Beethoven / Richter – Appassionata & Funeral March (Sonatas)
Publicado; 12/08/2015 Arquivado em: Discos, records | Tags: Appassionata, Beethoven, Beethoven Sonatas, Funeral March, Richter Deixe um comentárioNo livro Caninos Brancos, de Jack London, o personagem principal é um lobo selvagem, em seu processo de “adestramento” ou “castração” de sua liberdade perante a força e destreza de uma tribo de esquimós no Ártico e o relato traz, de maneira simples e cortante, se valendo do limitado e primitivo conjunto de valores do pequeno lobo, como ele “instintivamente” se domestica perante o homem e passe a aceitar seus mandos, seu domínio e sua autoridade.
De maneira que acreditemos fielmente na capacidade básica de entendimento do animal, ele demonstra sua admiração profunda pelos homens que o raptaram, num misto de medo/admiração, nascido da perplexidade deste perante a imensa capacidade do Homem de lidar e fazer coisas com objetos “inanimados” que ele nunca imaginou ser possível, dentre elas, criar fogo com espetos de pau e se valer de objetos da natureza para criar proteção e morada a todos.
Sobre Beethoven, eu sinto o mesmo medo/admiração que o Caninos Brancos sente pelo Bicho-Homem.
No compositor alemão, ouço a imensidão de um mundo antigo que nos sucedeu e um mundo muito melhor que sua capacidade aparentemente infinita de criar coisas belas nos proporiconou.
Sou absolutamente apaixonado pelas Sonatas do mestre Ludwig e a Apassionata é envolta de escuridões e belezas nas mesmas e gigantescas proporções. Instigante ao máximo, tanto a Apassionata quanto a Marcha Funebre são obras dificeis de serem igualadas em ousadia.
Ludwig é imenso demais, é como tentar descrever o Oceano Atlântico, é um tsunami de criações, revolucionou a música para sempre, sem ele não haveria evolução e sem ele, arrisco a dizer que não haveria: Rock, Beatles, Nina Simone, Heavy Metal, Música Gótica, Pop com Piano, Vinhetas, Desenho Animado, Wagner, Stravinski, ambição em se fazer música, músicos profissionais, Lino, etc.
Com tanto para se escrever sobre o homem e sua música, me pergunto porque não me calar e deixar que Richter se encarregue de depositar em nossos ouvidos a melhor ou uma das melhores interpretações das sonatas de Beethoven, que devem as mais sombrias e belas peças musicais já feitas.
E tá bom por hoje.
Beethoven / Pierre Boulez – Sinfonia n.5 Em Dó Menor, Op 67 / Cantata Mar Calmo e Viagem Próspera, Op 112 (1972)
Publicado; 12/08/2015 Arquivado em: Discos, records | Tags: Beethoven, Boulez, Sinfonia n.5 Deixe um comentárioE agora começamos a seleção de LPs dedicados a Beethoven.
Não sou capaz de escrever com profundidade sobre Beethoven, tão pouco sobre Pierre Boulez, pois, como escrevi há alguns posts atrás, a música clássica ainda me é um mistério que procuro desvendar há alguns anos e estou muito longe de chegar a algum lugar palpável e seguro, mas mesmo assim, vou dando minhas cabeçadas pois a carreata não pode parar.
Otto Maria Carpeaux é meu guia e minha luz nesse terreno da música clássica ocidental, e ele afirmou lá atrás, que Beethoven era a maior expressão artística humana ao lado de Michelangelo, e como bom elitista detentor de cultura, capacidade e bojo cultural que poucos tiveram, estou com ele e acredito em suas palavras sem questionar.
Seguindo…
A Sinfonia n.5 de Beethoven talvez tenha a abertura mais conhecida dentre suas obras, a reaçaiada adora, até o ex-candidato a presidente Enéas Carneiro “Meu nome é Eneas” ilustrava seu pouco tempo de Tv com a poderosa abertura.
Particularmente é das sinfonias do mestre alemão, a que menos gosto mas ai vai a minha predileção natural pelo obscuro e pelo bizarro, coisas que não se encontram na firme, potente e perfeita peça de Beethoven.
