5 filmes pra lembrar de Philip Seymour Hoffman

Putz, que tristeza… E lá se foi mais um dos grandes…

Relembro com pesar 5 grandes filmes desse cara…

5. Capote – Bennett Miller: Momento de sublime e mediunica interpretação do afetado, pretensioso, mesquinho e sensacional escritor norte americano Truman Capote. Pra dar vida a um sujeito tão polêmico como Truman, só o Philip. Ganhou Oscar, mas poderia ter sido o primeiro de vários.

 

4. Deu A Louca Nos Astros – David Mamet: Comédia deliciosa e pouco vista do Mamet sobre uma trupe de Hollywood que vai ocupar uma pequena cidade americana para rodar um filme e situações de todo o tipo acontecem nessa estadia. Philip mostra um lado cômico muito fino que poderia ter sido melhor aproveitado em outras comédias, vivendo o roterista dessa embrulhada que tenta salvar seu texto e o filme. Elenco de primeira capitaneado por William H. Macy.

 

3. Antes Que O Diabo Saiba Que Você Morreu – Sidney Lumet: Um dos últimos filmes dirigidos por Lumet, encontra uma história bizarra e amarga de dois irmãos que armam um assalto na própria loja dos pais e vêm tudo dar completamente errado. Philip faz o irmão mais velho e mentor do golpe. Destaque absoluto para a primeira cena do filme, uma das mais violentas cenas de sexo já mostradas no cinema. Coisa muito corajosa de fazer e de filmar. Filmaço!

 

2. O Mestre – Paul Thomas Anderson: Outra interpretação de gala. Dificil saber quem é o protagonista! Aqui, ele interpreta uma espécie de lider de uma seita não religiosa, mas que aplica religião, ciência e plr que encanta a elite americana, mas que se revela uma enorme farsa intelectual. Livremente inspirado na vida de Ron. Hubbard, um dos criadores da Cientologia. Filme primoroso com grandes tintas kubrickianas.

 

1. Almost Famous – Cameron Crowe: Já que o blog é de música, puxei sardinha pro meu lado e lembro com muito carinho o gigantesco papel de Hoffman na pele do lendário e incendiário Lester Bangs (um dos meus heróis musicais), crítico de música que figura no filme como o mentor do jovem jornalista musical.

 


A Hipocrisia da Hipocrisia ou porque ninguém se lembrará de nenhuma música do Nelson Ned

Eu queria escrever mais longamente sobre Nelson Ned, sobre seu legado, sua influência e tudo o mais, mas não vou ser hipócrita: Se eu escutei 4 músicas dele foi muito, então não vou perder tempo inventando lorota pra encher linguiça.

O gênero romântico, ultra romântico que ele representava (e o fazia com maestria) não era bem o que eu procurava quando comecei a escutar música e mesmo depois de velho, ainda não me deixei encantar pelo gênero.

E tentando fugir da hipocrisia, não é porque o cara morreu que ele virou santo e Deus e vou correr atras da obra dele.

Numa busca rápida pelo YouTube, principalmente em vídeos com suas musicas em espanhol, a quantidade de pessoas de outros países desejando condolências e homenagens nas mensagens é tocante.

Assim, o que mais me espanta é a pálida reação dos meios de comunicação e dos próprios colegas músicos brasileiros que não abriram um “a” sobre ele.

E estamos falando de um caso único na história da música popular mundial!

Quantos anões brasileiros cantavam como ele cantou? Ok, pra fugir do caricato e inusitado, pergunto: Quantos artstas brasileiros lotaram um Carneggie Hall em Nova York como ele fez?

Tentar descobrir o porque destes dois fatos fascinantes ninguém foi né?

Sabe porque?

Porque ele não virou modinha! Não virou queridinho da turma do fermento que domina a cena de música brasileira que manda e desmanda em editais e em showzinhos super-faturados e tem o Estado como bom contratante de shows e eventos culturais.

