We are a;GRUHM… and you are not! – a;GRUHM… (1988)

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Começando o alfabeto com essa dupla de industrial lá da Bélgica.

O que prova que além de cervejas artesanais, chocolate e Tin Tin, a Bélgica esteve, pelo menos por um breve instante, na vanguarda da música pop alternativa.

Lá no ABC paulista, nas distante década de 1990, tinha uma cena gótica e EBM da boa, com discoteca que abria pra matinê e tudo.

Neguinho ficava felizão a beça dançando todo de preto num galpão quente virado pra parede… ainda fazem isso?

A primeira vez que ouvi um som dito, “industrial” foi com o Front 242 e a clássica “Headhunter”.

O clipe era bem bizarro, todo em preto e branco com uns caras muito feios e sinistros usando cascas de ovos nas cabeças.

Por incrível que parece, essa loucura tocava no rádio e passava clipe no Clip Trip (programa da TV Gazeta dedicado a exibição de videoclipes), época pré-MTV.

O Front 242 é belga, assim como o a;GRUHM.. ligou a vanguarda belga nos sons estranhos?

Pra quem é leigo nessa parada, resumindo mal e porcamente, o EBM é um som eletrônico que surgiu nos moldes que o tornaram famosos mais no finalzinho dos 70 com um grupo britânico chamado Throbbing Gristle, (esquisitinho do jeito que eu gosto).

Basicamente tem muita influência do punk, mas ao invés de guitarra, baixo e bateria, o som é composto de sintetizadores, teclados, sequenciadores e baterias eletrônicas com um pouco de guitarra em alguns casos.

O som é mais pesado, nervoso, denso e sisudo na maior parte do tempo.

Tem gente que manja muito mais de EBM do que eu, então meu resumo termina aqui antes que eu escreva merda.

Esse disco em especial do a:GRUHM… eu comprei por acidente e graças a algumas indicações e a minha inclinação natural em descobrir coisas estranhas.

O Lado A é legal, com destaque para um versão bizarra para Another Brick In The Wall. Outra boa desse lado A é New Fashion, que poderia ter sido um hit nessa época estranha.

Porém, o lado B reserva as melhores músicas do disco: Drama in The Subway é um belo exemplo de industrial europeu, que é diferente do que se fazia nos EUA ou mais precisamente no Canadá, de onde vem a banda mais foda nesse negócio que eu conheço, chamada Skinny Puppy (um dia chegaremos e eles).

Hapeople também é bem foda, se existisse ainda festinha pra esse tipo de som, essa cairia muito bem.

Generation vem numa batida marcial típica do gênero, marcada e pesada com um baixão eletrônico em slap.

O disco fecha com Edito, outra castanhada.

Pensando bem, se ainda existissem festinhas de EBM daria pra tocar essas 4 na sequencia sem medo.

Mas acho que festinhas assim não cabem mais nesse mundinho pop bunda mole alegre de hoje, onde ser feliz mesmo que de mentira é o que vale.

Que tristeza!


Don’t Point Your Finger – 9 Below Zero (1981)

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Muitos discos que eu tenho em casa eu comprei por causa da capa.

Agora, poucos foram o que eu comprei por causa da contra-capa.

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Esse é um deles.

Até porque a capa é muito ruim, parece aquelas coisas que banda de hardcore-ska-punk-skatista fez muito nos anos 90. Aquelas merdas tipo Millencollin.

Na contra-capa a banda posa de costas com o vocalista dando uma banana pra você e pra todo mundo que tivesse vendo a foto.

Educadamente grosseiro, mas simpático.

O 9 Below Zero seguiu a paixão de outros conterrâneos britânicos: o Blues.

Mas como eles estavam no meio da onda da new wave (pós maremoto punk), fazer música legal pareceu ser moda.

Isso dava liberdade deliberada para artistas fazerem o que lhes dessem na telha.

Inclusive andar pra tras.

O som desses caras é blues-rock de bar (adoro), pra se ouvir entornando umas geladas e balançar a cabeça pra esquerda e pra direita.

Dá pra perceber que a gravadora investiu na banda, botaram o Glyn Johns pra produzir…

Glyn produziu discos do Clapton, o primeiro Led Zeppelin, alguns do The Who, Humble Pie, Steve Miller Band, Fairport Convention, Eagles e etc.