Pierre Boulez também é outro monstro da música. Regente e compositor modernista, ele sacudiu a estacionada música clássica nos anos 50 e 60, com suas composições ganhou fama, mas ganhou o mundo mesmo regendo e escrevendo sobre música, dizia ele: “quero provocar não apenas uma resposta emocional, mas também intelectual, a estrutura que está por trás do som”.
De diferente do repertório habitual que se ouve em gravações de Ludwig, aqui, o maestro francês traz a tona uma rara gravação da Cantata intitulada Mar Calmo e Viagem Próspera. Composta originalmente baseado em dois poemas de Goethe, a cantata é dificilmente gravada e aqui encontrou talvez a sua melhor gravação, o que vale completamente o disco.
E assim, começamos a temporada de 3 dias ao lado do bom Ludwig.
The Beatles – The Beatles (White Album) – 1968
Publicado; 11/08/2015 Arquivado em: Discos, records | Tags: Chaos And Disorder in the beatle's backyard, The Beatles, White Album Deixe um comentárioE chegamos ao ponto de acordo entre quase todos as pessoas que amam os Beatles.
Praticamente todos eles têm um lugarzinho especial no coração pra esse disco.
“É o ponto máximo entre a tensão criativa e as disputas internas pelo controle do grupo e pelos holofotes da mídia mundial”. É um dos dizeres mais comuns sobre o reflexo do álbum e o período pessoal que cada um dos Fab Four viviam, mas acho a afirmação parcialmente correta.
A disputa pelo controle da banda já estava ganho por Paul um ano antes com os projetos Sgt Peppers e Magical Mystery Tour, o filme, que figuraram em dois projetos que deram a ele o controle criativo por conta de seu envolvimento e motivação fora do comum para fazer a direção sonora da banda ir pro lado que ele queria. Pra isso ele contou com o aval de George Martin que tinha enxergado essa capacidade de acertar muito e variar o repertório de composição para gêneros que os demais não acompanhariam.
O “album branco” não é tanto sobre disputa, mas sim uma sessão de “estapeamento” entre Paul e John, com o George vindo de vez em quando das uns petelecos nos dois, que no fim virou um exercício de mutilação originado do tédio e saco cheio de horas de gravações, pouco descanso e uma vontade feladaputa de se superarem.
Há um clima de secura e silêncio por trás do álbum que é angustiante, claustrofóbico e imagino como seriam as coisas se a banda tivesse terminado com esse sendo o seu ultimo trabalho, já que na época foi o que quase aconteceu.
No reino do “se” se constrói um novo mundo, mas voltemos ao que a história de fato foi.
Envolto de mistério, o disco já começa escondendo o jogo logo na capa, todo branco com nome da banda em auto relevo, na contra capa nenhuma informação, mostrando o incrível poder que eles tinham de peitar lançar um álbum com tantas características anti-comerciais assim e desafiar todas as regras de marketing que eles mesmos ajudaram a criar dentro da indústria musical dos anos 60. (álbum duplo? Sem foto dos integrantes na capa? Sem um compacto antes do Album? Sem informação nenhuma de nada?).
O que ninguém sabia era que os rapazes tinham um plano, ou pareciam ter, pois o álbum foi direto pro primeiro lugar da Billboard mesmo com todas esse anti-marketing. A curiosidade de seu publico foi tanta que a receita do “esconde o jogo” deu muito certo.
O álbum é irregular a beça, genial como eles nunca chegaram e boboca na mesma proporção. Começando o lado A tem o melhor rock “pé-na-porta” escrito por Paul, Back In The USSR, que puxa a bela e estranha balada Dear Prudence de Lennon seguida de Glass Onion, e sua letra sacadíssima e inspirada de Lennon dando uma zoada a respeito dos mitos e lendas que surgiram em torno do grupo nesses anos.
Depois desse começo arrasador, vem duas bobagens colossais Ob-La-Di, Ob-la-Da que deve ser a maior porcaria do universo e Wild Honey Pie que não diz nada e se você não fosse fã de Beatles ia se perguntar que merda era aquela.
Mas o lado A iria se redimir magistralmente com a levada “oeste” The Continuing Story of Bungalow Bill e talvez as duas mais espetaculares músicas dos Beatles: Happiness is A Warm Gun, que confesso aqui, ainda acho magia pura e não sei de que planeta Lennon tirou essa música, mas não é daqui. E While My Guitar Gently Weeps, de longe a melhor contribuição de George até então.