Aqui, diferente de outros lugares, não preservamos nada. Nossa memória é uma porcaria e parece que não damos a menor pelota para nosso legado cultural. Fazemos o que fazemos com o velho, jogamos num asilo junto a outros velhos e que todos morram de qualquer pneumonia, gripe, ataque ou que seja bem longe da gente.

Nossos grandes artistas “pop” de verdade estão indo e seus registros estão sumindo como pegadas na área. Poucos tem empregado tempo e paciência em colher e guardar de maneira decente esses arquivos preciosos.

Infelizmente, nosso imediatismo barato e burro na busca de uma nova “Voice Brasil”, só nos coloca de frente a artistas medíocres que podem saber usar muito bem a caixa toráxica, o gogó e cantar muito bem, mas que não cantam com a verdade e a vivência como um Nelson Gonçalves, Silvio Caldas, Cauby (tá vivo ainda viu gente! E ainda produzindo!) e o próprio Ned.

A esses medíocres, lhes restará o mesmo destino que temos reservado aos grandes. O ostracismo!

Tudo passa, tudo passará!


Os melhores de 2013? E teve?

2013 foi parecido com 2012. Coisas interessantes absolutamente escondidas no mundareo de “datas” que são despejados diariamente no mundo da música. Quando você acha que nada mais pode acontecer, não é que ainda tem uma galera fazendo coisas decentes?

E lá vem elas:

12. Parquet Courts – Light Up Gold

Meio punk, meio indie rock 90’s, diretamente do Brooklin novaiorquino, atual epicentro musical norteamericano mais quente de bandas, casas minúsculas de shows e uma galera de movimento.

O Parquet traz boas referências sonoras e um certo desinteresse genuíno em querer ser aceito pelo maldito mainstream indie que insiste em te vender Vampire Weekend (que é lá do Brooklin também) e Lorde como tais.

Barulhinho bom e meio destrambelhado, o Parquet é bem decente e virou favorito aqui em casa.

11. M.I.A. – Matangi

M.I.A é a artista feminina mais importante dessa decada.

Mesmo com discos espetaculares, eu ainda achava que ela não tinha achado sua voz de verdade.

Acho que em Matangi ela achou! E como!

Sexy, moderna e com um apetite pela destruição, M.I.A. quer ver o circo pegando fogo e seu som traduz bem essa busca.

Pesado, estranho e sem amarras, Matangi é compreensível em qualquer lugar que tenha periferia, violência e esperança, mesmo que ínfima.

10. Grant Hart – The Argument

Um disco pequeno. Pequeníssimo!

Que poderia ter sido lançado em 2013, em 1993 ou em 1988.

Atemporal e urgente como tudo que Grant Hart fez em sua vida útil com o Husker Du e fora.

Grant é um outsider legítimo, dono de seu tempo e obra. Talvez um dos últimos que ainda circulam por ai.

9. Kavinsky – Outrun

Absolutamente animal! Esse disco é pra quem gosta mesmo de música eletrônica movida a botões, válvulas e um cheiro de retro por todos os lados.

A melhor coisa do filme Drive é a trilha sonora de eletro-rock, synth pop e robot house sabiamente empregada durante todo a fita e foi nesse contexto que o nome de Kavinsky aparece pela primeira vez para o grande público.

Kavinsky é um personagem de fiçção retro-futurista, inventado pelo produtor musical frances Vincent Belorgay, cabeça por tras da persona e do album.

Petardo rigorosamente ignorado nas listas de final de ano da galerinha sabida.

8. Charles Bradley – Victim of Love

A história do cara é tão boa quanto a música que sai desse álbum maravilhoso.

Charles viveu na rua, passou por programas de inclusão social, seguiu com subempregos por quase 30 anos, enquanto seus projetos musicais não davam certo, até que o cabeça da Daptone Records escutou o vozeirão de trovão de Charles e finalmente aos 54 anos, conseguiu lançar seu álbum de estréia em 2012.