Ou seja, alguém achou que esses caras fossem dar certo…

Não deu, mas o disco é legalzinho!

É blues rápido e ligeiro do começo ao fim, lá pelo meio do lado A tem umas cançõezinhas mais do mesmo.

Esse terreno de blues-rock é bem perigoso porque a maioria dos caras acabam soando exatamente iguais e parece que do primeiro minuto ao ultimo segundo, ouvimos exatamente a mesma merda.

Confesso que não sou nem um pouco fã de blues contemporâneo e muito menos de blues-rock contemporâneo, e tenho pouca coisa disso na minha coleção.

Não morro de amores por esse Don’t Point… mas também não odeio. Acho os timbres bem gravados mas é tudo lugar-comum, o som da gaita é igual ao de outros 599 discos que tem gaita, a guitarra tem a mesma timbragem de outros 299 guitarristas.

A música mais legal do disco é justamente a que fecha, “You Can’t Please All The People All The Time”, por sinal o título é ótimo e se todo o disco fosse na pegada dela, seria um disco muito melhor do que foi.

Disco ok para uma banda ok.


The Original Soundtrack – 10cc (1975)

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Incrível como o rock progressivo influenciou todo o pop radiofônico nos anos 70.

Pelo menos é isso que parece passados tantos anos e tantas vidas.

É como se em um tempo muito distante, houvesse um momento em que muitas bandas compostas por ótimos músicos tiveram sua chance de chegar ao topo e um lugarzinho ao sol da eternidade.

A minha primeira lembrança a respeito do 10cc foi através de um livro chamado Grandes Estrelas Do Rock, que eu ganhei da minha tia quando eu era criança e começava a me interessar sobre esse negocio de roquenroll.

Um dos tópicos com muito destaque do presente volume era o 10CC.

Ai, um dia, ouvindo um programa de flashbacks em alguma radio aqui de São Paulo (talvez a 89 talvez a Antena 1, eu escutei Im Not In Love).

Mesmo a musica sendo linda, não bateu e como não tinha guitarras aparentes e nem era rock and roll, não dei bola.

Ficou pior quando alguém teve a brilhante idéia de fazer aquela versão em português… “somente só, você e eu”… lembra?

Durante muitos anos, virou sinônimo de breguice e cafonice em últimos graus!

O tempo passou e em outro acaso, já adulto, escutei uma coletânea de músicas escolhidas pelo Flaming Lips, chamada “Latenightales”, onde o Wayne Coyne, botou essa música como uma das suas influências para construir o som da banda.

E desde então, voltei a escuta-la sobre outro viés.

I’m Not In Love não é só um hit muito estranho, mas uma canção daquelas que flutuam no campo dos sonhos e da fantasia sem nunca tocar o solo (tudo que acontece fica em um eterno suspense e transe, não tem nenhum momento em que estoura uma batera, ou ganha em volume, fica mais alta, não, nada disso acontece com ela.

É como se fosse uma grande fumaça sonora frágil e doce. Difícil entender como ela fez sucesso, se você ouvir atentamente ela tem elementos estranhos as fórmulas corriqueiras de se fazer pop pra tocar no rádio.

É uma música que destoa de todo o resto do disco e basicamente de tudo que eu conheço como pop radiofônico. Isso é um feito! Enorme!

Sempre fiquei muito impressionado com bandas onde todos os integrantes sabem cantar e o 10cc é desse tipo de grupo. Todo os integrantes são multi-instrumentistas e multi-cantores.

Que inveja!

Isso é que é levar o oficio a sério.

O LP começa com uma suíte de 8 minutos chamada Une Nuit A Paris. Se o conceito do álbum era ser uma fictícia trilha sonora ou usar elementos que dessem essa ideia, abre acertando na mosca. O lado A fecha com Blackmail pop progressivo bem palatável.

E no meio das duas tem I’m Not In Love… que já falei bastante ai em cima.

O lado B é mais comum, lembra muito os trabalhos anteriores da banda, em especial Deceptive Bends, mais roquinho, tudo muito bem feito e com muito esmero, em especial Life Is a Minestrone e The Second Sitting For The Last Supper.