O resto do disco é uma grande disputa de contrapontos, Paul lança uma balada acústica Blackbird, com a levada de violão mais linda do pop britânico e Lennon solta Julia, praticamente do mesmo molde. Lennon ataca com a furiosa Everybody’s Got Something To Hide… e Paul vem com Helter Skelter, um verdadeiro porrete descomunal na cabeça de quem tivesse pela frente, Lennon vinha com vociferando em I’m So Tired e Paul singelo com Mother Nature’s Son.
Outra das minha favoritas de Lennon está nesse álbum, Sexy Sadie é um deleite melodioso com veneno escorrendo pelo cantinho da boca pra contar mais uma das suas experiências no período de retiro “dos artistas” na India (história sensacional dentro da biografia da banda).
No fim, como um amigo disse há muito tempo, o álbum duplo podia muito bem ter sido um simples se eles tivessem se entendendo na época e o disco seria um petardo colossal irreparável, mas quando você tem um lado 4 como esse, é quase como a nota 10 sendo tirada meio ponto por música, exceto Cry, Baby Cry e Savoy Truffle, duas faixas que parecem que antecipariam o que seriam as canções futuras de Lennon e George nos anos 70. Agora o resto desse lado é de doer: Revolution 1 é uma bobagem, Revolution 9 é música experimental mal feita, pagando de difícil e chatissima, Good Night é um pavor e Honey Pie fica no limite entre o comico e o genial, mas lambe mesmo é o cafona.
Resumo da opera: O White Album já foi o meu disco favorito dos Beatles, mas hoje é só o disco com as melhores musicas que eles fizeram, o que não é pouca coisa que fique claro, mas não faz dele o disco mais foda do mundo. Gosto muito, mas sinceramente é isso…
The Beatles – Revolver (1966)
Publicado; 06/08/2015 Arquivado em: Discos, records | Tags: George Martin, John Lennon, Revolver, Sixties, The Beatles Deixe um comentárioTento buscar na minha memória ou no que ainda resta dela (Para Sempre JP chegando ai?), quando foi a primeira vez que escutei os Beatles.
As vezes acho que foi Strawberry Fields, no ano em que Lennon levou o balaço? Yellow Submarine em algum programa da Globo ali naquela mesma época?
As vezes, meus sensores de idade e lembrança me mandam avisar que pode ter sido Eleanor Rigby, ali pelo final dos anos 70 em alguma repentina audição no rádio do carro do meu pai.
Tudo isso se resolveria se eu fizesse uma regressãozinha básica e essa dúvida besta e nem um pouco edificante seria esclarecida e eu poderia voltar a dormir o sono dos justos com minhas duas fatias de pepino cru no olho pra manter a pele saudável e as olheiras cuidadas.
E um dia íamos chegar aos Beatles e agora tenho a chance de confessar, estou de saco cheio de Beatles.
É claro que Revolver é um baita disco, mas é tão decantado em prosa e verso, com todas as suas mitologias e lendas contados e recontados de traz pra frente, com todas as suas segundas intenções e pegadinhas e sacadas e mistérios sendo revelados toda a hora, que dá realmente pouca paciência pra escrever sobre ele nos dias de hoje.
Acho que os Beatles tem a mesma importância na formação musical que um On The Road (Kerouac) ou Lobo da Estepe (Hesse) para formação de jovens leitores e como tais, só faz sentido e só arrebata quando se é jovem.
Honestamente não consigo mais ouvir esse disco depois dos 30 anos e muito menos agora que estou com 40. É como se eu estivesse escutando um disco da Xuxa ou do Atchim e Espirro.
Friamente sobre Revolver, eu acho que se trata de um disco irregular, alterna momentos altamente inspirados com bobagens inacreditáveis: Here, There And Everywhere e Yellow Submarine são duas faixas que eu sempre pulei quando escutei esse disco, Eleanor Rigby é linda, mas tão enjoativa quanto três pedaços de chocolate Suflair comprados no farol.
No lado B, For No One é outra tolice.
Do lado A, gosto mesmo é de She Said She Said por causa da sua guitarra e do curto espaço de tempo em que acontece um maremoto de informações dentro de uma estrutura sofisticada e simples. Outra ótima é Taxman, mas se não fosse por ela, não existiria rock no Rio Grande Do Sul, pois todas as bandas lá dos Pampas tentam reproduzir até hoje o som e o molho da guitarrinha de Paul (ta ai o Cachorro Grande que não me deixa mentir).
