York como ele fez?
Tentar descobrir o porque destes dois fatos fascinantes ninguém foi né?
Sabe porque?
Porque ele não virou modinha! Não virou queridinho da turma do fermento que domina a cena de música brasileira que manda e desmanda em editais e em showzinhos super-faturados e tem o Estado como bom contratante de shows e eventos culturais.
Aqui, diferente de outros lugares, não preservamos nada. Nossa memória é uma porcaria e parece que não damos a menor pelota para nosso legado cultural. Fazemos o que fazemos com o velho, jogamos num asilo junto a outros velhos e que todos morram de qualquer pneumonia, gripe, ataque ou que seja bem longe da gente.
Nossos grandes artistas “pop” de verdade estão indo e seus registros estão sumindo como pegadas na área. Poucos tem empregado tempo e paciência em colher e guardar de maneira decente esses arquivos preciosos.
Infelizmente, nosso imediatismo barato e burro na busca de uma nova “Voice Brasil”, só nos coloca de frente a artistas medíocres que podem saber usar muito bem a caixa toráxica, o gogó e cantar muito bem, mas que não cantam com a verdade e a vivência como um Nelson Gonçalves, Silvio Caldas, Cauby (tá vivo ainda viu gente! E ainda produzindo!) e o próprio Ned.
A esses medíocres, lhes restará o mesmo destino que temos reservado aos grandes. O ostracismo!
Tudo passa, tudo passará!
Os melhores de 2013? E teve?
Publicado; 29/12/2013 Arquivado em: Música | Tags: Charles Bradley, David Bowie, Grant Hart, Matangi, Parquet Courts Deixe um comentário2013 foi parecido com 2012. Coisas interessantes absolutamente escondidas no mundareo de “datas” que são despejados diariamente no mundo da música. Quando você acha que nada mais pode acontecer, não é que ainda tem uma galera fazendo coisas decentes?
E lá vem elas:
12. Parquet Courts – Light Up Gold
Meio punk, meio indie rock 90’s, diretamente do Brooklin novaiorquino, atual epicentro musical norteamericano mais quente de bandas, casas minúsculas de shows e uma galera de movimento.
O Parquet traz boas referências sonoras e um certo desinteresse genuíno em querer ser aceito pelo maldito mainstream indie que insiste em te vender Vampire Weekend (que é lá do Brooklin também) e Lorde como tais.
Barulhinho bom e meio destrambelhado, o Parquet é bem decente e virou favorito aqui em casa.
11. M.I.A. – Matangi
M.I.A é a artista feminina mais importante dessa decada.
Mesmo com discos espetaculares, eu ainda achava que ela não tinha achado sua voz de verdade.
Acho que em Matangi ela achou! E como!
Sexy, moderna e com um apetite pela destruição, M.I.A. quer ver o circo pegando fogo e seu som traduz bem essa busca.
Pesado, estranho e sem amarras, Matangi é compreensível em qualquer lugar que tenha periferia, violência e esperança, mesmo que ínfima.
10. Grant Hart – The Argument
Um disco pequeno. Pequeníssimo!
Que poderia ter sido lançado em 2013, em 1993 ou em 1988.
Atemporal e urgente como tudo que Grant Hart fez em sua vida útil com o Husker Du e fora.
Grant é um outsider legítimo, dono de seu tempo e obra. Talvez um dos últimos que ainda circulam por ai.
9. Kavinsky – Outrun
Absolutamente animal! Esse disco é pra quem gosta mesmo de música eletrônica movida a botões, válvulas e um cheiro de retro por todos os lados.
A melhor coisa do filme Drive é a trilha sonora de eletro-rock, synth pop e robot house sabiamente empregada durante todo a fita e foi nesse contexto que o nome de Kavinsky aparece pela primeira vez para o grande público.
Kavinsky é um personagem de fiçção retro-futurista, inventado pelo produtor musical frances Vincent Belorgay, cabeça por tras da persona e do album.