No fim, o disco é I’m Not In Love, Life Is A Minestrone com um punhado de canções bonitas e comuns ao redor… Mesmo isso é de matar de inveja 90% das bandas pops que surgiram nas décadas seguintes.


Elgin Avenue Breakdown – The 101ers (1981)

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Comprei esse disco nos anos 90, quando o vinil ainda não estava na moda e porque foi uma das poucas vezes que vi esse disco pra vender. Como fã do Clash, não podia deixar passar essa pepita e depois de muitas besteiras, ele ainda continua bonitinho aqui na coleção.

Começando do começo.

Todo mundo começa por algum lugar e Joe Strummer já parecia saber o que queria desde muito cedo.

Sou até suspeito pra falar, pois eu amo tanto o The Clash e amo tanto a figura de Strummer como artista e personalidade que é impossível falar de qualquer coisa ligada a ele sem ter a impressão que estou usando adjetivos elogiosos demais.

Foda-se, é meu blog e faço o que quiser.

Bem, dentro da história do rock a banda The 101ers nada mais ficou como somente a banda onde Joe Strummer começou a tocar e através dela, Mick Jones e Paul Simonon enxergaram a peça que faltava para finalmente botarem na rua seu projeto de laboratório chamado The Clash.

Sim, o The Clash foi uma banda de laboratório.

Não, o The Clash não foi um movimento politizado composto por colegas que tinham uma ideologia em comum, tão pouco foi uma combustão espontânea.

O Clash foi um projeto planejado e bolado para fazer sucesso.

E tudo bem!

Quase tudo no Showbizz tem essa natureza, então porque o The Clash seria diferente? Voltaremos para The Clash em outro momento.

E agora, vamos ao 101ers.

A proposta era simples e visceral, inspirado no velho R&B e nas pub bands inglesas que vieram um pouco antes deles, o 101ers tocava como se estivessem se divertindo pracas e esse álbum que saiu quase 5 anos depois do fim da banda, foi também uma forma de capitalizar em cima do gigantesco sucesso que o Clash tinha naquele ano de 1981.

Elgin, captura a rapaziada em momentos ao vivo e momentos em estúdio entre 1975 e 1976.

Dá pra sentir a verdade em cada silaba que Strummer pronuncia. Dotado de um carisma vocal e uma confiança imbatíveis, o trunfo da banda era acompanhado de uma banda vigorosa e cheia de gas e tinha em seu bandleader, o capitão perfeito para atravessar um mar de tedio e desesperança e jogar nos palcos e nos sulcos desse Vinil, algumas das mais urgentes e cruas versões de clássicos do rock como Monkey Business e Shake Your Hips e chegar ao cumulo de fazer miséria com Gloria (clássico de Van Morrison), não consigo lembrar uma versão melhor.

Mas nem só de cover vivia o 101ers, o material original era muito bom também e canções como Motor Boys Motor e Sweety of the St. Moritz davam ideia do potencial de Strummer como compositor e como essa energia foi percebida pelos futuros colegas de The Clash.

Lado a lado com essa canções mais energéticas, Strummer mostrava grande senso para compor pop songs palatáveis como Silent Telephone e Keys To Your Heart.

A banda tinha potencial, mas a saída de Strummer botou um ponto final na história e marcaria outra muito maior para o homem.

Discasso de rock.


Melhores de 2014, ou o que sobrou do triturador!

2014 musicalmente foi tão pobre quanto 2013, mas no ano passado, diferente desse 2014 tiveram pelo menos uns 3 ou 4 momentos musicais relevantes e quase inesquecíveis proporcionados por M.I.A., My Bloody Valentine, Daft Punk e principalmente Kanye West.

As principais discussões musicais circulam sobre:

Qual formato prevalecerá (streaming? Download? Físico?);

A onda em cima do Vinil dura até quando?

Quando jogamos a ultima pá de terra na indústria da música?

Discute-se tudo, menos a qualidade do que está sendo transmitido nos formatos previamente discutidos.