As vezes me sinto meio mal em ter passado a desgostar tanto de Beatles com o passar dos tempos, mas ai eu lembro de uma matéria em que Ray Davies, dos Kinks detonou esse disco na época do lançamento (ok, pode ter sido inveja), e me sinto melhor.
O lado B é infinitamente melhor: Paul manda sua melhor contribuição pro disco com a sorridente Good Day Sunshine, George não trazia ainda seu melhor, mas I Want To Tell You orna bem. Agora quem manda muito no lado B é Lennon com 3 canções que certamente figuram entre suas melhores canções desse período inicial/meio de carreira da banda: And Your Bird Can Sing foi flagrantemente chupinhada dos Byrds, mas é genial. Dr. Robert tem a sujeira perfeita dentro de um rockinho venenoso e poluído. E finalmente o “tour de force” Tomorrow Never Knows, essa sim, canção que parece ter vindo de outro plano astral, de outra esfera não conhecida pela raça humana e que encontrou na doidice de Lennon, a antena que capturou essa sensação e com a ajuda do maestro George Martin e do fiel escudeiro Paul, deram forma a uma obra-prima assustadora e que por causa dela que essa edição em vinil se manteve aqui na discoteca do Tio JP.
A maioria dos discos dos Beatles que eu tinha já foram embora, mas esse ficou. E até segunda ordem, vai ficar por um bom tempo ainda.
The Beat – I Just Can’t Stop It (1980)
Publicado; 06/08/2015 Arquivado em: Discos, records | Tags: English Beat, English Ska, Ska eighties, Ska New Wave, The Beat Deixe um comentárioA santa trilogia do Ska britânico é composto da seguinte turma:
Specials na base, Madness na cabeça e The Beat no coração.
Tem muitos outros, é verdade, mas com esses três já dá pra se ter uma boa ideia do quão poderoso e delicioso foi esse movimento intruso e includente dentro da New Wave e do Punk britânicos.
A rapaziada branca e pobre da classes baixas britânicas se circulavam com os imigrantes negros que vinham do Caribe em busca de melhores condições de vida e acabavam encontrando os espaços reservados pela elite branca inglesa pra todos que não eram dos seus, isso quer dizer o subúrbio, o isolamento e o descaso conservador dominante no período.
Esse isolamento e espirito de confronto quando revertido em arte e música, liberta nossos sentidos e cria novas perspectivas, criando desse atropelamento um som urgente, verdadeiro e poderoso demais para circular somente entre os subúrbios.
Esse som atravessou o gueto e chegou a muitas partes do mundo, até em São Caetano nos anos 90.
I Just Can’t.. é um dos meus discos prediletos.
Já escrevi isso a respeito de um monte de outros discos, porque sou uma putinha, mas é verdade, gosto de muitos mais discos do que de gente na maior parte do tempo.
Um disco que começa com o baixo marcado e infalível de Mirror In The Bathroom, tem no meio do lado A, a ótima levada new wave Two Swords e vai chegando ao final do lado com o clássico Rough Rider, talvez a melhor homenagem ao som vindo da Jamaica feito por quem não nasceu na ilha.
No lado B a coisa fica mais politizada, mas não fica chata ou panfletária, pois o pano de fundo dos rapazes sempre está ventando a favor do povo fudido e que não tem muitas “segundas chances” com o ótimo sopapo musical Whine & Grine/Stand Down Margaret (com alvo a ex-primeira dama inglesa), Noise In This World e Can’t Get Used To Losing You falam de falsidade humana e dor de cotovelo de maneira que qualquer pessoa com o minimo de instrução e vivência consigam captar.
E ainda tem Best Friend, ótimo símbolo de new wave com boa pegada pop e acessivel sem ser idiota.
Esse play ainda tem uma baita vantagem em relação a alguns similares que é o esmero e inteligência de como a produção ajudou a manter o som fresco e atualizado com os timbres escolhidos nas guitarras e na cozinha, e o modo dos metais editados por dentro do som, quase na cara de quem ouve o disco, só ajudou a perpetuar o Beat como uma das melhores coisas a serem descobertas pelas novas gerações e causar a mesma alegria infinita que me causou na primeira audição e ainda causa quando o ponho pra rodar.
