Discos de 1998 que não Envelhecem.

Um grande amigo, Igor Oliveira, tem com outros chapas um programa no YouTube chamado Feio Forte & Formal Show em que 4 rapazes barbados já vividos comentam sobre diversos assuntos ligados a música, cinema, cultura pop e etc. O link está aqui:

https://www.youtube.com/channel/

Apesar do programa ser muito longo (quase duas horas), os rapazes esbanjam conhecimento e bom humor pra tratar desses assuntos.

Bem, nesse ultimo episódio exibido ontem, eles trataram de álbuns importantes lançados em 1998, e suas ligações afetivas com eles e a primeira coisa que salta aos olhos ou aos ouvidos é: que período fantástico para quem era fã de disco!

Algumas bandas estavam no seu auge criativo e lançaram álbuns espetaculares: Beastie Boys com Hello Nasty, Smashing Pumpkins com Adore, Jon Spencer Blues Explosion com Acme e Afghan Whigs com 1965, outras estreavam quebrando a banca, como o Air e seu Moon Safari e Lauryn Hill com seu multiplatinado The Miseducation of.., e outras mais veteranas lançavam bons discos como Rocket From The Crypt, Fugazi e Orbital. Todos esses ficaram de fora da listinha dos meus melhores de 1998… vai vendo.

Num mundo pós-Ok Computer, ficou difícil agradar a mídia especializada. Tudo tinha que ser muito elaborado, diferente e fora do comum. Apenas fazer boas canções já não bastava mais, assim muita coisa boa passou batida pelas “listas”, mas não saiu dos corações de seus fãs truzeras!

Lembro que foi um ano que acompanhei de ponta a ponta, consumindo muito os discos dessa época quase semana a semana. Sim, foi uma bom momento para ser Nerd musical, realmente os lançamentos valiam a pena.

Inspirado por esse programa dos amigos barbudos, resolvi listar meio sem ordem de preferencia, quais são os meus favoritos daquele grande ano:

Bob Dylan – Live 1966 At Royal Albert Hall: Mesmo não sendo um álbum feito em 1998, ele só viu a luz do dia em 1998. Causou comoção, principalmente por ser um documento importante de um período explosivo do senhor Zimmerman. O artista fazia a transição entre o folk e rock e desagradou muitos fãs puristas (no video acima dá pra ouvir o bate-papo de Dylan com um ex-fã). O momento do embate de Dylan com a plateia é absolutamente memorável e algumas das mais explosivas versões do repertório dylanesco estão nesse play.

 

Delgados – Peloton: A Escócia teve um período de ouro nesse ano com artistas importantes e uma bela “cena” dentro do mundo indie: Belle & Sebastian, Mogwai, Arab Strap, dentre outros. De uma ótima banda de guitar rock, o Delgados virou uma grande viagem psicodélica com nuances de rock, e excelentes composições. Uma das minhas favoritas desse período.

 

Mercury Rev – Deserter’s Song: Acabou virando o “sucessor” do Ok Computer no coração do jornalismo indie mundial. Banda americana muito foda, que começou barulhenta, violenta e intensa que passou pelo raio “progressivo-radiohead” e manteve uma intensidade junto a um lirismo e tons viajantes que caiu como uma luva no período. Ganhou como disco de ano em diversas publicações, hoje ficou meio datado, mas continua muito bom.

 

Massive Attack – Mezzannine: Talvez o melhor e mais completo resumo do ano. O Massive Attack em seu supra sumo. Saindo do seu “padrão” trip hop, o trio de Bristol incorporou no seu som, tons de gótico, o grave do Dub eletrônico, nuances de “perfect Pop”, orquestras bizarras setentistas e criou uma nuvem sonora imbatível. Ainda hoje, é um disco assustadoramente lindo.