Num arduo, porém necessário esforço, esse convalescente blog de música ainda insiste na necessidade do ser humano em discutir listas e achar inspirações no novo ou nas novas descobertas para manter a chama do amor pela música, seja ela física, virtual, em fumaça, em chiclete, em lata de cerveja… etc…

Pra mim, 2014 foi mais ou menos o que aconteceu abaixo:

Álbuns:

Lazaretto – Jack White – talvez o melhor disco com guitarras em 2014.

 

Angels & Devils – The Bug: sombrio e estranho, eletronico a serviço do mal (o que no caso é bom!)

 

Run the Jewels 2 – Run The Jewels: para combater a bundamolice do mundo, nada melhor que um rap alternativo casca grossa.

 

Hypnotic Eye – Tom Petty & The Heartbreakers: sim, mais pra lá do que pra cá, Tom Petty prova que ainda tem muita garrafa vazia pra vender. Discasso de música velha pra gente velha como eu.

 

Sun Structures – Temples: disco que eu mais escutei em 2014. Neo psicodelia das boas, canções incríveis e se nada der errado, tem um bom futuro pela frente.

 

Garbage – Bones (mixtape): as coisas mais diferentes e interessantes na dita música underground vem do rap alternativo e Bones é mais um nome pra ficar de olho.

 

Tweens – Tweens: Disco de rock a lá anos 90. Essa coisa meio antiga que alguns jovens ainda insistem em fazer. Que bom! Delicia de punk bubblegum que há muito não se ouve por ai.

 

The Satanist – Behemoth: Black metal apontando pra outras direções. Sensacional para fãs do genero e para iniciados como eu.

 

Melhores músicas de 2014:

A Era das Chachinas – Eduardo Facção Central: disparado é melhor e mais importante música brasileira de 2014. Esqueça os discursinhos de esquerda ou direita, deixa essa baboseira pros pseudo-liberais e pros pseudo-revolucionários. Quer saber o que se passa lá embaixo da pirâmide, dá uma escutada no discurso pesado do Eduardo e depois conversamos.

 

Uptown Funk – Bruno Mars & Mark Ronson: junte o artista pop mais talentoso e popular em atividade no ramo da música com o produtor que ajudou a inventar a soul music dos anos 2000 e o resultado é a melhor canção pop de 2014. Bom demais pra ser verdade!

 

Xen – Arca: direto da Venezuela, caiu direto no Brooklin, trampou com Kanye West e lançou esse sugestivo primeiro álbum repleto de estranhezas, como essa estranhíssima faixa título…

 

Vou Me Libertar – Fumaça Preta: na formação tem um portuga nascido na Venezuela cantando e tocando batera, dois ingleses, uma brasileira e uns portugas. O som vem direto dos anos 70 pós-tropicalia, se o Mutantes fosse uma banda de rock de garagem seria o Fumaça Preta. Sem palavras!

 

Business is Bad – Karen Mantler: jazz com cara de ontem, mas feito hoje. Arranjos complexos que no final soam bem aos ouvidos desatentos.

 

Heavy Seas of Love – Damon Albarn: balada linda e convincente do seu primeiro e ótimo disco solo. O cara realmente mostra que sabe do riscado e cala alguns de seus detratores (inclusive eu).

 

Problem – Ariana Grande feat. Iggy Azalea: o mundo da música comercial mundial está uma chatice absoluta, mas de vez em quando aparece uma canção pop com algo a dizer, mesmo não dizendo nada. Problem é um desses casos. Irresistível e superficial como quase tudo na vida, esse mega hit tem tanta referencia boa que eu não resisti em traze-lo pra essa lista. Sax a la C+C Music Factory e referência a Jay-Z. Tudo de bom do começo ao fim.


Musica Gostosa 15 no ar! Não deixe de perder, ou deixe de deixar de ouvir… ou vai lá…

Mais um rebento oriundo dos poucos momentos de ócio viraram mais um podcast cheio de músicas bonitas e de músicas estranhas e um especial com o Big Star (banda de rock que é melhor que Beatles, que Led Zeppelin, que Rolling Stones e todos eles juntos).

Tem pop frances do anos 60, tem forró progressivo, tem fuzz garageiro brazuca dos anos 60 e tem blue eyed pop dos anos 70.

Ah, e tem punk de careca também e vinhetas novas!