Victim of Love é seu segundo álbum, feito com esmero e timbragem dignas dos grandes discos de soul music dos anos 60, cortesia dos músicos apaixonados por soul que fazem o selo Daptone ser um dos mais sadios e espertos refúgios de boa música nessa decada digital.

Seguramente trata-se de um album completamente dissociado de nosso tempo, é quase uma pedra de Rosetta de nossos tempos. Dane-se, Victim é impressionante e prova cabal que talento com perseverança um dia dá em alguma coisa.

7. The Strypes – Snapshot

Sim, o The Strypes tem todo o jeito e cara de armação da semi-morta indústria da música (eu adoro armações desse tipo, porque alguém dorme no ponto e coisas boas acontecem!).

Sim, o The Strypes foi descoberta e apadrinhada por Noel Gallagher e Elton John.

Sim, o The Strypes é banda de moleque, o mais velho não tem 18 anos.

Sim, são eles que tocam e compoem as songs (quando eu ouvi pela primeira vez eu não acreditei que uns pirralhos de 17 anos estivessem tocando com essa maturidade e pegada).

Se rock and roll tem algum futuro e se é que precisa de um, então o The Strypes tá no caminho.

6. David Bowie – The Next Day

E quando ninguém mais esperava nada do Bowie, não é que ele me solta um disco como esse The Next Day.

Um senhor álbum com muita cara de final dos anos 70 e começo dos 80. A referencia é o Scary Monsters, mas acho que Next Day poderia ter sido o disco seguinte, ao invés do popaço Lets Dance, ou algo ali no periodo Tin Machine.

Nada em The Next Day sugere mostras de ferrugem ou limo, tudo ainda soa fresco, esperto e com muita fome. Bowie sugou seu próprio sangue mais jovem pra criar um sensacional e nada maduro álbum pra ensinar como se faz um bom esporro com pouco barulho e idéias arejadas.

5. Chance The Rapper – Acid Rap

Olhando pra frente, um moleque de 19 anos chamado Chancelor Bennett, usou a informação e o boldo cultural de sua Chicago (leia-se, todos os blacks que o antecederam, no Jazz, no Soul e no Rap) e criou uma deliciosa Mixtape que espanta pela leveza e modernidade. Só faltou um hit a la Hey Ya pra transformar esse cara no cara logo no seu primeiro respiro ao mundo.

Guardem esse nome, se o futuro ainda privilegiar talento e visão (acho que sim), a ponta de lança da música americana está na voz e nos beats de Chance The Rapper.

4. Death Grips – Govemment Plates

Violento, moderno e extremo.

O projeto Death Grips desafia generos, rótulos e carimbos desde que eles apareceram chutando todas as portas em 2011. Impressionante, não dá pra ficar em cima do muro.

Mais do que se posicionar, é entender o que está acontecendo. Muita coisa acontece em pouco tempo, você fica tonto e quando começa a entrar no som dos caras, a viagem vai fundo.

Digital e artificial, tudo é construido sob base de ruidos, barulho metálico e um senso quebrado de ritmo que não tem adversários a altura.

3. Daft Punk – Random Access Memories

De longe, o álbum pop mais importante do ano.

Pro bem e pro mal (mais pro bem), o Daft Punk bolou um surpreendente e ambicioso retorno a um tipo de pop construido nos anos 70 que não emula somente o funk ou a disco, mas também um tipo de pop radiofônico feito por gente barbuda nessa mesma época.

Random é um excelente e inesquecível apanhado do bom pop pra adultos que se fez nessas últimas decadas (tem referencia pra todo mundo, seja Mike Oldfield a Chic, passando por E.L.O. e Steely Dan).

Todos os créditos e glórias que o disco e o Daft estão colhendo são justos e confesso que relutei a aceitar esse álbum.

Não reluto mais.

2. My Bloody Valentine – Mbv

Só existe uma razão sensata para esse álbum estar aqui nessa lista. O disco existe e ponto.