Beastie Boys – Ill Communication (1994)
Publicado; 04/08/2015 Arquivado em: Discos, records | Tags: Beastie Boys, Rap USA, Sabotage Deixe um comentárioMeu caso de amor pelos Beastie Boys começou pra valer com esse disco em 1994.
Até então eu respeitava, mas não conhecia muito. Tinha referencia sobre o Licenced To Ill mas confesso que até hoje não é um disco que me bateu. Na época em que escutei não achei nada demais e hoje, honestamente, acho que ficou muito datado.
Check Your Head conheci quando saiu, gostei, mas ainda tinha uma certa resistência com o Rap e na época não era algo que um roqueiro convicto e ainda em formação lidava bem.
Mas tudo isso mudou com esse disco e com o show que eu vi deles aqui em 1995 no extinto e mitológico Olimpia, uma das casas de Shows mais importantes de São Paulo.
Minha cabeça explodiu com o que vi e ouvi, eles abriram com Sure Shot, que também abre esse disco, e foi uma das coisas mais bombásticas e inacreditáveis que presenciei nesses mais de 20 anos em que assisto a shows. A empolgação e os pulos da galera foram tanto, que devo ter me deslocado quase 20 metros de onde eu estava.
O resto do show foi antológico, alternando entre momentos em que ficavam só os 3 nos seus mics agitando e pulando, até momentos em que a banda sobe ao palco e cada um pega seu instrumento e dão uma aula de groovie e capacidade musical. Lá no palco estava também o tecladista monstro Money Mark.
Ill Communication vem na mesma pegada de Check Your Head, alternando entre Rap, Hardcore e levadas instrumentais jazzísticas.
Muitos fãs da banda consideram um álbum fraco, acho exagero, é um baita disco, conciso, preciso e com uma das melhores musicas dos anos 90 “Sabotage”.
Ainda hoje é impressionante, difícil de ser superada, animal. Me causa o mesmo tipo de sentimento que Helter Skelter dos Beatles, que é de caos e balburdia ouvidos através de um estetoscópio. A liberação de instintos destrutivos vem a tona quando escuto essas duas músicas.
Barulho, muita gente já fez, mas barulho nesse nível, pouquíssimos.
Passo batido por muita coisa no disco, mas Sure Shot e Sabotage valem por um bifinho.
The Beach Boys – M.I.U. Album (1978)
Publicado; 03/08/2015 Arquivado em: Discos, records | Tags: Beach Boys, Brian Wilson, Californian dream pop, Mike Love Deixe um comentárioMais um disco estranho dos Beach Boys.
Esse eu achei há alguns dias, numa pilha de discos improváveis e nem passava pela minha cabeça que esse disco tinha saído por aqui, mas foi lançado na época!
O clima não podia estar mais desfavorável.
Brian queria voltar a assumir as direções do grupo, mas ainda voltava de sua rehab e não tinha condições de contribuir diretivamente para o projeto, assim virou o “Produtor Executivo” por falta de outro nome melhor.
Os irmãos também nao estavam nem um pouco interessados no disco, Carl não contribuiu com nenhuma música e Dennis estava mais ocupado e interessado no lançamento que ele faria de seu algum solo, o magnifico Pacific Ocean Blue, assim, o comando do disco ficou nas mãos de Mke Love e Al Jardine que cuidaram para que o disco não fosse um completo papelão.
Mas no fim, M.I.U. é um disco que só quem é muito fã do grupo gosta, o que é o meu caso.
É duro de ouvir coisas como Come Go With Me ou Match Points Of Our Love!
Tudo muito quadrado, meio infantil e meio bobo, o lado A não tem nada que seja digno de nota, a melhorzinha é Hey Little Tomboy, o resto é ruim, com direito a uma versão horrorosa de Peggy Sue.
O lado B continua na mesma temperatura até chegar a única musica realmente digna de nota, que é My Diane, que mostra que mesmo um combalido e baleado Brian Wilson ainda conseguia extrair do volume morto, uma canção linda como essa, que lembra o cheiro do genial compositor que ele tinha sido e ainda poderia, com um vocal intenso e machucado de Dennis.
E só, o resto é indicado só pra fãs xiitas.