 

Pulp – This is Hardcore: O disco flopou na época. A expectativa em torno de Jarvis Cocker e sua trupe era muito grande, Different Class, seu álbum anterior de 1995 foi um dos mais importantes registros sonoros da decada e supera-lo não seria uma tarefa fácil. This Is Hardcore é mais completo e até mais bonito que Different Class em grande parte do álbum. A linha do álbum é uma espécie de cabaré indie, tipo Morris Albert com David Bowie, canções dramáticas e algumas das letras mais inacreditáveis dessa década.

 

Hole – Celebrity Skin: O álbum foi muito bem de público e passou sem cicatrizes da feroz critica musical patrulheira da época. Hoje, Celebrity soa muito melhor que na época. Disco simples de rock com excelentes canções, muito bem estruturadas e feito para tocar para grandes plateias. Courtney definitivamente não vivia na sombra do ex-marido falecido, tinha personalidade e entregava uma interpretação esforçada e muito convincente, de quebra, tem algumas das canções mais sorridentes e deliciosas daquele ano como Heaven Tonight e Malibu.

 

Elliott Smith – XO: Mais um pra lista de artistas que “Deveriam ter sido muito maiores do que foram”. Brilhante compositor, excelente interprete de suas musicas, baita violinista. Tudo certo! Tinha feito dois álbuns incríveis e estreava por uma Major. Produção esmerada, canções suaves, bonitas e vários hits potenciais. Elliott fazia ombro com outros bardos do passado como Nick Drake e Tim Buckley, sem o niilismo do primeiro e sem o gogó do segundo, Elliott estava no meio do caminho. E por lá ficou. Na época o disco não foi tão bem recebido, mas ganhou reconhecimento tardio.

 

The Ghastly Ones – A-Haunting We Will Go-Go: Esse deve ter sido um disco que só eu e mais uma meia dúzia de malucos ouviram na época. Mistura de surf music com temas de filmes B de terror. Hoje o disco é uma raridade, com tendências a virar um “semi-cult” dentro em breve.

 

Pj Harvey – Is This Desire?: O disco é ótimo, continua sendo ainda hoje, mas na época não sei o que a tal “mídia” queria que ela fosse, pois o álbum passou despercebido por todos. Grande injustiça, esse play estabeleceu a PJ como a artista de rock mais “adulta” da década. O salto de maturidade musical foi enorme e abriu caminho para que ela produzisse duas obras-primas de sua carreira na sequencia: Stories From The City, Stories From The Sea (2000) e Uh Huh Her (2004).

 

Quasi – Featuring “Birds”: Bandinha de festinha. Dupla formada por dois músicos de Portland, dentre eles Janet Weiss, batera do Sleater-Kinney. Canções incríveis, very “indie rock” antes do gênero virar um bumba meu boi. Guitarras ardidas, fofura suficiente pra não estragar o som e agradar aos boys e as girls do rock.

 

 

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E o 1997 foi o meu 1967

Não lembro de muita coisa que eu fazia nessa época.

Mas de alguma coisa sim.

Estava trabalhando, tive apendicite no dia da colação de grau na faculdade e fui dançar na festa de formatura com um estêncil e sangrando que nem um porco.

No mais, só lembro de ter escutado a maior quantidade de discos incríveis que escutei na minha vida de jovem adulto fã de indie rock e praticamente toda a semana eu comprava Cds incríveis lançados naquele ano.

A efervescência estava no máximo!

Praticamente tudo era boa noticia no campo dos lançamentos em 1997!

Como eu transitava pelo indie rock, aquele ano foi apoteótico. Rupturas por todos os lados.

O Radiohead calava fundo o mundinho com seu lindo e festejado Ok Computer, o Oasis botava gente de madrugada na fila de loja de discos para comprar seu novo single e posteriormente pra comprar seu álbum Be Here Now (na época recebido friamente, ouvindo hoje, sobreviveu bem ao tempo, um disco que tem uma balada linda como Stand By Me não pode ser de todo o ruim, certo?).