22 anos se passaram e o som da banda continua praticamente igual ao seu clássico Loveless. Músicas longas, guitarras que vão longe nos efeitos, vocais que vão longe também, praticamente indecifráveis.

Continua tudo lá, inclusive a sensação de que as músicas vão se despedaçar no meio ou virar fumaça de tão frágeis.

Mas a sensação quase familiar de reencontrar alguém muito querido é reconfortante e nem sempre se precisa andar pra frente em busca do novo. Ele pode estar estacionado bem do seu lado e te fazendo olhar pra tras.

1. Kanye West – Yeezus

Well baby, isso é a coisa mais inesquecível de 2013.

Goste-se ou não do cara e ele nunca fez questão de agradar ninguém aliviando no quesito som.

Ultimamente ele tem chutado o balde em disco após disco e Yeezus é um passo gigantesco para fora do gênero de Rap pra começar a virar algo muito maior, talvez ficando do tamanho de seu ego.

De todo o modo, Yeezus é o marco musical desse ano. Não teve a visibilidade de outros pares, mas a dureza de seu discurso, a virilidade do som e a escolha pelo soturno, já fazem desse disco um clássico.

Se o Rap é o som que melhor representa a Black Music nos ultimos 20 anos, então me permito uma digressão.

Pode parecer uma grande viagem minha, mas em termos de rompimento com o gênero e ponto de mutação pra algo que virá no futuro, Yeezus pode significar o mesmo estrago que Whats Going On, do Marvin Gaye causou nos anos 70 do século XX.

Queria explicar melhor, mas deu.


Uma noite na Livraria

Discotecar: ato de botar um som para as pessoas dançarem, mexerem os corpos, saírem de vossas realidades, flertarem, tentarem a sorte com o sexo oposto (ou não), instigador de situações de contatos físicos desejados ou não.

Coisa muito boa de fazer em qualquer lugar: em casa de amigos, clubes e até em casa.

Agora fazer isso dentro de um espaço como a Livraria Cultura, não teve preço!

Essa foi mais ou menos a sequência da noite, trazendo o fino do Soul e do R&B tentando sugerir e não simplesmente escancarar pornograficamente a virilha.

Dick Dale – Miserlou

The White Stripes – The Denial Twist

Squirrel Nut Zippers – Got My Own Thing Now

Sly & The Family Stone – I Can Turn You Loose

Stevie Wonder – Sir Duke

Jean Knight – Mr. Big Stuff

Stevie Wonder – Pastime Paradise

Wilson Simonal – Carango

Medeski Martin Wood – End of The World Party

TheoWorking Group – Young Amazonia

New York Dolls – Stranded In The Jungle

David Bowie – Suffragette City (Live)

The Rolling Stones – Get Off Of My Cloud

Bo Diddley – Bo Diddley

Smokey Robinson & the Miracles – I Heard It Throught The Grapevine

The Coasters – Down in Mexico

Ray Charles – What I’d Say

Aretha Franklin – Chain Of Fools

Elis Regina – As Curvas da Estrada de Santos

Jorge Ben – O Filósofo

Erasmo Carlos – Saudosismo

Sambalanço Trio – Step Right Up

Eumir Deodato – Tremendão

Jerzy Milian – Ktopoty pana Naczelnika

E como uma hora, faltou um monte de coisas: Detroit Cobras, Barry Adamson, Supremes e Dead Kennedys


Stone Temple Pilots – Lady Picture Show

O STP foi a ultima grande banda californiana perigosa.

Perigosa no bom sentido.

No sentido certo.

Graças ao monstro Scott Weiland.

Chorar a morte de Ray Manzarek, ok. Goste-se de Doors e tal, mas eu hoje fiquei triste em saber que o STP trocou Scott pelo zé bolha Chester vocalista do Linkin Park.

Boring.

Scott é pancada, sobrevivente de si mesmo, imprevisível e igualmente talentoso, capaz de soluções inesperadas para os vocais.