Petardo rigorosamente ignorado nas listas de final de ano da galerinha sabida.
8. Charles Bradley – Victim of Love
A história do cara é tão boa quanto a música que sai desse álbum maravilhoso.
Charles viveu na rua, passou por programas de inclusão social, seguiu com subempregos por quase 30 anos, enquanto seus projetos musicais não davam certo, até que o cabeça da Daptone Records escutou o vozeirão de trovão de Charles e finalmente aos 54 anos, conseguiu lançar seu álbum de estréia em 2012.
Victim of Love é seu segundo álbum, feito com esmero e timbragem dignas dos grandes discos de soul music dos anos 60, cortesia dos músicos apaixonados por soul que fazem o selo Daptone ser um dos mais sadios e espertos refúgios de boa música nessa decada digital.
Seguramente trata-se de um album completamente dissociado de nosso tempo, é quase uma pedra de Rosetta de nossos tempos. Dane-se, Victim é impressionante e prova cabal que talento com perseverança um dia dá em alguma coisa.
7. The Strypes – Snapshot
Sim, o The Strypes tem todo o jeito e cara de armação da semi-morta indústria da música (eu adoro armações desse tipo, porque alguém dorme no ponto e coisas boas acontecem!).
Sim, o The Strypes foi descoberta e apadrinhada por Noel Gallagher e Elton John.
Sim, o The Strypes é banda de moleque, o mais velho não tem 18 anos.
Sim, são eles que tocam e compoem as songs (quando eu ouvi pela primeira vez eu não acreditei que uns pirralhos de 17 anos estivessem tocando com essa maturidade e pegada).
Se rock and roll tem algum futuro e se é que precisa de um, então o The Strypes tá no caminho.
6. David Bowie – The Next Day
E quando ninguém mais esperava nada do Bowie, não é que ele me solta um disco como esse The Next Day.
Um senhor álbum com muita cara de final dos anos 70 e começo dos 80. A referencia é o Scary Monsters, mas acho que Next Day poderia ter sido o disco seguinte, ao invés do popaço Lets Dance, ou algo ali no periodo Tin Machine.
Nada em The Next Day sugere mostras de ferrugem ou limo, tudo ainda soa fresco, esperto e com muita fome. Bowie sugou seu próprio sangue mais jovem pra criar um sensacional e nada maduro álbum pra ensinar como se faz um bom esporro com pouco barulho e idéias arejadas.
5. Chance The Rapper – Acid Rap
Olhando pra frente, um moleque de 19 anos chamado Chancelor Bennett, usou a informação e o boldo cultural de sua Chicago (leia-se, todos os blacks que o antecederam, no Jazz, no Soul e no Rap) e criou uma deliciosa Mixtape que espanta pela leveza e modernidade. Só faltou um hit a la Hey Ya pra transformar esse cara no cara logo no seu primeiro respiro ao mundo.
Guardem esse nome, se o futuro ainda privilegiar talento e visão (acho que sim), a ponta de lança da música americana está na voz e nos beats de Chance The Rapper.
4. Death Grips – Govemment Plates
Violento, moderno e extremo.
O projeto Death Grips desafia generos, rótulos e carimbos desde que eles apareceram chutando todas as portas em 2011. Impressionante, não dá pra ficar em cima do muro.
Mais do que se posicionar, é entender o que está acontecendo. Muita coisa acontece em pouco tempo, você fica tonto e quando começa a entrar no som dos caras, a viagem vai fundo.
Digital e artificial, tudo é construido sob base de ruidos, barulho metálico e um senso quebrado de ritmo que não tem adversários a altura.
3. Daft Punk – Random Access Memories
De longe, o álbum pop mais importante do ano.
Pro bem e pro mal (mais pro bem), o Daft Punk bolou um surpreendente e ambicioso retorno a um tipo de pop construido nos anos 70 que não emula somente o funk ou a disco, mas também um tipo de pop radiofônico feito por gente barbuda nessa mesma época.