Ouve ai…

Dean Wareham – Love Is Not Roof Against The Rain

Bass Drum of Death – Gb City

Elsa – Ecoutez

Violaine – J’ai des Problemes decidement

Big Star – Feel

Big Star – The Ballad Of El Goodo

Big Star – In the Streets

Big Star – Thirteen

Dominguinhos – Baião Violado

Kool And Together – Sittin on a Red Hot Stove

Frankie Lane – Rawhide

Benjamin Booker – Have you Seen My Son

Morrissey – Have a Go Merchant

Cock Sparrer – Runing Riot

Jose Luiz – Até Logo, como vai?

Hall & Oates – Had I Known You Better Then

Lee Morgan – Claw-Til-Da


MG14 ou De Profundis!

Mais um programa no ar!

Repleto de belezas e estranhezas de praxe. Nick Cave foi o mentor espiritual dessa edição. Enjoy it, antes que o mundo acabe!

Set:

Nick Cave and the Bad Seeds – Let Love In

The Flower Children – Mini Skirt Blues

Ornette Coleman – Check Out Time (Alternative version)

Paulo Bagunça e a Tropa Maldita – Grinfa Louca

PJ Harvey – No Girl So Sweet

Dorival Caymmi – Noite de Temporal

EPMD – Strictly Business

Miles Davis – My Ship

Elliott Smith – A distorted Reality Is Now A Necessity To Be Free

John & Beverly Martyn – The Ocean

Birhtday Party – Big Jesus Trash Can

Nina Simone – Dont Take All Night

Ike Turner – You’ve Got To Lose

Nick Cave & PJ Harvey – Henry Lee


MG13 no Ar!

Subiu!

https://soundcloud.com/jp-bueno/musica-gostosa-13

Set List:

Big Country – In a Big Country

Apb – Something To Believe In

Azymuth – A Caça

Darondo – Legs

Lulu – The Man With The Golden Gun

The Replacements – We’re Coming Out

The Replacements – Take Me Down To The Hospital

The Replacements – I Will Dare

Miltinho – É Hoje Independencia ou Morte

Miltinho – Desfolhando a Margarida

Jean Wells – With My Love And What You’ve Got

Rezillos – Top Of The Pops

Vaselines – Oliver Twisted

Flying Lotus featuring Kendrick Lamar – Never Catch Me

Jesus And Mary Chain – The Hardest Walk


Musica Gostosa 12 — casca grossa…

Oi, to de volta.

Acho que esse set list ficou o mais estranho que já fiz…

Muita coisa nova (boa) e obscuridades (boas também).

Prepare os 5 sentidos e boa viagem!

https://soundcloud.com/jp-bueno/musica-gostosa-12

 

Leonard Cohen – Almost Like The Blues

The Bug feat. Death Grips – Fuck The Bitch

The Pop Group – Where There’s A Will

Aphex Twin – Minipops 67

Hickory Hollow – Never Happen

Mo-Dettes – White Mice

Khun Narin’s Electric Phin Band – Show Wong

Clara Nunes – Feira de Mangaio

Allah-Las – Buffalo Nickel

Babymetal – Gimme Chocolate!

Andre Frateschi – A Maquina Preenche

Skeewiff & Keith Mansfield – Effortless Elegance

The Stranglers – Choosey Susie

Laurentino e Os Cascudos – Vale de Sao Francisco

 


Eu Votei… agora pra ficar…!

Antes tarde do que mais tarde!

MG11 no ar! De tudo um pouco naquela medida exagerada de sempre.

Have a Nice Trip

https://soundcloud.com/jp-bueno/musica-gostosa-11

 

Set List:

Temples – Shelter Song

Tiririca – Eu Votei (Vinheta)

Robin Williams – Good Morning Vietnan (trechos)

Otis Clay – Holding on To A Dying Love

Aracy de Almeida – Camisa Amarela

Nina Becker – Outono

Temples – Test Of Time

Culture – Citizen As A Peaceful Dub

Raul Seixas – Tu Es O MDC Da Minha Vida

Raul Seixas – Paranoia

Tweens – Rattle + Rollin

Lew Lewis – Lucky Seven

Wreckless Eric – Whole Wide World

Chakachas – Stories

SoHo – Hippychick