E graças a essas soluções, o STP passou de pastiche grunge a grande banda dos anos 90. Ainda bom, ainda relevante e ainda intenso.

Enjoy…


Arcade Fire – The Sprawl

Todos os pecados se redimem diante da beleza e do sublime.

O Arcade Fire já virou uma das grandes bandas dos anos 2000 cercado de muita pompa e muito paetê. Exagerado, afinal,  é bom, mas o bom hoje em dia é mais do que ótimo!

Mesmo com isso, estou hoje dando o braço a torcer.

A faixa 16 do ultimo e consagrado The Suburbs, o Arcade Fire cometeu uma das mais lindas músicas do século XXI.

The Sprawl seguramente poderia ser uma música séria do ABBA, menos gay, lento, menos alegre e mais triste, mais piedoso e quem sabe mais misericordioso.

Todo o clima de redenção de quem agradece por ter conseguido pouco, mas o pouco que já é suficiente pra fazer feliz a quem nada tem, ou a quem tem tão pouco.

A miséria espiritual está lá, afinal, o AF é canadense. Significa: estudo, tranquilidade, mas miséria.

Um primor. Combina com uma manhã fria acompanhando a caminhada e a mata.


The Bar-kays – Soul Finger

Se músico se diverte tocando, o Bar-Kays devia ser a Disneylandia.

Quase todas as músicas que o grupo fez tem cara de que todo mundo se divertiu pracas fazendo.

E vai falar mais o que: o grupo era uma reunião do esquadrão responsável pelas principais gravações do selo Stax. O selo mais foda da música norte-americana.

Branco com preto, tudo junto e misturado fazendo alquimia, alegria e pura felicidade.

Soul instrumental, com fenders sendo dedados, sopro estridente e fazendo a linha pro assobio, numa mixagem magistral. Se toda a festa do planeta pra ser legal, precisa de uma abertura, Soul Finger sempre terá o meu voto.

Pra espantar olho gordo, gripe, tosse, bactéria e depressão pré-segunda.


Paulo Vanzolini – Samba Erudito

E lá se foi Vanzolini, talvez um dos caras mais legais que fizeram música nesse pais, e talvez ele tenha sido tão sensacional por que justamente não era músico de verdade, do tipo que faz show, turnê, clipe, corre atrás de dinheiro e fama.

Vanzolini era o cara que amava samba e música tanto quanto amava a Zoologia, a cachaça e São Paulo.

Quisera eu se todo bom compositor fosse tão desencanado quanto Paulo era, a cena musical seria muito mais arejada e menos arrivista do que é já há um bom tempo.

E olha que nem indústria musical existe mais.

Descanse em paz!


Iggy And The Stooges – Shake Appeal

Se tem alguém com musica boa as pencas, esse alguém é Iggy Pop.

Ponto.

Seja na sua tumultuada carreira com os Stooges, seja na tumultuada e erronea carreira solo, Iggy errou um bocado, mas acertou na mesma proporção.

As vias de sair seu disco na semana que vem, não dá pra cravar se vai ser um discasso, mas barulhento pelo menos dá pra garantir.

Enquanto isso, a sexy, libidinosa e perigosa Shake Appeal para balancar os quadris enquanto voce bate com a cabeça na parede.


Nena – 99 Luftballoons

Esse é uma homenagem a Alemanha, que deve chegar com Bayer e Borussia na final da Champions.

Nos anos 80, a New Wave se espalhou pelo mundo todo e todo mundo bem ou mal, fez new wave divertida em quase todas as línguas possíveis.

E não é que em alemão ficava divertido?

Já ouvi new wave até em tailandês, mas em alemão cai bem!

Nena foi one-hit wonder, tanto que essa música teve edição em inglês e foi só.

Bastou.

99 Luftballoons é identidade sonora da Alemanha pós punk, ainda dividida pelo muro e pela ideologia, então a diversão sempre vem seguida de melancolia.

Lindeza, a sensação é sempre boa quando ouço essa song.