Random é um excelente e inesquecível apanhado do bom pop pra adultos que se fez nessas últimas decadas (tem referencia pra todo mundo, seja Mike Oldfield a Chic, passando por E.L.O. e Steely Dan).
Todos os créditos e glórias que o disco e o Daft estão colhendo são justos e confesso que relutei a aceitar esse álbum.
Não reluto mais.
2. My Bloody Valentine – Mbv
Só existe uma razão sensata para esse álbum estar aqui nessa lista. O disco existe e ponto.
22 anos se passaram e o som da banda continua praticamente igual ao seu clássico Loveless. Músicas longas, guitarras que vão longe nos efeitos, vocais que vão longe também, praticamente indecifráveis.
Continua tudo lá, inclusive a sensação de que as músicas vão se despedaçar no meio ou virar fumaça de tão frágeis.
Mas a sensação quase familiar de reencontrar alguém muito querido é reconfortante e nem sempre se precisa andar pra frente em busca do novo. Ele pode estar estacionado bem do seu lado e te fazendo olhar pra tras.
1. Kanye West – Yeezus
Well baby, isso é a coisa mais inesquecível de 2013.
Goste-se ou não do cara e ele nunca fez questão de agradar ninguém aliviando no quesito som.
Ultimamente ele tem chutado o balde em disco após disco e Yeezus é um passo gigantesco para fora do gênero de Rap pra começar a virar algo muito maior, talvez ficando do tamanho de seu ego.
De todo o modo, Yeezus é o marco musical desse ano. Não teve a visibilidade de outros pares, mas a dureza de seu discurso, a virilidade do som e a escolha pelo soturno, já fazem desse disco um clássico.
Se o Rap é o som que melhor representa a Black Music nos ultimos 20 anos, então me permito uma digressão.
Pode parecer uma grande viagem minha, mas em termos de rompimento com o gênero e ponto de mutação pra algo que virá no futuro, Yeezus pode significar o mesmo estrago que Whats Going On, do Marvin Gaye causou nos anos 70 do século XX.
Queria explicar melhor, mas deu.
Uma noite na Livraria
Publicado; 21/07/2013 Arquivado em: Música Deixe um comentárioDiscotecar: ato de botar um som para as pessoas dançarem, mexerem os corpos, saírem de vossas realidades, flertarem, tentarem a sorte com o sexo oposto (ou não), instigador de situações de contatos físicos desejados ou não.
Coisa muito boa de fazer em qualquer lugar: em casa de amigos, clubes e até em casa.
Agora fazer isso dentro de um espaço como a Livraria Cultura, não teve preço!
Essa foi mais ou menos a sequência da noite, trazendo o fino do Soul e do R&B tentando sugerir e não simplesmente escancarar pornograficamente a virilha.
Dick Dale – Miserlou
The White Stripes – The Denial Twist
Squirrel Nut Zippers – Got My Own Thing Now
Sly & The Family Stone – I Can Turn You Loose
Stevie Wonder – Sir Duke
Jean Knight – Mr. Big Stuff
Stevie Wonder – Pastime Paradise
Wilson Simonal – Carango
Medeski Martin Wood – End of The World Party
TheoWorking Group – Young Amazonia
New York Dolls – Stranded In The Jungle
David Bowie – Suffragette City (Live)
The Rolling Stones – Get Off Of My Cloud
Bo Diddley – Bo Diddley
Smokey Robinson & the Miracles – I Heard It Throught The Grapevine
The Coasters – Down in Mexico
Ray Charles – What I’d Say
Aretha Franklin – Chain Of Fools
Elis Regina – As Curvas da Estrada de Santos
Jorge Ben – O Filósofo
Erasmo Carlos – Saudosismo
Sambalanço Trio – Step Right Up
Eumir Deodato – Tremendão
Jerzy Milian – Ktopoty pana Naczelnika
E como uma hora, faltou um monte de coisas: Detroit Cobras, Barry Adamson, Supremes e Dead Kennedys