O “Techno” avançava sobre nossas cabeças provocando discussões acaloradas sobre o futuro da música enquanto Chemical Brothers e Prodigy levavam seus beats a todos os cantos do mundão e tomavam de assalto a atenção de todos, no caso do segundo com direito a algumas polemicas no campo videoclipico como no emblemático e clássico da subversão Smack My Bitch Up.

O conglomerado Wu-Tang Clan apavorava em um segundo álbum mais festejado hoje do que na época e apontava uma direção do que viria a ser o Rap nos anos 2000.

Roni Size fez o disco do futuro que menos se lembra hoje em dia (drum and bass fazia parte do reino “Techno”), mas outros também embalaram de cabeça no d&b como Bowie e Nine Inch Nails. Mas nessa praia ainda sou fã do Photek:

Porém não posso negar que o NiN quase chegou la:

Mesmo no campo rock and roll, tudo ia bem obrigado: O Foo Fighters lançava seu melhor disco: The Colour And The Shape e o Blur surpreendia de novo e conquistava o resto do público que lhe faltava com seu album homônimo, com a ajuda da famosa “Song 2”.

Outros grupos incríveis como Superchunk, Geraldine Fibbers e Guided By Voices arrebentavam com ótimos plays e na area do violão com emoção Elliot Smith lançava o mágico Either/Or e um tal de Belle And Sebastian vinha com If You’re Feeling Sinister e um Ep com a melhor música daquele ano: Lazy Line Painter Jane.

 

No frigir dos ovos, alguns dos melhores discos daquele ano não tiveram a devida atenção, e outros dos meus favoritos sequer foram citados em alguma lista.

Num exercício de listas, faço um afetivo esforço pra empilhar os meus 10 favoritos desse ano intenso, e que não necessariamente apontaram o futuro, mas se tornaram eternos para mim. Deixei o Radiohead de fora de propósito, semana que vem escrevo sobre Ok Computer, o disco que mais amei e odiei na vida.

 

  1. Dig Your Own Hole – The Chemical Brothers

Esse segundo álbum da dupla britânica foi lançado com o jogo praticamente ganho, a torcida para que o disco fosse bom era tão grande que mesmo se fosse um meia boca já ia ser bom. Mas o álbum é espetacular, ultrapassou a fronteira do gênero techno, foi adiante (muito adiante). Agregando Hip Hop, eletrônico antigo, psicodelia e pop, as camadas de influencias desse play desafiaram o ouvinte a uma divertida aventura pelos bimps and bloims…

 

  1. In It For The Money – Supergrass

O Supergrass já era uma banda legal em 1995, fizeram um dos melhores shows de festival que eu vi em 1996 (segunda banda, do segundo dia de Hollywood Rock no Pacaembú em SP) e lançaram essa obra prima de rock e do pop britânico absolutamente 90s. Infelizmente, prestou-se pouca atenção a esse disco do trio de Oxford, o mundo e a “maldita” mídia queriam coisas mais complicadas, e In It era simples demais para eles. Hoje soa melhor que na época e se o mundo jovem ainda curtisse um rock, esse seria um ótimo disco pra se lembrar 20 anos depois.

 

  1. The Soateramic Sounds of Magoo – Magoo

Direto da Escócia, não só um dos meus favoritos do ano, mas favoritos da vida. Guitar band soturna, com algumas das minhas favoritas ever. Não saiu do gueto e tão pouco pegou lista em alguma publicação musical, mas aqui no coração desse jovem adulto indie rocker, bate e cala fundo ainda hoje.

 

  1. Ladies and Gentlemen… We’re Floating in Space – Spiritualized

Jason Pierce, o cabra por trás desse grupo produziu alguns dos maiores petardos sônicos dessa década, seja ao lado do Spacemen 3, seja com o Spiritualized. Nunca fez discos ruins, mesmo quando enveredaram para um perigoso caminho de progressivo/psicodelismo. Aqui, eles estão maravilhosamente equilibrados nessa beirada dúbia e esse álbum foi decisivo para a banda. Tão decisivo que dividiu a preferencia dos especialistas britânicos na época. Ou era Spiritualized ou Radiohead e ainda tinha o Verve de opção.

 

  1. Time Out Of Mind – Bob Dylan

De tão bonito, chegou a dar aperto no coração na época. Parecia disco do tipo “Canto do Cisne”, ultimo momento antes do fim. Felizmente ele continua vivo e lançando álbuns incríveis, e Time aparece não só nessa lista de 97, mas com certeza entre os melhores disco de Dylan desde sempre.

 

  1. Tellin’ Stories – Charlatans

O disco é não só incrível por sua qualidade musical, mas veio carregado de muita emoção por ser um álbum homenagem ao tecladista Rob Collins, que faleceu em um acidente de carro um ano antes. A banda juntou os cacos, exorcizou a tragédia e colocou no mundo esse belíssimo tributo, regado de referencias a Bob Dylan, Band e mesmo assim, não saudosista. Absolutamente 1997.

 

  1. Evergreen – Echo & The Bunnymen

A melhor volta de uma banda em disco. Escutei esse disco até furar. Presente, atual e eterno. Letras incríveis e extremo cuidado na produção fizeram desse álbum uma deliciosa e inesperada surpresa pra quem não esperava mais nada dos “Coelhinhos”. Pop britânico grandioso, ambicioso, a moda antiga (não tão antiga assim, by the way).

 

  1. I Can Hear The Heart Beating As One – Yo La Tengo

O Yo La Tengo já era uma banda incrível, mas aí eles cometem um disco como esse. Não dá pra não amar loucamente. Na medida certa entre o sensível, o rock, a vanguarda. Parece ter sido produzido sob a mesma poeira sônica edílica que um álbum do Velvet Underground. Sutileza, beleza, estranhezas… inesgotável qualidade de cabo a rabo.

 

  1. The Boatman’s Call – Nick Cave & The Bad Seeds

Disco da fossa de Nick Cave, quase um barroco contemporâneo. O álbum mais bonito da carreira da banda onde tudo é tocado com tranquilidade e beleza, sem barulho. Ouve-se os ecos das cordas reverberando no fundo do salão de gravações e parecem acrescentar texturas extras aos sulcos desse play. Execução impecável, instrumentação perfeita e um som quase sobrenatural que ouvimos silêncios, respiros, cadencia além das canções desse álbum. Triste e bonito como poucos.

 

  1. Vanishing Point – Primal Scream

De longe, deve ter sido o Cd que mais escutei naquele ano. Primal Scream estreando Mani (Ex-Stone Roses) no baixo. O que era bom, conseguiu ficar muito melhor. Vinhetas instrumentais matadoras, clima 70s, produção destruidora, flerte de psicodelia, rock, eletrônico, dub e uma cover de Motorhead… precisa de mais? Ignorado em quase todas as listas, Vanishing seguiu um ponto que o Primal iniciou em Screamadelica (1991) e culminaria na pancada Xterminator (2000).

Menções honrosas, só não entraram por que eram só 10:

Dig Me Out – Sleater-Kinney

 

Lunatic Harness – µ-Ziq

 

Brighteen The Corners – Pavement


Não Culpem o 2016… nossos heróis é que estão velhos e morrendo…

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Bob Dylan em toda a sua carreira sempre soube que era muito mais compositor do que qualquer outro, por isso a concorrência nunca o assustou.

O novo prêmio Nobel de literatura sempre soube que ninguém foi páreo para ele no quesito “poesia e composição em língua inglesa”.

Ao longo de sua longeva vida musical, somente 1 cara tirava o sono do ego de Mr. Zimmerman e lhe causava arrepios ao ouvir seu nome ser pronunciado.

Leonard Cohen.

Dylan não confessa nem para seu espelho, mas no fundo, bem no fundinho daquele coração de pedra e cínico, Cohen foi o compositor que ele mais invejou em vida, daquelas invejas brabas sabe? Daquelas invejas que não deixava espaço nem pra se aproximar para pedir um cigarro.

Cohen, aparentemente nunca deu bola pra essa disputa ou inveja, assim preferiu se dedicar a desafiadora arte da constante reinvenção musical, artística e espiritual.

Essa semana, Leonard Cohen deixou essa existência no planeta Terra e foi ao encontro de sua iluminação budista, seu nirvana ou seu “Senhor” aos 82 anos de idade.

Complexo e simples, Leo nasceu em origem judaico-cristã, mas ao longo da vida, após ter passado pelos “ismos” naturais de quem caiu no meio da contracultura sessentista tardiamente e maduro, descobriu o budismo e nele se encaixotou, deixando o mundo pra lá, até descobrir que estava falido, graças a anos de pilhagem por parte de seu empresário e se viu novamente precisando trabalhar para garantir o pão nosso de cada dia.

Por sorte nossa, ouvimos um Cohen relevante e mais interessante do que nunca e tirando de letra essa situação.

A sequencia de discos incríveis que ele lançou nos últimos anos foi de causar inveja em gente com metade de sua idade: Old Ideas (2012) e Popular Problems (2014) figuram entre seus melhores trabalhos e o que dizer de Live In London (2009)? Um show absolutamente brilhante.

Sem contar o ultimo lançado há poucos dias, chamado You Want It Darker, seu canto do cisne de causar arrepio em qualquer pessoa que tenha sangue de verdade correndo pelas veias.

You Want It Darker entra para a macabra lista de álbuns tristes que marcaram o 2016. Blackstar, de Bowie e The Skeleton Tree, de Nick Cave seriam os outros dois.

A música de Mr. Cohen nunca pertenceu a uma década ou geração especifica, e isso garantiu ao “poetinha” uma relevância absurda para audiências futuras que talvez não o tenham visto em seus vários auges.

Desde sua estréia em 1967 com um folk doce e duro de Song Of… que seguiu nos álbuns seguintes, ele usou o mínimo de arranjo possível para que sua voz melosa e quente desfilasse alguns dos melhores e mais bonitos versos da língua inglesa, fazendo com que sua música já nascesse clássica mas não velha.

Natural que seus passos seguintes só reforçassem essa característica ou esse dom. Os inseparáveis cigarros nunca seriam boa companhia para nenhum cantor, minha professora de canto sempre pegou no meu pé por causa desse vicio (que larguei completamente inclusive), mas para Cohen, parecem que só ajudaram a moldar seu grave profundo.

O que dizer de I’m Your Man (1988), álbum que me fez um devoto apaixonado por sua música. Nessa época, Leo era fanático pelo neo-romantic e aderiu ao teclado com bateria eletrônica como poucos e produziu um dos melhores e mais bonitos álbuns dos anos 80.

Outros auges da carreira podem ser New Skin For The Old Ceremony (1974), Recent Songs (1979), The Future (1992) e mesmo um disco acidentalmente estranho e fora do quadrado como Death Of Ladie’s Man (1977), produzido pelo maluco e genial Phil Spector tem seus momentos de beleza.

O meu favorito de longe no entanto é o poderoso Songs Of Love And Hate (1971), ali acho que está o suprassumo do melhor já feito pelo cantor e compositor. É um álbum tão bom e tão forte no quesito conteúdo e forma, que que entra para minha lista particular de obras sacras, que só saem da prateleira de vez em quando e só podem ser executadas em ocasiões muito especiais.

Cohen nunca teve um grande hit de arrebatar multidões, mas ao longo dos últimos anos, a faixa Hallelujah acabou virando a favorita de cantores ao redor do mundo, seja Jeff Buckley, seja Sam Alves (se você colocar Hallelujah no Google, você vai se deparar com as mais lacrimosas e exageradas versões. Cada uma mais querendo encontrar Deus ou audiência que se transforme em lacrimosa massa de aplausos).

Pra servir como um guia, abaixo listo minhas canções favoritas do bardo canadense e boa viagem na companhia de um dos caras mais incríveis que passaram pelo planetinha azul.

Rest in Peace, Mr. Cohen